ESTE BLOG É PARTE INTEGRANTE DA BLOGOLÂNDIA DO ESPAÇO INTERNÉTICO! EXPLORE ESTE ESPAÇO!

domingo, 10 de julho de 2011

Johnny Depp: Três faces de um talento único!

(JULHO/2014:  Texto atualizado, com muitas fotos novas!)

O Chapeleiro Maluco em "Alice no País das Maravilhas".

O Professor de Matemática Frank Tupelo em "O Turista".

E a volta do nosso velho (anti) herói Capitão Jack Saparrow em "Piratas do Caribe 4".


No último período de um ano, um nome não sai da  boca dos cinéfilos: Johnny Depp.
E não é pra menos, porque ele também não sai das telonas! Que bom!!!

É... Eu ia falar só do último ano porque senão o blog seria pequeno pra tanto texto e fotos, afinal, este grande ator já nos encanta com seu talento há quase três décadas! Mas resolvi, antes de tudo, fazer um "flashback", já que é a primeira vez que dedico um post especificamente a ele:

A primeira vez que vi esse rosto e li esse nome foi na capa de uma revista "Querida", de 1989. Ele fazia parte do elenco da série de TV "Anjos da Lei", mas já tinha feito alguns filmes como "A Hora do Pesadelo" e "Platoon". Eu não via "Anjos da Lei" e não lembro se àquela altura eu já tinha visto "A Hora do Pesadelo" ou não. Mas só sei que quando vi não o reconheci. Platoon com toda certeza eu não tinha visto - e não o vi até hoje porque filme de guerra não faz meu estilo; talvez um dia resolva "encarar"!

Mas voltando à capa da revistinha... Johnny Depp, aquele rosto com inegáveis traços indígenas. Li sobre ele mas não dei muita importância, primeiro porque devia ser só mais um galãzinho que em poucos anos seria esquecido e segundo porque ele não fazia muito o meu tipo. Atenção para as palavras FAZIA (precedida por um "não" e no pretérito) e MUITO (que não é o mesmo que "nem um pouco"). rsrsrs

Felizmente eu estava enganadíssima! A maioria dos outros rostos que estampavam aquela resvista de adolescentes sumiram. Mas o dele não e eu pude descobrir seu imenso talento quando assisti no "Supercine" ou "Tela Quente" ao filme "Edward Mãos de Tesoura". Estava lá aquele estranho "ser", incrivelmente feio e com tesouras no lugar das mãos, mas igualmente sensível e encantador, graças à perfeita interpretação de Johnny.

O segundo filme que vi com ele foi "Gilbert Grape, Aprendiz de sonhador". Do começo ao fim dos anos 90, eu e mais uma turma que incluía primos(as), amigos(as) da vizinhança ou do grupo amador de teatro e dança que eu comandava na época nos reuníamos sempre, geralmente na minha casa pra assistir filmes. Íamos à locadora de VHS, cada um escolhia um filme (ou, para alugar apenas um ou dois filmes, escolhíamos por votação), e pagámos na base da "vaquinha".

Quando não comprávamos umas besteiras na rua pra comer durante as "seções", minha mãe sempre fazia algo gostoso pra gente, de pipoca a sanduíches. Víamos de tudo um pouco, exceto filmes pornôs, é claro! rsrsrs

Numa dessas visitas à locadora, escolhemos, entre outros, "Gilbert Grape". Me amarrei na história e em especial no personagem do Johnny Depp. Ele e o Leonardo DiCaprio deram um verdadeiro show de interpretação e me ecantou a relação tão bonita entre aqueles dois irmãos.

Eu sei que o Johnny odiou fazer a cena em que teve que dar umas "porradas" no irmão com problemas mentais e ficou se desculpando o tempo todo com o "Leo". Mas pra ser franca, quando vi a cena, gostei! Na vida real eu não faria aquilo, nem acho legal. Mas vendo o filme, aquele garoto às vezes irritava e parecia se aproveitar de seu problema pra abusar da boa vontade do irmão. Mesmo assim, acho linda a amizade dos dois.

Ali, vendo o "Gilbert Grape", eu estava virando fã de Johnny e não sabia! É um dos personagens mais belos que ele já fez. Sim, é um personagem bem normal - anormal era a vida dele e aquele família que ele tinha que aturar! A única que escapava era a mãe dele, uma vítima do preconceito. Mas aquelas irmãs, ninguém merece! rsrsrs Estou sempre voltando a ver esse filme. A única coisa que não gosto muito ali é do cabelo do Johnny tingido de um louro muito esquisito...

Um tempo depois, pra nossa "seção de cinema em casa" alugamos o "Don Juan De Marco" e Johnny se consolidou como o meu ator de cinema preferido. Eu o achava simplesmente o melhor! Ele era ainda um ator em começo de carreira, pode-se dizer (comparando ao que ele é hoje) e mesmo contracenando com um monstro sagrado como Marlon Brando, não deixou nada a desejar a ele! Johnny encarnou perfeitamente o jovem romântico e inconformado com a realidade de sua vida que assim, sem mais nem menos, decide simplesmente ser "Don Juan".

Enquanto outros atores como John Travolta e Brad Pitt me encantaram primeiro por sua beleza e charme pra depois eu admirá-los como os grandes atores que são, com o Johnny aconteceu o contrário: o que primeiro me chamou a atenção nele não foi seu inegável charme e sua beleza exótica, mas sim seu talento e sua versatilidade em cena.

E foram vindo mais e mais filmes com ele! "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (que me meteu medo e me fez torcer pelo cativante personagem do Johnny), "Chocolate" (que me deu inveja da atriz Juliette Binoche porque o personagem do Johnny é um doce de coco - com chocolate, claro), "Em Busca da Terra do Nunca" (que me fez rir e chorar, filme lindo, Johnny mais que perfeito no papel do criador de "Peter Pan")...

Enfim... muitos filmes! Exibidos na televisão, alugados na locadora de vídeo, ou vistos no cinema. Ele era sempre uma figura mais que presente no meu universo de cinéfila assumida. Seu talento, carisma e versatilidade sempre faziam com que ele roubasse a cena em qualquer filme onde estivesse.

Lembro que quando eu soube de "Piratas do Caribe" esperei ansiosa por sua estréia. Fui com meu primo ao cinema assistir e voltei pra casa querendo mais (e voltei ao cinema dias depois)! Me encantei por Jack Sparrow, o pirata mais esperto, desajeitado, gente boa e divertido que já existiu!

"A Fantástica Fábrica de Chocolates" também vi no cinema duas vezes. Uma delas com meu primo e outra com uma amiga tão chocólatra quanto eu. Antes de entrarmos na sala de cinema, compramos ali mesmo numa chocolateria do shopping onde o filme estava em cartaz, um pacote de trufas de todos os sabores pra comermos no lugar da boa e velha pipoca. E assim equanto víamos a deliciosa cachoeira de Wonka nos empaturrávamos de chocolate! rsrsrsrsrs

Gene Wilder que me desculpe, mas o seu Willy Wonka (na primeira versão deste filme feita em 1971) se encolhe e até some diante da brilhante interpretação do Johnny Depp pra esse personagem! E olha que não sou chegada em remakes - mas esse caso é uma exceção à regra (como já comentei no meu texto "Remakes: Já chegaaa!", aqui mesmo neste blog).

O que mais me impressiona no Super-Depp é a versatilidade. Ele faz drama, comédia, romance, ação, suspense, aventura, terror, musicais, infantis... E faz todos esses gêneros com muita habilidade, sem nunca apresentar uma atuação inferior. E ele também sabe cantar!

E nenhum personagem seu é igual ao outro! Ele diz que todos os seus personagens tem algo dele próprio, uns mais outros menos, mas sempre há algo "Depp" nos caras que ele interpreta. De acordo com as palavras do ator, se não fosse assim, ele não estaria interpretando, mas sim mentindo. Eu acho que ele está certíssimo, e vejo que a maioria dos atores sempre empresta algo seu ao personagem, é dificil ser diferente.

Mas ainda assim, cada personagem do Depp tem algo só seu, só DAQUELE personagem e de nenhum outro. Ele cria uma outra pessoa e a incorpora! Eu já vi uns vinte e poucos filmes dele (e tenho muito mais pra ver), dos quais possuo uns dez em DVD original, e cada personagem é ÚNICO.

Um dos meus preferidos entre seus filmes mais recentes é "Inimigos Públicos". Um filme pra rir, chorar, temer, ficar ansioso e ao mesmo tempo se "derreter" pelo ladrão de bancos durão, frio, calculista, inteligente, elengante, cara-de-pau, debochado, carismático, sensível, educado e apaixonado. O John Dilinger de Johnny Depp é tudo isso e muito mais. Eu vi fotos do verdadeiro Dillinger e é impressionante como o Johnny conseguiu ter aquele mesmo olhar abusado e o sorrisinho irônico do ladrão mais famoso dos anos 30!

É... só mesmo o Depp pra me fazer torcer por bandido em filme! O mesmo aconteceu outras vezes como quando assisti "Era uma vez no México", em que o personagem do Johnny, o agente Sands, é um grande fdp insano capaz de matar o cozinheiro porque a comida é boa demais! Mas acabei torcendo por ele, ainda mais depois do que lhe acontece quase no final do filme (assistam e assim saberão - hehehe). Um parêntese aqui:

O Johnny é do tipo de ator que "fala com os olhos". Para cada personagem ele tem um jeito diferente de olhar. Eu mencionei o olhar de John Dellinger em "Inimigos Públicos" que é impressionante. Mas quem não se intrigou com aquele brilho malicioso nos olhos de Willy Wonka, do já comentado aqui "A Fantástica Fábrica de Chocolates"? Demais! E no caso desse personagem, Johnny adicionou uma voz característica e uns trejeitos que combinaram direitinho com o personagem. Sem dúvida, ele é um ator superexpressivo! Tenho pavor de atores que só dizem o texto, fazem o gesto que tem que fazer, mas não mostram NADA vindo de dentro. A cara não muda. O olhar não muda. O sentimento não muda - mesmo porque não tem! Johnny é o oposto disso. A propósito, o engraçado é que vejo muita gente se referir aos seus personagens mais caricatos e aos trejeitos destes esquecendo-se de que na verdade esses personagens de visual (figurino, maquiagem e acessórios) e gestos espalhafatosos representam menos de um quarto da carreira do Johnny até hoje.

Fim do parêntese! Voltando ao ponto em que eu parei... Seria possível para Johnny atuar bem num filme em que não pudesse usar seu olhar expressivo e muito menos os trejeitos típicos dos seus personagens exóticos e/ou caricatos? SIM. Assistam "Era uma vez no México" e verão! Bom... o porquê de não "poder" usar trejeitos é simplesmente porque tanto o personagem como o momento pelo qual este estava passando principalmente, não pediam. Mas o porque da ausência de seu "olhar magnético", ah, isso não conto de jeito nenhum, porque já vou dar spoilers suficientes dos três filmes que a partir de agora, vou comentar!!! Só digo (pra quem não viu ainda esse filme, de 2003) que ele dá show e faz esse filme mediano valer muito a pena. O filme ainda tem Antonio Banderas e Mickey Rourke (entre outros), mas eles são ofuscados pelo brilho da atuação do Johnny.




Em meados do ano passado eu estava numa sala de cinema lotada assistindo à nova versão de "Alice no País das Maravilhas" inspirada na obra de Lewis Carroll. Adoro esse tipo de filme (e livro)! E lá estava, mais uma vez meu ator preferido Johnny Depp em mais uma parceria com o diretor Tim Burton.

Seu personagem chega a se destacar em muitos momentos mais do que a própria Alice, protagonista da história. Adorei o filme, achei interessante essa Alice adolescente prestes a se casar, retornando ao seu mundo de criança. Vira e mexe, estou vendo o filme de novo.

O Chapeleiro é um personagem ambíguo que transita entre a loucura e a lucidez, o presente e o passado, a coragem e o medo, a alegria e a angústia, a inocência e agressividade. O personagem é digno da atuação de Depp e vice-versa.

Mas por falar em ambiguidade...




No começo deste ano, já estava Johnny Depp novamente em cartaz nas telonas! Eu andei com uma gripe terrível que durou semanas, tossindo e com febre; não saía de casa nem pra ir à padaria. Assim, perdi o filme... no cinema. Fiquei triste porque eu havia aguardado ansiosamente por ele e também porque meus amigos(as) e conhecidos(as) que foram, disseram que eu perdi um ótimo filme e que eu ia adorar...

Mas assim que ele saiu em DVD, fui procurar por ele nas locadoras em que sou sócia (porque como se sabe os filmes saem primeiro com exclusividade para as locadoras e só depois para uso doméstico).

Mas o filme não parava lá! Em nenhuma das "minhas" locadoras! Cansei de ouvir " 'O Turista' está locado". Então reservei e esperei. Finalmente consegui pegá-lo e naquela noite o assisti duas vezes!

SPOILERS... SPOILERS...SPOILERS...SPOILERS...

Bom, como eu disse, o Chapeleiro é um personagem dúbio, ambíguo e às vezes parece até bipolar! rsrsrsrsrs

Mas esse Frank de "O Turista" traz um tipo diferente de ambiguidade: interna. Você olha pra ele e não sabe quem ele é. Parece que está sempre observando, analisando, armando...

Vendo o filme pela primeira vez eu engoli que ele era um professor de matemática inofensivo e até ingênuo. Tímido, atrapalhado e triste pela perda da esposa. Johnny passou isso perfeitamente. Era só um turista que entrava sem querer numa tremenda encrenca porque foi confundido com um pilantra que roubou uma grana preta de um gangster. O pilantra em questão se chama Alexander Pierce.

Como "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão" (diz o ditado) eu já estava gostando do tal do Pierce mesmo sem ver a cara dele. Mas o "danado" não aparecia! Eu fiquei com peninha do Frank quando o prenderam e também quando o entregaram pro gangster em troca de dinheiro.

Mas algumas atitudes dele me deixaram com a "pulga atrás da orelha":

- Como é que ele vai seguindo uma "ilustre desconhecida" e se hospeda com ela no hotel? Ok, ela é estonteante, mas ainda assim uma estranha que ele acabara de conhecer no trem pra Veneza.

- Quando dois homens chegam no seu quarto pra pegá-lo, a cara dele não é de um professor inocente, mas sim de alguém que tem culpa no cartório e está se borrando de medo de ser desmascarado.

- A "cena das pombas": eu reparei muito bem que aquilo é cigarro de verdade, que ele acendeu com um isqueiro. Por um breve instante olhei bem pra cara cínica dele e enxerguei Alexander Pierce ali! Pensei: "será?"

- Em alguns momentos ele assumia um jeito sedutor e seguro demais que me fazia pensar: "esse aí de bobo não tem nada!". Um exemplo disso é no momento do baile quando a bela Elise (Angelina Jolie) não consegue resistir e dança com ele. "Este é o único lugar no mundo onde eu deveria estar" responde ele quando ela diz que ele não deveria estar ali. E ele ainda ironiza, dizendo que ela pagou por seu traje.

Bom... quem viu o filme (e acredito que quem está lendo, o viu ou não se incomoda com spoilers) sabe do que estou falando... rsrsrsrs

Mas vinha sempre algum acontecimento que me fazia pensar que aquele sujeito jamais poderia ser o Pierce. E eis que o próprio aparece de costas na festa e deixa um envelope na mesa para Elise. Pronto. Minhas fracas suspeitas desapareceram e eu só queria ver a cara do Pierce! Admirava sua esperteza.

Depois disso, acontece tanta coisa, e eu torcendo pro Frank conseguir se safar de toda essa confusão. Até que ele entra na casa do Alexander Pierce pra resgatar a Elise das mãos dos gangsters.

SE NÃO VIU O FILME AINDA E PRETENDE VÊ-LO NÃO LEIA DAQUI PRA FRENTE DE JEITO NENHUM... PULE LÁ PRA BAIXO DO TEXTO, PROS PIRATAS DO CARIBE!!! rsrsrs

Quando ele entra com aquele jeito firme e decidido dizendo que é Alexander Pierce eu disse: "então é você?!". Mas Elise não acreditava e eu acabei indo com ela. Fiquei pensando que ele estava fazendo aquilo só mesmo pra protegê-la, por amor (que lindo!). Mas as rápidas explicações que ele dava pra sua mudança física eram tão doidas e precisas ao mesmo tempo que fiquei sem saber o que pensar.

Então ele se aproxima do cofre, os vilões levam tiros dos policiais e caem, mortos. Fim do sufoco. Alexander Pierce é encontrado lá fora em algum lugar em Veneza e os agentes correm pra pegá-lo.

Diante da declaração de Elise (que havia dito "eu te amo" a Frank quando ele se aproximava do cofre de Pierce prometendo abrí-lo), ele quer saber qual é o sentimento da moça em relação a Alexander, seu ex. Ela diz que embora ame Frank continua amando também Pierce. Pronto! Eis que Frank diz ter a solução pra esse problema (e aí é claro que eu já "advinhei" o que ele ia dizer) e ABRE O COFRE, digitando a senha secreta que só Alexander Pierce sabia!

Meus olhos arregalaram, meu queixo caiu! Literalmente. O falso Pierce que a polícia pegou era só um otário pago por Pierce pra se passar por ele.

Quando o filme terminou, enquanto as letrinhas subiam ao som da ótima música do Muse, "Starlight" eu saía do estado de choque e dava um monte de risadas histéricas. É verdade, eu sempre tive essas coisas, crises de riso nos momentos mais inesperados! rsrsrsrs Eu ria e me balançava na poltrana dizendo: "Seu fdp, você me enganou direitinho!".

Por falar nisso, a trilha sonora do filme, as paisagens de Veneza, os figurinos e tudo o mais nesse filme somando à direção, atuações do elenco, a história instigante, as cenas de ação com a dose certa de humor, o mistério e o romantismo sempre presentes, o tornam gostossíssimo de ver (e rever).

E foi o que eu fiz assim que acabou de tocar a música do Muse e eu parei de dar risadas: assisti ele todinho de novo! Mas dessa vez prestando atenção nos mínimos detalhes.

Vamos aos principais deles:

- Frank não conseguia largar o cigarro, por isso arranjou um cigarro eletrônico, de mentirinha (Pierce tinha os dentes encardidos de tanto fumar).

- Ele fazia questão de repetir que era americano, como se tivesse que convencer os outros (e até a si mesmo) disso (Pierce era inglês).

- Ele temia que Elise o reconhecesse no trem e se mostrou cauteloso, medindo as palavras até se assegurar de que ela não desconfiou de nada.

- Ele diz frases improváveis pra um professor de matemática formal e certinho como ele tentava parecer. Em duas dessas frases deixa claro que não gosta de sensatez. Uma delas ele diz que é um elogio para Elise: "Você é a pessoa MENOS sensata que conheci".

- Quando ele foge, de novo percebo que aquela é a reação de um pilantra e não de um bobão. E como um professor de matemática teria tanta facilidade em saltar de um telhado ao outro?

- Ele EMPURA SIM, o guarda. Depois diz que foi um acidente.

- Quando está algemado e o delegado pergunta se ele fuma, ele diz que não. Mas está doido pra fumar e fica até triste quando o homem destrói o que restava de seu cigarro.

- Mais improvavél do que tudo isso que citei até agora é um inocente e inofensivo professor de matemática pilotando uma lancha com o pé até passar com ela por cima de um de seus perseguidores e se sentir aliviado em vez de culpado.

- Ele ficava o tempo todo fazendo perguntas à Elise, principalmente sobre Pierce e a relação dela com o "ladrãozinho" (epaaa... seria mais correto dizer "ladrãozão" afinal ele roubou mais de dois BILHÕES do velho! kkkkk).

- Quando vê Elise indo embora com o barco ele diz em voz alta "Mas eu estou apaixonado por você". Ok, ali era o "Frank", ou melhor, Pierce matendo seu teatrinho. Mas logo na cena seguinte ele tira a máscara: é a "cena das pombas". Some Frank o bobão, surge Alexander o espertalhão!

E assim também no baile, como já comentei. Vendo pela segunda vez isso fica ainda mais explícito. Acredito que ele se revelaria pra ela na mansão, mas ele é pego pela polícia e seu plano dá errado. Assim, no final ele realmente se sacrifica por amor a ela. Para salavá-la ele revela sua identidade ao gangster e estava disposto a entregar-lhe todo seu dinheiro de volta e consequentemente, sua própria cabeça também.

Me pergunto como o Depp conseguiu isso: revelar ao mesmo tempo escondendo (ou vice-versa). Estava tudo ali, os menores detalhes da sua interpretação mostravam isso; ele não se esqueceu de nada! Era o ator Johnny  Depp interpretando o bandido Alexander Pierce, que sem ser ator interpretava o professor Frank Tupelo! Ou seja: Johnny fazendo o espertalhão "ensaboado" que finge ser um bobão atrapalhado. E ele tirou de letra esse que na minha opinião foi um dos papéis mais difíceis de sua carreira - e creio que nenhum ator o interpretaria tão bem quando Johnny o fez!

Fiquei muito surpresa ao procurar no dia seguinte, informações aqui na internet sobre o filme e deparar com certas críticas bem negativas e nos comentários, uma turma de "maria-vai-com-as-outras" concordando com as críticas sendo que a maioria dessas "marias" ainda nem o havia assistido!!!

Claro que também vi críticas positivas, mas o que mais me desagradou foi saber que alguns não entenderam o porquê das piadas quanto às indicações do filme ao "Globo de Ouro". As indicações foram merecidas. O problema foi o erro de categoria: o filme foi classificado como "comédia-musical"!!! A piada está aí e não na qualidade do filme.

Outra coisa: teve até gente enxergando o Jack Sparrow no persoagem do Johnny e dizendo que ele está impregnado pelos maneirismos do pirata depois de passar tanto tempo e quatro filmes como astro principal da franquia.

A-hááá! PEGUEI! Esqueceram que "O Turista" foi filmado ANTES de "Piratas do Caribe 4" e que Johnny não entrava na pele do Capitão Sparrow havia quatro anos. Desde que a série surgiu, Johnny nunca havia passado tanto tempo afastado do velho Jack.

Pouco depois de "Piratas do Caribe 3", exibido nos cinemas em 2007, Johnny fez outros papéis que em nada lembram o nosso querido pirata. Melhor exemplo disso é "Inimigos Públicos" (já citado neste texto) onde Johnny mostra que é perfeitamente capaz de se despir dos maneirismos e trejeitos do Capitão e construir novos e diferentes - mas igualmente caristmáticos - personagens.

Sobre a cena do telhado do filme "O Turista" que é onde andaram enxergando Jack Sparrow, se for pensar bem até os caras que perseguiam Frank, estavam meio Sparrow, afinal é bem dificil correr num telhado sem "pisar em ovos", não? Quanto ao Jack, ele deve seu molejo característico às muitas garrafas de rum que bebe todo dia - e noite também.

E é dele que vamos falar agora, senhoras e senhores, com vocês: Capitão Jack Sparrow Primeiro e Único!






Como Jack já estrelou quatro filmes, merece quatro fotos para o novo (e quarto) filme que ainda está em cartaz em alguns cinemas pelo mundo afora e já ultrapassou a marca de UM BILHÃO DE DÓLARES em bilheteria, sendo o oitavo filme da história a ultrapassar esse número! Sem falar que foi a maior estréia da história do cinema!

É claaaro que fui (assim como fiz com os outros três filmes da série) assistí-lo no cinema. Adoro cinema, se puder vou todos os dias! Ainda mais quando aparece um filme tão aguardado e especial como "Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas".

A princípio, senti falta de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swan (Keira Knightley). Mas isso durou pouco porque Jack (ou melhor, Johnny) está inspiradíssimo e conta com velhos conhecidos como Gibbs (Kevin McNally) e Barbossa (Geoffrey Rush) além dos novos e marcantes como Angélica (Penélope Cruz) e Barba Negra (Ian McShane), entre outros.

A história é empolgante. Mil vezes superior a de "Piratas do Caribe 3" e um pouco melhor do que a de "Piratas 2". Iguala-se no meu ver ao primeirão, o "A Maldição do Pérola Negra", de 2003.

É uma história mais independente das outras, original e cheia de surpresas como as sereias malvadas com dentes de vampiro e aquela linda fonte da juventude.

O filme é recheado de cenas dessas que a gente não se cansa nunca de ver! Uma delas é quando Jack se passa por juíz, seguida de sua fuga ilariante que inclui a "cena do bolinho". hauhauha

 Depois, quando ele enfrenta uma pessoa que se passa por ele (dessa vez no spoiler - rsrsrs) em uma luta de espadas surpreendente...

No fim, Jack sacrifica seus desejos mais uma vez. Algo comum a todos os filmes é isso: ele sempre acaba bancando o herói e mostrando que no fundo, tem um bom coração e não é nada egoísta.

No "Piratas 1" ele já começa salvando a mocinha e em consequência disso, se arriscando a ser preso (o que acaba acontecendo). No fim, ele novamente ajuda Elizabeth e seu amado Will.

No "Piratas 2" ele retorna ao navio após desistir de fugir e mostra-se corajoso ao "enfrentar a fera". Acaba traído por Elizabeth e devorado pelo monstro.

No "Piratas 3" ele abre mão de seu desejo, de navegar eternamente como capitão de um navio fantasma, pra salvar a vida de Will, deixando que este ganhe a "não-vida" eterna e assim possa ver sua amada Elizabeth pelo menos uma vez a cada dez anos.

Como eu já disse, só o Depp mesmo pra me fazer torcer por bandido e nesse caso, um "pirata infame" adorável! rsrsrsrs

Enfim, adorei o filme e não vejo a hora de poder comprá-lo e completar a minha coleção da série "Piratas do Caribe" em DVD. Li algumas críticas a esse filme, a maioria boas, outras nem tanto. Mas na verdade, nem li tantas assim.

Essas pessoas que ganham a vida criticando o trabalho dos outros não são outra coisa senão GENTE, como eu e como você que está aqui lendo. Simples cinéfilos com gostos e opiniões diferentes.

Já aconteceu de eu ler uma crítica que dizia por exemplo: "o filme é ótimo, o diretor usou luz e sombra na hora certa e a quimica entre o casal principal é impressionante" e em seguida li, sobre o mesmo filme: "o diretor pecou pelo excesso de sombras e faltou quimica entre os protagonistas". Mas é isso: são apenas pessoas opinando, nada mais do que isso.

Sendo assim, uma dica que eu dou (mesmo porque eu a sigo): Você quer ver um filme? VEJA antes de ler qualquer crítica. Depois que tiver visto, e já tiver sua própria opinião, aí sim, pode ler as críticas, pra concordar com umas, discordar de outras. Mas assim, verá o filme sem se influenciar pela opinião dos outros.

Aqui, algumas fotos do Johnny (como ele mesmo):









Para ver essas e outras (muiiiiitasss) fotos de Johnny acesse a página DEPPENDENTES DE JOHNNY


Mas voltando ao Johnny... em breve virão mais filmes com ele! O garoto não pára mesmo e eu estou adorando isso!

Outra coisa que me faz admirá-lo muito é o seu jeito de ser. Ele é autêntico, faz o que quer, não é "maria-vai-com-as-outras", nunca se deixou deslumbrar pelo sucesso, curte as coisas simples da vida como ver seus "legumes e flores crescerem" e tem uma humildade que poucos em sua posição teriam.

Vendo entrevistas dele, do comecinho da carreira e outras de AGORA (ontem mesmo vi uma do mês passado) fica claro que ele é o mesmo de sempre. O olho não mudou!

Um parêntese pra explicar: noto que alguns artistas quando alcançam muita fama mudam da água pro vinho! E o primeiro sinal dessa mudança, do "efeito mosca azul" é o olhar. Ivete Sangallo e Alexandre Pires são bons exemplos disso. Eles eram bem diferentes no começo de suas carreiras, e agora além do olho ter mudado, eles se tornaram exibidos e cheios de mesuras. As caras, bocas e chiliques da Ivete chegam a irritar. Ela passou tanto dos limites que fanáticos religiosos chegaram a dizer que ela estava "endemoniada" num show! rsrsrs E exemplos disso não faltam...

Bom, mas com Johnny Depp isso não aconteceu: ele olha as pessoas de igual pra igual, não se julga melhor do que ninguém por ser famoso, não se considera uma celebridade e não age como tal...

[Editado em julho de 2014]
A única mudança que percebe-se nele é o fato de ele ter amadurecido e assim, hoje, nem de longe lembra aquele bad boy quebrador de hotel dos anos 90. Depp hoje é um homem mais tranquilo, pai coruja, que gosta de estar com a família, com a sua guitarra e suas coleções de "tranqueiras" e livros antigos. Tem estilo próprio de se vestir e de viver e não está nem aí pro que os outros pensam.

Deixou de lado o passado cheio de encrencas, drogas e principalmente de bebidas - hoje, de acordo com ele próprio, não bebe nem mesmo vinho, já que resolveu desde o começo de 2012, dar um tempo na bebida, e desde então, só bebe cerveja sem álcool. Ainda fuma seu cigarrinho marrom, enrolado por ele próprio.


FELIZ NO AMOR









Para ver três lindos vídeos do casal clique aqui e vá à página "Deppendentes de Johnny" neste blog.

 Há alguns anos, sua vida pessoal passou por uma grande reviravolta: saiu de uma relação desgastada de mais de 10 anos e encontrou um amor que surpreendeu a muita gente (principalmente os preconceituosos). Entre outubro e novembro de 2011, engatou um relacionamento sério e cheio de emoção, companheirismo, romantismo, paixão, compreensão e apoio mútuo com a atriz Amber Heard, 28 anos, com quem contracenou no filme "O Diário de um Jornalista Bêbado" (filmado em 2009 e lançado em 2011 nos Estados Unidos e em 2012 no Brasil).

O casal está noivo desde dezembro/2013 ou janeiro/2014 (as informações são imprecisas, dizem que ficaram noivos no Natal, mas a notícia estourou na mídia somente quase um mês depois, em janeiro). Em 14 de março de 2014, eles deram uma festa pra mais de 100 convidados, entre familiares de ambos (como o casal de filhos que Johnny teve com sua ex-companheira Vanessa Paradis, Lily-Rose, 15 anos e Jack, 12, a mãe dele Betty Sue assim como o pai de Amber, David e a irmã dela, Whitney, entre outros parentes) e amigos íntimos de ambos, famosos e anônimos. A festa, ao que tudo indica foi para oficializar o noivado e dividir o momento com o amigos. O casamento será em breve, de acordo com o pai da noiva. 

A mídia, como sempre tenta criar polêmicas com tudo que envolve o nome de Johnny, sempre inventando, aumentando e distorcendo os fatos. Mas os fãs sabem sempre discernir entre o que é verdade e o que é notícia inventada por tablóides.

Sobre a vida social, Johnny gosta de curtir bons momentos em casa, uma mansão localizada em West Hollywood, Los Angeles-Califórnia (EUA) com os dois filhos e a noiva. Mas também tem saído bastante à noite e ido com frequência a bares, clubes, shows, festas, eventos, jantares... Tem tocado guitarra e bateria em diversos palcos, colaborado em CDs de amigos... 

E está na dele, com o bolso cheio de merecidos milhões de dólares, uma ilha no Caribe, um currículo de dar inveja a muitos astros e com seu olhar de sempre: claro, franco, humilde, direto, sem um pingo de afetação.
[Fim da edição]

E é por tudo isso (por suas qualidades como artista e como pessoa, somadas ao seu charme e estilo único) que ele integra a minha seleta galeria de ídolos e é no meu ver, o MELHOR ATOR do mundo!

E que venham os seus próximos filmes!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Os Cheiros e Sons da Vida!





Desde pequena sempre fui muito ligado aos detalhes. Eu acho que muitas vezes os maiores encantos da vida está em coisas "pequenas", nas sensações, impressões... Naquilo que fala ao coração e deixa saudade.

Uma música me transporta no tempo... e lá vou eu de volta pra época em que aquela música marcou.

Um cheiro que sinto na rua, de algum perfume me transporta no espaço... e lá vou eu pro lugar onde eu senti aquele cheiro e foi de alguma forma, marcante pra mim.

Também pode acontecer o contrário: um som pode me transportar pra algum lugar e um cheiro, pra alguma época!

Momentos bons da vida são pontuados por esses detalhes, essas sensações. Assim é pra mim, e acredito que seja também pra muitos de vocês que estão lendo este texto...

Alguns dos cheiros que me marcaram a infância são:

- Cheiro de disco de vinil novinho, vindo da loja. Nossa! A primeira coisa que eu fazia ao ganhar um disco novo era cheirar, cheirar, cheirar... rsrsrsrs Que delícia!

- Cheiro de álcool em prova rodada no mimiógrafo. É... sou daquele tempo... rsrsrsrs E não era a única. Na sala de aula ficava todo mundo com o nariz grudado no papel após receber a prova! hauhauha

- Plásticos de encapar caderno (esqueci o nome daquilo - acho que não é o celofane, é um parecido). Aquilo era tão cheiroso, enquanto encapávamos o cardenos o cheiro ficava no ar, na copa, que era geralmente onde o material escolar era preparado antes do ano letivo começar.

- Cheiro da merenda. Aquele cheirinho de suco de uva na garrafinha plástica misturado com cheiro de banana ou maça e biscoitos de chocolate recheados ou "Lanche Mirabel". Alguém se lembra desse wafer? Já tem anos que não o vejo mais... Os meu preeridos eram o verdinho (chocolate) e vermelho (crocante).

Muitos outros cheiros me marcaram a infância e adolescência... E continuam andando comigo na minha estrada da vida. Uma mania que eu não perco é cheirar os livros antes de lê-los. Não importa se o livro é novo ou velho. Qdo sento (ou deito!) pra ler um livro, abro na página que vou ler e fico um tempo cheirando antes de começar a leitura.
Acho que tem sempre cheiro de cultura, e parece que me ajuda a absorver um pouquinho do seu conteúdo! rsrsrsrs

Agora vamos falar um pouco dos sons...

Músicas que marcaram a minha vida e continuam marcando são muitas, então foi falar apenas dos "barulhos". Alguns deles se destacam pra mim:

- Avião decolando. Parece que decolo junto. A sensação de ver aquele "monstrão" levantar vôo fazendo aquele barulhão me faz pensar no significado de VOAR. Poxa, aquilo tudo pra levar o ser humano pros ares. Pros pássaros é tão fácil, simples, normal...

- Motocicletas dentro do Globo da Morte. Num circo, nunca gostei muito de palhaços, com todo respeito que tenho a esses profissionais. Mas aquelas caras pintadas, dando bofetes uns nos outros, caindo de bunda no chão... é sempre a mesma coisa e nunca me fez rir muito... Meus preferidos sempre foram os mágicos, equilibristas, malabaristas, trapezistas e... O GLOBO DA MORTE. Já vi com três, quatro, cinco e até com seis motos! Sei do risco que aqueles homens correm. Mas a adrenalida é grande, e eu adoro aquela barulhada toda que as motos fazem desde quando se preparam pra rodar naquela esfera até o fim da apresentação.

- Batuque de bateria de Escola de Samba no carnaval. Quando a bateria passa pertinho de mim com seu "ticutuco-micutuco", a sensaçao que eu tenho é de que aquele som está tocando no meu coração!

- Berrante. Esse eu só ouvi pessoalmente uma vez, quando em comício político o cantor e ator Sérgio Reis o tocou. Me dá um aperto no peito. É triste... Talvez me traga ao sentimento, mesmo que de maneira não muito consciente, o lamento dos bois que estão sendo conduzidos à morte. É uma emoção diferente das outras. Parece o som de uma despedida.

Existem também outros sons que me fazem sentir a vida. Outros sons e outros cheiros. Isso sem falar nos muitos sabores, imagens, toques... Falarei mais sobre isso em outros posts...

Mas me diga, e pra você: que cheiro e que som a vida tem?...
Até mais!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

TV? Vou de Plasma!!!

No ano passado queríamos uma TV maior... Minha tia, embora operada de catarata é idosa e não lia facilmente as legendas dos documentários que assistíamos.


E eu, míope e chorona que sou, assistia a certos filmes com cenas tristes e/ou emocionantes (principalmente filmes que tem cachorros e outros animais) e meus óculos ficavam embaçados com as lágrimas.


Então, tirava os óculos e não enxergava as legendas. E eu simplesmente detesto filmes dublados!!! Diante disso a solução pra nós duas seria comprar uma TV beeemmm grande, de 42 polegadas.


Quando surgiu a TV de Plasma, eu lembro bem de ter ido a um consultório (de dentista se não me engano) e de repente, na sala de espera, vi uns peixinhos. Pensei que fosse um aquário enorme, mas ao reparar bem vi que era uma TV!!! Os peixes pareciam reais! Mas era um documentário sobre animais!


Aquela foi a primeira vez que vi uma TV de Plasma. Falei pra minha mãe: um dia vou ter uma! Mas era caríssima (e raríssima)! Portanto impossível ter uma naquela época, quase dez anos atrás.


O tempo passou e a TV de Plasma foi ficando mais acessível como acontecera também com o vídeo-cassete, aparelho de CD, depois o de DVD, e agora está acontecendo o mesmo com o Blue-Ray.


Vieram também outras tecnologias. Pros computadores, lembro quando os monitores "cabeçudos" foram substituídos pelos tais monitores "LCD" (há três anos, eu também substituí o meu computador por um com monitor LCD).


Depois essa tecnologia passou a ser usada também para as televisões. E de repente, virou moda: as pessoas diziam que queriam uma TV de Plasma ou LCD. Uns ficavam na dúvida na hora de comprar, outros escolhiam uma "igual a do meu amigo" e outros pensavam que tratava-se da mesma coisa, então tanto fazia, aquela que o dono da loja aconselhasse ou que estivesse com uma promoção mais atraente, comprariam.


Chegou então a minha vez. E durante um tempo, fiquei só falando em comprar. Nesse período surgiu o LED, que é mais fininho... E eu resolvi pesquisar na internet e também conversar diretamente com pessoas que entendem do assunto. Descobri as vantagens e desvantagens do Plasma e do LCD. Pra mim, a TV de LED, bem mais cara que as outras duas, estava fora de cogitação.


Então, fiquei sabendo que a TV de Plasma por ser de vidro é tão sensível à claridade quanto qualquer TV de vidro comum, e que não deve ficar muito tempo com imagem parada.


Pois bem, e terminam aí as desvantagens da TV de Plasma.


Em compensação são muitas as vantagens:


- Quarenta mil horas a mais de vida útil.
- Imagens mais reais e mais vivas
- Mais brilho e contraste.
- Maior ângulo de visão.
- Imagens em movimento reproduzidas com fidelidade e rapidez.
- O preto é absoluto - o que a TV de LCD não pode oferecer.
- Você pode tocar nela com menos frescura do que numa tela de LCD.


Quanto ao consumo de energia, hoje não há muita diferença de uma para a outra. O interessante é que desde que comprei esta TV, um ano atrás, minha conta de luz praticamente NÃO AUMENTOU.


Quanto à claridade, é normal. Como eu gosto de "cinema em casa" optei pela Plasma por motivos óbvios: A IMAGEM É DE CINEMAAA! Maravilhosaaa! E não assisto mesmo TV no claro. Mas até quando a luz está acesa ou tem sol entrando dá pra ver numa boa. A TV Só não pode estar EM FRENTE à janela.


A TV de LCD é menos sensível à claridade, mas se tacar uma janela na frente dela, ela também refletirá a luz.


Bom, mas voltando ao "antes da compra"... Fui a várias lojas e pedia "quero uma TV de Plasma" (isso após ter feito as minhas pesquisas que me levaram a optar pela Plasma). Eles perguntavam "você uma TV de Plasma mesmo, autêntica, ou serve de LCD?". E eu dizia: "PLASMA". E então me mostravam e explicavam seu funcionamento e tal, preço, etc. Eu queria uma com entrada pra TV digital e etc, etc, etc. Me mostram a "belezura".


Comecei a ver os preços em diversas lojas e notei que eles nunca colocavam uma TV de Plasma lado a lado com a de LCD. Mas um dia observei numa outra loja várias TVs bem próximas umas das outras e tinha duas em especial que me chamaram a atenção.

A imagem de uma era viva, nítida e da outra meio opaca. Perguntei ao homem da loja se elas estavam com a sua melhor resolução e ele disse que sim. Então perguntei por que uma tinha uma imagem melhor do que a outra e a resposta confirmou (selou mesmo) a minha decisão: "Essa aqui (da imagem viva) é a TV de Plasma, e essa outra é de LCD".

Perguntei se a marca de uma era melhor do que a da outra, porque por mais que tivesse feito a pesquisa e me decidido pela Plasma nunca tinha visto as duas lado a lado e realmente vendo assim, a diferença fica muito mais nítida! E o homem respondeu que eram da mesma marca.


Então, percebi que fiz a escolha certa. E finalmente comprei (em outra loja, marca boa, preço bom... rsrs).

Também cheguei a ver, em outra loja uma TV de Plasma bem ao lado de uma de LED. Não curti a imagem da TV de LED perto da de Plasma: clara, branca, sem vida demais pro meu gosto...


Só sei dizer que estou muito feliz com a minha "tevezinha" (na verdade "tevezona")!


Vejo meus programas de TV preferidos, vejo muitos filmes... O som é impressionante! Tem momentos que eu penso: "ué, mas eu não tenho home theater!!! rsrsrsrs


De repente ouço um barulho que parece estar na sala, do meu lado. Aperto o "pause" e o barulho pára. É no filme! Agora já me acostumei... Mas o som é muitooo bom! A imagem então nem se fala, é perfeita! Como os "peixinhos" que eu vi na sala de espera do consultório!


Até música ouço nela! Mas, é claro, nesse caso não abuso.


Uma coisa importante pra quem for comprar uma TV de Plasma é que ela não pode ficar muito tempo exibindo uma imagem parada.


Explicando melhor: a TV de Plasma foi concebida para imagens em movimento. Essas imagens se reproduzem atravéz da ionização de gases e a TV precisa de movimento. É bom não ficar ouvindo muito CD nela, ou manter a imagem congelada (pausada) por muito tempo. Mas não significa que não se possa fazer isso. Não é bom fazer MUITO e SEMPRE.


Já a TV de LCD, meu conselho pra quem tem ou vai comprar uma é o contrário: procure dar uma descansada na sua TV pelo menos uma vez ao dia. O LCD (cristal líquido) foi criado pra emitir mais imagens paradas do que em movimento. Por isso a princípio ele era usado apenas para monitores de computador. Os cristais líquidos se cansam com movimentos rápidos e costumam com o tempo fazer surgir "borrões" na tela em cenas de velocidade. Por isso a vida útil de uma TV de LCD costuma ser em média menor que a da TV de Plasma.


E é por isso também que muitos vendedores preferem divulgar mais e ressaltar as qualidades da TV de LCD, porque enquanto a média de longevidade da TV de Plasma é de cinco anos ou mais, a de LCD é de cerca de dois anos.

Uma amiga minha foi enganada, uma vez. Ela foi a loja e pediu uma TV de Plasma e quando fui à casa dela ver a TV que ela havia comprado, percebi logo que era de LCD. Disse a ela, mas essa TV não é de Plasma. E ela: "Ué... eu pedi de Plasma"!

Portanto, cuidado pra não levar gato por lebre. Seja específico ao chegar na loja e peça o que deseja sem deixar dúvidas.

"Eu vim comprar uma TV de Plasma".
"Eu vim comprar uma TV de LCD".
 "Eu vim comprar uma TV de LED".

Pronto, assim o vendedor vai simplesmente te mostrar o que você quer.


Pesquisei em sites americanos e vi que lá as pessoas em geral preferem a TV de Plasma por sua qualidade de imagem ainda não superada por nenhuma tecnologia e sua durabilidade.


Enfim... se eu fosse comprar uma TV hoje, iria de Plasma, do mesmo jeito e a recomendo àqueles que estão a fim de trocar sua TV.

Você vai ter cinema em casa! Escolha uma boa marca, com um bom preço e então... é só curtir a "belezura"!!! rsrsrs

domingo, 12 de junho de 2011

Feliz Dia dos Namorados!


Feliz dia 12 de junho a todos!!!


Brasil rules!!!


Cartazes do filme animado "Rio" que leva o Brasil pro mundo!

É assim mesmo, com "S"!

Depois de filmes como "Orquídea Selvagem" (1990) e "Turistas" (2006) terem "acabado" com a nossa imagem, que já não era das melhores, lá fora, parece que os ventos cinematográficos resolveram soprar a nosso favor.

Não sei se os americanos estão tentando se retratar ou se eles de fato descobriram que o Brasil não é só violência e que nós não passamos a vida fantasiados de Carmem Miranda.

Embora o Brasil já tenha cito citado ou mesmo visitado em filmes antigos como "Bonequinha de Luxo", com Andrey Hepburn (em que ela aprende português enquanto se prepara pra se casar - por interesse - com um ricaço brasileiro) e "007 Contra o Foguete da Morte", com o meu James Bond preferido Roger Moore (em que parte da aventura acontece no Brasil, em plena época de Carnaval - pra variar), acho de que uns anos pra cá o nosso país tem sido bem mais comentado, mostrado...

Vira e mexe aparece uma música brasileira num filme americano, como por exemplo em "Closer - Perto Demais" e "Sr. e Sra. Smith". Em outros filmes já vi o Rio de Janeiro ser citado entre as cidades mais lindas do mundo.

Elizabeth (Julia Roberts) e seu novo namorado brasileiro Felipe (que na verdade é interpretado pelo ator espanhol Javier Bardem) em "Comer, rezar, amar".

Em "Comer, Rezar, Amar" a personagem de Julia Roberts se envolve com um brasileiro no final do filme (na verdade o ator não é brasileiro, mas o personagem, sim).

Rodrigo Santoro vem crescendo em Hollywood e isso não acontecia desde que Sônia Braga ingressou no cinema americano a partir de "O Beijo da Mulher Aranha" e fez alguns filmes americanos que tiveram um certo destaque.

Em "2012" o Rio de Janeiro é uma das cidades do mundo que aparece sendo destruída, o Cristo Redentor surge vindo abaixo em meio ao caos.

Robert e Kristen, gravando as cenas de Edward e Bella em "Amanhecer" no Rio

Na Saga Crepúsculo, livro e filmes o Brasil está presente e é visitado por Edward Cullen (Robert Pattinson) em "Lua Nova" e posteriormente em "Amanhecer" quando vem passar a Lua de Mel na ilha de Esme (sua mãe adotiva) com sua jovem esposa Bella (Kristen Stewart). Os atores, inclusive virem filmar essas cenas no Brasil.

Nos livros da Triologia Millenium, do falecido escritor sueco Stieg Larsson, o Brasil também é, ligeiramente citado.

Mas o principal mesmo são os filmes que tem surgido nos cinemas atualmente:

Velozes e Furiosos - Operação Rio, um filme de ação e violência, mas onde o foco não são os banditos brasileiros, mas sim os fugitivos americanos que vem sem esconder no Brasil.


E... a grande sensação do momento: RIO, o filme de animação em 3D dos mesmos criadores de "A Era do Gelo", que continua em cartaz em muitos cinemas brasileiros, inclusive aqui em Juiz de Fora, e tem sido sucesso absoluto de público e crítica.

Blu e sua dona Linda, ainda em sua casa em Moose Lake-Minesotta (EUA)



Nas duas fotos acima as aventuras de Blu sobrevoando os beleza do Rio


Com Rodrigo Santoro (cientista Tulio) na dublagem americana e também na brasileira e Anne Hathaway (arara Jade) na americana, o filme é simplesmente lindo e retrata o Brasil com respeito, ressaltando muito mais as belezas da capital carioca do que as favelas e a bandidagem.


Linda e Tulio em busca de Blue, com a ajuda do menino Fernando

É abordado o tráfico de animais. Porém, não colocam isso como uma característica brasileira. Fica claro, no filme, que existem pessoas boas e más em todo lugar, e no Brasil isso não é diferente. Felizmente, os bons brasileiros, tanto humanos como animais, são predominantes em "Rio".

Já assisti duas vezes, uma delas em 3D e nessa versão as cenas musicais em que as aves dançam é ainda mais show porque temos a sensação de que os pássaros estão voando bem na nossa frente!


Animal Love: Blu e Jade

Human Love: Tulio e Linda

Há diversas partes engraçadas, que arrancam muitas gargalhadas da platéia. E ainda há também espaço pro romance. Destaque para a cena em que Blu e Jade "viajam" em cima do Bondinho de Santa Tereza (gente, uma vez fui ao Rio com uma prima e uma amiga só pra andar nesse bondinho!) e a cena em que Linda e Tulio se apaixonam. Imediatamente toca "Say you, say me" de Lionel Richie, música que Tulio usa como "cupido" para Blu e Jade quando eles se conhecem na "chiequerésima" e enorme "gaiola" de Jade.

Eu não vou contar o filme. Quem não viu, veja! Vale a pena! É uma aventura e tanto e um passeio pelas lindas paisagens do Rio de Janeiro! Com personagens cativantes, do começo ao fim, a começar pelo atrapalhado mas muito carismático Blu, a ultima arara macho da espécie que vem encontrar a ultima fêmea no Brasil.

Esse filme lava a alma do brasileiro e o faz esquecer orquídeas e turistas! rsrsrsrsrsrs

domingo, 20 de março de 2011

"Nerd" sim... e daí? rsrs

Sim. Sou míope, e consequentemente uso óculos. Mas só quando cismo de usar, ou quando não tem outro jeito como por exemplo pra ver televisão ou quando estou aqui, em frente ao "computer". Pra ler (livros, jornais, revistas, bulas...) os dispenso.

Não. Não sou uma pessoa fechada nem tão solitária assim. Sou é muito tagarela, isso sim! (Ih, rimou!).

Sim. Sou do tipo que não gosta de praticar atividades físicas, esportes, corridas, serviços braçais.

Sim. Vou fundo no que gosto, leio, coleciono, escrevo, faço blog e praticamente "estudo" meus assuntos preferidos sejam eles referentes à música, cinema, literatura ou o que for, como se estivesse estudando pra uma prova de vestibular.

Não. Não sou mais adolescente. Na verdade já passei dos trinta.

Sim. Sou um pouquinho atrapalhada, com certas coisas, às vezes.

Sim, sou "Star Warrior", "Michaelmaníaca", "Gunner", Beatlemaníaca", "Cazuzófila", "Sitiante", "Baixinha da Xuxa", "Potterete" e etc, etc, etc (e botaaa "etc" nisso!). Meus interesses são muitooosss...

Sim. Meus amigos me acham uma "nerd". E eu resolvi assumir essa minha faceta. rsrsrsrs

O problema é que pra tudo se cria estereótipos, normalmente limitados, ditos de maneira perjorativa, debochada e generalizada também. Sempre enfiando seres humanos tão diferentes num mesmo "saco".

Sempre detestei todo tipo de generalização, tipo: "brasileiro é pilantra", "geminiano é 'duas caras'", "mulher gosta de apanhar", "Flamenguista é favelado".

Bom... eu sou brasileira e não sou pilantra.

Sou geminiana e não sou "duas caras".

Sou mulher e não gosto de apanhar (nem de bater).

Sou flamenguista e não sou favelada (mas não tenho preconceito contra quem é).

E tá, tá, tá... sou "nerd", mas não sou nenhum "bicho do mato". Estou mais pra "bicho grilo" em certos aspectos! hauhauha

E você, é nerd, de alguma forma? Se é, não se acanhe! Aqui está um espaço pra você se assumir!!!

Bem vindo(a) ao clube!!!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Música "Criança Ano 2000"

Uma homenagem ao Dia das Crianças!

CRIANÇA ANO 2000

Eu sou criança do Brasil gigante
E vou levar adiante o amor que a vida traz
Sou esperança do Brasil que cresce
E que se curava em prece pra fazer a paz

Refrão:
Sou amanhã, sou esperança
Eu sou criança e eu lhe quero bem
Eu amo a vida, eu amo tudo
E quero ver você amar também

Lá, lá, lá, lá, lá, lá...

Eu sou criança que sorri e estuda
E que sorrindo muda as coisas pra melhor
Eu sou o Brasil ano dois mil futuro
Quem ninguém segura pois eu sou amor

Repete o refrão...

Eu sou criança do Brasil tão verde
Cor da esperança que sambando vem
Da gente grande aprendi um dia
a ter muita alegria e só fazer o bem.

Repete o refrão

Eu sou criança e vou viver cantando
E assim vou amando a Deus e a meu país
Vou sers amigo dos meus pais e mestres
Vou fazer o mundo ser bem mais feliz.

* Autor desconhecido. Se alguém soube, por favor, escrever o nome dele ou dela nos comentários. Essa música está no meu caderno de "Canto e Poesia" do primario! Na minha escola havia um disquinho compacto que tinha de um lado essa música e do outro era "Não seja gulosa, criança" de Theotônio Pavão. Desta eu tenho um texto datilografado que foi mimiografado na época e distribuído pra nós. Está colocado no mesmo caderno. Já a música "Criança Ano 2000" foi escrita no quadro pela professora e não traz o nome do autor, que pode ou não ser o mesmo da outra música do disquinho.

(Des)Marcada!!!




Já aconteceu alguma vez com você de começar a ler um livro e de repente no meio dele, desanimar por ter se decepcionado com os rumos que a história toma?


Comigo nunca tinha acontecido. Pelo menos não ao ponto de me fazer desistir da leitura. Mas agora aconteceu.


Como gosto de histórias de vampiros (e isso comentarei em um outro post) comprei o quinto livro da série “House of Nigth” cujo primeiro livro se chama, em português, “Marcada”.


* SPOLIERES *


Eu li o primeiro livro da série e gostei do universo criado, da personagem principal e da sua avó. Também gostei de alguns outros personagens que surgiram na escola de vampiros onde Zoey (a protagonista e narradora da história) vai estudar. A saga parece seguir o estilo Harry Potter (que adoro!), porém no lugar de estudantes aprendendo a ser bruxos, moram na escola interna estudantes que aprendem a ser vampiros.


Neste universo, os vampiros existem e todo mundo sabe deles. Porém a transformação dá-se a partir do momento em que o adolescente é marcado (e não mordido) e dura anos até consolidar-se por completo. Achei isso meio esquisito porque contraria a lenda dos vampiros ainda mais do que a série “Crepúsculo” (que também gosto muito, e tenho todos os quatro livros – os quais já li, claro). Mas achei interessante.


Só achei este primeiro livro meio monótono, meio parado. Mas foi como uma apresentação dos personagens. Zoey começa um quase-namoro com o simpático e bom caráter novato (como chamam os alunos ainda não transformados totalmente em vampiros) Erik e eu gostei sinceramente do recém-formado casal.


O segundo livro, “Traída”, foi excelente! Empolgante! E foi aí que me tornei mesmo fã da série! Sabe aquele livro que te prende a atenção do começo ao fim e você não consegue larga-lo até que a história termine? Pois assim é o segundo – e excitante – livro da série “House of Nigth” das autoras P.C. Cast e Kristin Cast (mãe e filha).


Os próximos livros da série são: Escolhida e Indomada. Não lembro em que exato momento Zoey se transforma em uma “cahorra” (como ela mesma se define) e começa a machucar as pessoas que mais a amam, inclusive Erik, que a ama e faz tudo por ela, e também seu ex-namorado humano, Heath (entre outros). Chega a transar com um professor e Erik vê. O tal professor queria apenas usá-la e ela facilmente se deixa envolver por ele. A garota não pode ver um cara bonito sem se sentir atraída ou até apaixonada por ele.


Apesar disso, Erik, que logo completa sua transformação em vampiro, a perdoa. Como também perdoa sua “carimbagem” (mordida) feita em Heath! Mas no livro o cara é taxado de chato e ciumento como se as atitudes de Zoey fossem a coisa mais natural e correta do mundo!!!


No quinto livro, “Caçada”, que eu estava lendo até o outro dia, Heath aparece de novo e não gostei nada disso. Quando Zoey e Erik finalmente haviam se entendido lá vem o mala sem alça “pelinha” do Heath estragar tudo. Ele já estava “descarimbado” desde que ela transou com o professor. Mas... ele volta, coloca a vida dela em perigo e acaba “carimbado” outra vez porque ela precisa de sangue humano pra não morrer após o ataque de um inimigo perigosíssimo. Erik agüenta tudo porque quer ver sua amada viva e saudável. Mas ela impõe a ele a presença de Heath mesmo quando esta já não é necessária e acha que o cara tem que aceitar e não tem o direito de ter ciúmes! Pra mim foi o fim da picada!


Sempre fui feminista no sentido de achar que as mulheres têm os mesmos direitos dos homens. Mas do mesmo jeito que penso que um homem não têm o direito de ferir o coração de uma mulher que o ama e faz tudo por ele, acho que a mulher também não tem o direito de sacanear um cara legal e apaixonado que é capaz de perdoar seus erros mais imperdoáveis!


E pra completar ainda tem um terceiro rapaz na jogada. E Zoey lá no meio, brincando com os três e achando isso natural. Resumindo, a grande “sacerdotiza” bondosa e guerreira que eu tanto admirei nos primeiros livros se revelou uma “galinha”, egoísta, autoritária, mimada e cheia de vontades, do tipo que “se acha” e com os maiores defeitos que no começo ela criticava nos outros, em especial na personagem Aphrodite que era sua inimiga e depois acaba revelando-se uma boa pessoa e a ajuda na luta contra os inimigos que surgem.


Ao todo serão nove livros. E no quinto a história já está cansativa e distorcida. Acho que desandou, mesmo... Não sei pra que tantos livros! O desenrolar dos acontecimentos (contando por livro) é muito lento. Cada livro conta apenas um mês, em média! E são quatro anos de estudo na tal escola de vampiros. No Harry Potter cada livro equivale a um ano na escola. Muito mais dinâmico!


Está certo que em “House of Nigth” é tudo muito frenético, em um mês muita coisa muda, muitos perigos acontecem. Mas me pergunto: quantos livros seriam necessários pra chegar até o fim do curso? Pelo jeito não chega porque são nove livros! E ainda assim acho que são muitos, não precisava tanto.


Não sei se vou ler todos... O comportamento da protagonista me fez “desencantar”. Eu diria que estou “desmarcada” e quem fez isso foi a própria Zoey Redbird, a (anti) heroína da história!

domingo, 3 de outubro de 2010

Valença, a minha outra "cidade natal"!

Valença, parte centra vista de cima

Jardim de Baixo

Jardim de Cima

Catedral de Valença

Mirante do Cruzeiro


Alguém poderá dizer: "É impossível ter duas cidades natais"! Mas eu digo que não é não, porque eu tenho! E isso depende do ponto de vista.

Já falei muito de Juiz de Fora porque vivo aqui. Mas a história da minha vida e até mesmo do meu nascimento envolve diretamente duas cidades: Juiz de Fora e VALENÇA, a minha Valença!

Eu nasci e cresci entre essas duas cidades. A "estrada da vida" que eu conheço é a que liga Valença e Juiz de Fora.

Estado? Só se for "estado de graça" porque eu descobri que não tenho estado nenhum, tenho duas cidades que fazem parte de mim e ajudaram a me tornaram o que eu sou.

Valença fica no estado do Rio de Janeiro. É minha "mãe", meu bercinho, minha família, meu santuário, meu refúgio, minha "Thara" (ver "E o Vento Levou..." pra entender de que "Thara" estou falando). Se me perguntam: "você é fluminense?" Responto logo: Não! Porque sou Flamengo! rsrsrs

Juiz de Fora fica no estado de Minas Gerais. É a "parteira" que fez o favor à minha mãe de me trazer ao mundo, é meu lado urbano e progressista, os meus estudos, o meu trabalho, minha visão social. Se me perguntam: "você é mineira?" Eu digo: Não! Eu não trabalho debaixo da terra em minas atrás de pedras preciosas! rsrsrs

Não sou mineira. Não sou fluminese. Me considero uma valenciana-juizforana, ou uma juizforana-valenciana. Isso sim! E resolvi assumir os dois lados de uma vez no lugar de viver alternando entre um e outro, sempre dividida entre as duas cidades.

Na minha "estrada da vida", onde cresci, nunca vi fronteiras. Por isso não tenho estado estado pra mim é mera divisão política), tenho cidades. Duas cidades que amo. Essa estrada, aliás, parte dela, já foi de chão. Hoje é asfaltada. Cerca de duas horas, mais ou menos, de viagem ligam as minhas duas terras natais. Quando estou chegando em Valença, é como voltar ao lar.

Foi lá que tive a minha família completa. Mãe e pai. Meu berço, minha primeira casa, meu primeiro lar. Meu primeiro contado com o mundo externo. Aconchego. Foi lá que aprendi a comer, a falar, a andar, a brincar, a reconhecer as pessoas em volta de mim... a VIVER! Meus primeiros anos de vida...

Depois que meu pai faleceu minha mãe decidiu morar em JF com minha avó e tios. Uma dessas tias, que mora comigo até hoje, chegou a se mudar pra Valença, pra ajudar a minha mãe a cuidar de mim e morou com a gente por mais de um ano. Mas... mesmo morando em Juiz de Fora, era em Valença o meu "recreio". Ia pra lá nas férias, feriados, finais de semana... Ficava na casa dos parentes que são hoje, junto com a minha tia que mora comigo, a minha família! E lá é e sempre será minha segunda casa.

É dessa cidade linda, fofa e deliciosa que vou falar neste post, após essa imensa introdução pra explicar a importância que ela tem na minha vida.

Chegar em Valença pra mim é meio como chegar a "OZ". Ou como eu já disse, à "Thara". É mágico mesmo, me sinto em casa e naquele momento, Valença é o único lugar do mundo onde quero estar. E onde me sinto mais inteira.

Cidade gostosa, aconchegante, a "Princesa da Serra", como é conhecida, é uma cidade antiga, de origem indígena (Coroados - que virou nome do clube onde brinquei carnaval na infância), com muitas casas antigas e tem 76 mil habitantes aproximadamente.

Valença também é conhecida como a "Cidade da Seresta". Pertence a ela o distrito de "Coservatória" onde até hoje é mantida essa tradição. Se valecianos vem a JF pra fazer compras, juizforanos vão a Valença "serestar"! rsrs

Valença também é cidade de estudades, principalmente por causa da faculdade F.A.A. (Fundação Dom André Arcoverde).

Mas a delícia de Valença são os seus jardins. Já houve vezes em que, antes de ir para a casa dos meus parentes, eu fui passear nos jardins e respirar o ar gostoso que há neles. Sentir o frescor das árvores. Há várias praças em Valença, mas as duas mais populares, belas e gostosas são conhecidas simplesmente como "O Jardim de Baixo" e "O Jardim de Cima".

Acostumada com o estressante corre-corre juizforano, vou recarregar minhas baterias nos jardins valencianos.

O Jardim de Baixo é grande, antigo, fresco e agora (na verdade já faz tempo) circundado por grades. É ideal pra meditar, se encontrar consigo mesmo. Não é um lugar lotado de gente te esbarrando o tempo todo!

O Jardim de Cima é mais moderninho, parece menor... E é todo aberto, mas igualmente gostoso e bem arborizado.

Andar por esses jardins, pela "Rua dos Mineiros" e pela avenida principal da cidade, a "Nilo Peçanha"  me fez lembrar da infância. O clube dos Corados, o casarão onde íamos jogar totó, a sorveteria "Sem Nome" onde íamos tomar sorvete de creme de cereja nas noites de verão, a tradicional Festa da Glória, padroeira da cidade...

Mas meu xodó são os jardins... Lembro do quanto me balancei naquele parquinho! Gostava de olhar pro alto, nas árvores a procura de bichos-preguiça... rsrsrs

Estou fazendo este post hoje por um motivo simples: estou sentindo muita saudade de Valença... Queria falar dela já que hoje neste exato momento não posso ir até ela! Mas esteja eu onde estiver, a levo no coração. Meu recanto sagrado, o cantinho mais gostoso desse mundão de Meu Deus!!!