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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Gênero e Raça - Preconceito VS Aceitação


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Bruce Jenner fez a mudança de sexo se tornando Caitlyn Jenner 
e recebeu elogios pela coragem 


Michael Jackson foi duramente criticado porque supostamente 
estaria querendo mudar sua cor e sua raça

Nos últimos anos temos ouvido cada vez com mais frequência a palavra GÊNERO.
Identidade de GÊNERO, Ideologia de (ausência de) GÊNERO, TransGÊNERO...
Ao mesmo tempo fala-se muito em Consciência Negra e há uma campanha muito forte anti-racismo e em favor da valorização da raça negra principalmente pelos próprios negros.
A questão é que o tipo de respeito e aceitação que se pede, ou melhor se EXIGE nos dois casos é muito diferente, até mesmo oposta!
Vamos por partes!
Primeiro vamos falar da questão do gênero e da "mudança de sexo" que anda tão na moda nos últimos anos!
Um dos assuntos mais polêmicos e mais comentados. Dá ibope! Chovem casos nos jornais, revistas, TV, internet e até no cinema!
Em 2015 estreou o reality show "I'm Cait" que conta a história da trans Caitlyn Jenner, que aos 65 anos deixou de ser o famoso atleta e padrasto das Kardashian Bruce Jenner para assumir que "eu sou mulher!".

Eddie Redmayne fez sucesso interpretando a transexual Lili 
no filme "A Garota Dinamarquesa".

No final do mesmo ano estreou nos cinemas o filme "A Garota Dinamarquesa" (The Danish Girl), contando a história do primeiro trans a se submeter a cirurgia para mudança de sexo. Trata-se do pintor Elinar Wegener, que descobre-se mulher e assume a identidade de Lili Elbe. Detalhe: isso aconteceu nos anos 30! O filme, que traz o vencedor do Oscar de 2015 Eddie Redmayne no papel da artista trans, concorreu ao Oscar de melhor filme em 2016.
Ainda em 2016 estreou na GNT o programa "Liberdade de Gênero" que mostra histórias de várias pessoas trans, tanto homens como mulheres.
Em 2017 foi a vez do Fantástico abordar este assunto de uma maneira mais profunda com o quadro "Quem sou eu?" que conta histórias de crianças trans.


Tammy Miranda, "a filha da Gretchen" surpreendeu o Brasil ao
decidir aos poucos, ir assumindo a identidade masculina

Enquanto isso, ouvimos casos famosos dentro e fora do Brasil, como Tammy Miranda que até então era vista "apenas" como uma lésbica e "de repente resolve virar homem". As pessoas ignoram no entanto que ela, ou melhor, ele, sempre se sentiu desconfortável no corpo feminino e usando roupas femininas.
Lá em Hollywood, a filha do ex-casal famoso Brad Pitt e Angelina Jolie, a menina Shiloh ganha cada vez mais ibope por usar cabelos curtos e roupas de menino. Boatos surgiram de que ela passaria a se chamar John e estaria iniciando tratamento para mudança de sexo. O boato foi desmentido. Mas nunca se sabe, afinal quando surgiram boatos sobre Bruce Jenner estar "virando mulher", estes também foram categoricamente desmentidos pela família na época.

Cena em que Ivana (Carol Durte) de "A Força do Querer" 
demonstra não se reconhecer no espelho

Agora, é a vez de Glória Perez entrar na polêmica! A personagem Ivana, interpretada pela atriz Carol Duarte foi um dos fatores que tornaram sua novela das 9 horas "A Força do Querer" um grande sucesso de audiência. Ivana agora é Ivan e enfrentou resistência da família, especialmente da mãe ao decidir fazer a mudança de sexo e se assumir como homem. E a autora foi mais longe ainda! Criou Ivan como um trans gay, que é apaixonado por um homem e chega a engravidar! E tem mais: só descobre a gravidez quando já está com nome e aparência bastante masculinas. Porém sofre um aborto. Particularmente achei isso muito interessante e útil pra deixar claro pras pessoas que identidade de gênero nada tem a ver com orientação sexual.
A mensagem que tem sido passada pra nós em todos esses programas, filmes, novelas, etc é: "As pessoas tem o direito de ser quem são e como são e os transgêneros devem ser respeitados e aceitos pela sociedade, assim como aceitas e respeitadas devem ser as suas escolhas".
Bom... mas diante desse verdadeiro bombardeio "generalizado" (sim, é trocadilho mesmo!) ficam as perguntas e euzinha aqui, pra variar fico querendo entender alguns "porquês".
Primeiro de tudo quero dizer que não tenho preconceito nenhum! Pre-conceito é um conceito errado que alguém tem sobre algo que desconhece ou ignora. Eu sempre procuro entender as coisas antes de julgar, ou melhor prefiro não julgar. Mas para se ter opinião é necessário o conhecimento. A palavra "preconceito" vem sendo muito distorcida de uns tempos pra cá (mas isso é assunto pra outro post).
Então para ser bastante clara sobre "o que é que eu estou querendo entender afinal", vou passar pro outro assunto citado já no título deste texto: a questão racial.
Voltando lá nos anos 80 um boato chocou o mundo: "Michael Jackson está tomando injeções para mudar a cor da pele. Ele não gosta de ser negro, quer ser branco e está também fazendo cirurgias para afinar o nariz e os lábios". A reação de brancos e negros? "Que horror! Ele tem preconceito contra sua própria raça! Ele é racista! Ele não se aceita como Deus o fez, então está pecando!"

Como mostra a foto acima 
Michael Jackson tinha vitiligo

Nos anos 90 isso ficou esclarecido: Michael Jackson tinha sim muito orgulho de sua raça e tinha uma doença que o fez "ficar branco", o vitiligo. Mas a questão aqui é o "como" ele foi julgado e até xingado por supostamente querer mudar de raça! Não se pinta o cabelo? Não se muda o nariz? Pessoas de pele clara não se bronzeiam pra ficar morenas (o próprio Michael Jackson certa fez colocou essa questão), não fazem permanente pra cachear os cabelos e chapinha pra alisá-los? Pois então por que as pessoas acharam tão absurdo alguém querer clarear a pele? Vejam bem, não estou me posicionando nem contra nem a favor de mudança de raça ou cor de pele. O que estou abordando aqui é a reação das pessoas que julgam certas coisas com dois pesos e duas medidas.
A mensagem que a mídia vem nos passando sobre a questão racial é que devemos aceitar as diferenças e aceitar a raça negra que é bela e traz uma história muito forte de lutas, de tradição, etc. Sim! Acho isso muito legal!

Há toda uma campanha na mídia de valorização e aceitação da "negritude" 
e o incentivo à preservação dos cachinhos.

Mas há também uma campanha, à qual até marcas de shampoo aderiram, que incentiva o negro a gostar de ser como é, a se aceitar com a pele escura, os traços afro, e principalmente os cabelos crespos ou cacheados. Eu particularmente sempre achei lindo cachos, sempre quis ter e nunca consegui! E aí não seria o caso de eu me perguntar: Mas então... eu também tenho que me gostar como sou, não é? Meus cabelos lisos que mal conseguem formar uma onda aqui outra ali (e isso depois de muito apertar os cabelos embaixo do chuveiro), minha pele clara... Por que eu tenho que me bronzear? Bom... mas mais uma vez, vou deixar este assunto para falar outra hora porque senão vou sair muito do foco aqui.
Vamos agora ao X da questão, ao motivo deste texto.
Se as pessoas cobram de uma "minoria" a aceitação de si mesma (no caso da raça negra, que nem é bem minoria já que o Brasil é uma mistura mas isso não vai ao caso aqui), por que incentivam outra minoria, os transgêneros, a não aceitação de si da maneira que vieram ao mundo?
De um lado: "Você tem que amar seus cachos, sua pele escura, Deus (ou a natureza) te fez assim. Ame-se como é!". E a pessoa as vezes se sente desconfortável como é mas ela é incentivada a se aceitar senão é taxada de racista ou de alguém que renega a própria raça e até desrespeita Deus.
Do outro lado: "Se você não se sente bem neste corpo, com esse sexo, você deve ter o direito de mudar".
E aí nesse caso onde ficaria a aceitação de si mesmo como "Deus o fez"? Aliás, isso me faz lembrar de uma tia minha com quem aprendi muita coisa boa e útil nessa minha vida. Quando eu era criança e ficava olhando alguém com uma aparência diferente, como um nariz muito grande por exemplo ela vinha com o dedo em riste e me dizia a frase: "Cada um como Deus o fez!". E agora? Eu fico como?
E como interpretar certas frases que são ditas pelos trans, tais como:
"Eu nasci no corpo errado."
"Eu sou uma alma masculina presa num corpo feminino."
"Eu sou uma alma feminina presa num corpo masculino".
"Vim com defeito de fabricação, vim no sexo errado".
"Vim neste corpo por engano".
"Nasci homem mas sou mulher".
"Nasci mulher mas sou homem".
Claro que eu respeito o direito das pessoas fazerem o que quiserem de seus corpos e de suas vidas. Tenho amigos trans e os respeito. O importante é o caráter e isso é um fato!
Mas isso não me impede de questionar e fazer a seguinte pergunta:
Então, dentro dessas justificativas que citei aqui acima, quer dizer então que Deus comete erros? Deus erra, se engana, não sabe o que faz? Ou será que todos os trans são ateus (o que sinceramente acho difícil)? Se a pessoa crê que é obra do acaso, aí sim, essas frases fazem sentido para ela. O acaso cometeu um engano. Mas quando alguém acredita num Deus perfeito, como explicar que ele pudesse cometer um erro tão grave e com tantas pessoas? Eis aí o X da questão. Se é "pecado" renegar a raça que Deus deu, não é "pecado" renegar o gênero que o mesmo Deus também deu?
Dois pesos e duas medidas?
Não gosto dessa palavra pecado. Pra mim nada é pecado. Pra mim existem as nossas imperfeições, coisas que não compreendemos. Existem nossos erros e defeitos, existem crimes (matar, roubar, traficar...), e existe a nossa ignorância em relação às questões divinas/espirituais. Mas pecado? Palavrinha mais dogmática! Não costumo usar!
Mas acredito em Deus, sim. Não num velhinho de barbas brancas sentado num trono no céu e como um ditador decidindo nossos destinos e fazendo planos para cada um de nós ao seu bel prazer. Acredito numa Consciência Cósmica benigna, não-física e assexual que criou leis imutáveis sob as quais todo o Universo (ou universos?) é regido. Estamos todos submetidos a essas leis. Uma delas é a lei de Ação e Reação, que algumas religiões chamam de Karma. Outra lei é a da Reencarnação, ou pluralidade das existências físicas. Posto isso, vou fazer um resumo sobre a minha visão a respeito dessa questão de gênero e de sexualidade para que meus questionamentos possam ser melhor entendidos por quem estiver lendo este texto. Peço que antes de me acusar de preconceito, leiam, por gentileza.
No meu entendimento Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Portanto somos seres espirituais e assexuais, ou seja, espírito não tem sexo. Está aí o motivo de eu não corcordar com essa justificativa tão usada pelas pessoas que fazem a mudança de sexo (ou de gênero, se assim preferirem). "Minha alma é feminina". Como assim? O que nos fornece o sexo e nos define como menina ou menino é o corpo físico que recebemos ao nascer!
Ok, isso pode parecer complexo mas na minha opinião é mais simples do que parece! Não sou a dona da verdade, estou aqui para aprender. Mas foi justamente estudando e aprendendo que eu cheguei a essa conclusão (se é que dá pra considerar qualquer coisa conclusiva nesse mundo de descobertas constantes).
Enfim, pra mim é simples: somos viajantes cósmicos, frequentamos os mundos físicos para aprender, evoluir. No momento presente a Terra é a nossa escola e aqui viemos várias vezes utilizando diferentes corpos, nascendo em países, culturas, raças, épocas e classes sociais diferentes, às vezes como homens e outras vezes como mulheres para podermos vivenciar as mais diversas experiências que nos proporcionem conhecimento real da vida, e assim, crescer e nos reaproximar da Fonte Criadora, que chamamos de Deus e que está dentro de cada um de nós.
Vejam bem, estou expondo - e não impondo - a minha visão a respeito desse tema para que fique bem claro o porquê desse meu questionamento sobre gênero e transgêneros.
Mas então como explicar a imensa insatisfação e falta de identificação dessas pessoas com o corpo no qual nasceram?
Bom, eu já estudei e assisti palestras falando sobre isso também. À medida que o espírito evolui, ele vai se acostumando a alternar suas reencarnações como homem e mulher sem problemas ou seja, ele se adapta ao corpo que recebe ao nascer com mais facilidade. Mas até chegar a esse ponto, alguns se rebelam, não conseguem se adaptar de jeito nenhum. Se alguém teve sucessivas reencarnações como mulher e gostou muito das experiências que viveu neste sexo, quando por motivo de resgate, prova ou aprendizado vier como homem e não for um espírito evoluído o bastante para fazer essa adaptação naturalmente, essa pessoa irá sofrer por não se identificar com este corpo. E/ou se ela teve experiências amorosas fortes com homens nas outras vidas, provavelmente será "no mínimo" gay, podendo ser um trans caso a não-aceitação do corpo exista. Essa pessoa, ainda mais se acreditar na unicidade da existência física (que se vive apenas uma vez sobre a Terra) poderá se desesperar e não se conformando com sua aparência irá fazer a cirurgia de mudança de sexo. O exemplo que eu dei também serve para o contrário: alguém que tenha vivido intensamente como homem em vidas passadas poderá não se aceitar ao renascer como mulher.
Mas eu entendo que estamos aqui para passarmos por diversas experiências, então, não adianta se revoltar, se rebelar. Essa pessoa terá que, mais cedo ou mais tarde, aceitar e se adaptar a essas alternâncias. Repito: espírito não tem sexo! Ou melhor, tem os dois! Temos o yin e o Yang, o positivo e o negativo, o ativo e o passivo, o masculino e o feminino. Mesmo que em dado momento de nossa caminhada evolutiva uma das polaridades esteja mais acentuada que a outra o fato é que as duas estão em nós, e precisamos buscar (e encontrar) esse equilíbrio entre elas. Para isso, voltaremos quantas vezes forem necessárias, até conseguirmos essa coesão. Não é preciso encontrar uma "alma gêmea" para se completar. Essa dualidade está dentro de nós, em nossa própria essência, e apenas precisamos encontrá-la. Quanto mais a pessoa rejeitar o corpo com o qual nasceu, mais tempo ela demorará a evoluir e se equilibrar espiritualmente. Quanto mais ela teimar que nasceu no corpo errado mais vezes terá que voltar à Terra nesse "corpo errado" para vivenciar o que é preciso e aprender essa lição. É como repetir de ano. Se não aprendermos a ler e escrever nunca sairemos da primeira série, não é? Pois então, o mesmo ocorre na nossa caminhada evolutiva. Tudo que rejeitarmos, vivenciaremos de novo, numa outra vida. E isso não vale apenas para a questão sexual, mas também racial, social, cultural etc.
Eu gosto de androgenia. Eu mesma às vezes me utilizo de elementos assim. Sou mulher mas sei que o masculino vive em mim também e gosto disso. Sexualmente sou hetero, mas adoraria ser bissexual porque acho que amar independente do sexo é um passo a mais na evolução do ser. Quem sabe na outra vida eu não chego lá? Felizmente já sou capaz de amar/me atrair por alguém independente de cor, raça, credo, aparência física, classe social, idade, nacionalidade, etc. Falta só esse passo pra eu romper esta ultima barreira! Mas como eu ia dizendo, em se tratando de visual, eu vou do tomboy à femme fatale de salto alto e batom vermelho, de moderna à vintage, do casual ao chique, do estilo rock n' roll ao estilo bem hippie paz e amor, do cabelo imensamente longo à careca completa raspada com gillette. Sou uma metamorfose ambulante, e simplesmente faço o que tenho vontade. Felizmente sempre me aceitei como sou, nunca tive problemas em ser mulher e se alguma coisa me incomoda em meu corpo (todo mundo tem algum tipo de insatisfação) sempre procurei superar.
Por isso acho que a aceitação de si mesmo e o amor-próprio são tão importantes. Acho muito saudável me aceitar aqui e agora do jeito que sou (ou melhor, estou) nessa atual vida física. Aceito cada experiência que o Pai-Mãe Natureza me dá e desfruto dela. Sei que já nasci como homem e como mulher. Se vier como homem novamente numa encarnação futura, vou adorar! Assim como vou adorar se retornar como mulher (e espero ser ainda mais feminina)!
E pra finalizar este texto que já está enorme, deixo claro que não sou a favor da "Ideologia de Gênero" nas escolas. Acho muito importante o referencial pra uma criança, que precisa saber quem é, que tem um lugar no mundo e que tem sim, um sexo ou gênero. Ser menino ou menina é vital pra uma criança não ficar ainda mais perdida nesse mundo cada vez mais doido, mais globalizado, mais "terra de ninguém". Sou a favor de meninos estudarem e brincarem com meninas, tudo misturado. Eu ainda vou achar umas fotos minhas em que estou, com 1 ano e 5 meses, de vestidinho vermelho de bolinha branca, sentada na cama de casal dos meus pais rodeada de brinquedos, entre eles um fusca alaranjado (se não me engano é essa a cor do carro) e tem uma foto em que é justamente ele que estou segurando. Havia também bonecas, bichinhos, etc. Sempre brinquei com meninos e meninas, sempre tive liberdade pra brincar do que quisesse (e isso é muito importante!), sempre usei rosa, azul, verde, amarelo, vermelho, branco, alaranjado, lilás... Mas sempre soube que eu sou uma menina, hoje uma "mulher de quarenta" (como canta o "rei" Roberto Carlos) e nunca me passou pela cabeça me rebelar contra meu corpo ou minha natureza.
Condeno quem o faz? Não! Cada um sabe de si.
Apenas EU não faria mesmo se sentisse uma grande insatisfação, porque a minha visão da(s) vida(s) é outra então sei que tudo é passageiro e que outras vezes eu hei de renascer neste e em outros planetas e planos de vida mais ou menos sutis como homem e como mulher de novo, e de novo, e de novo chegando a alternar naturalmente entre um e outro. Assim como acredito (e quero) renascer nas mais diversas raças, cores, locais e culturas!
Acho que se incentivamos a auto-aceitação no aspecto racial, deveríamos fazer o mesmo no sexual.
Ou... se não discriminamos (e até condenamos quem critica) a não-aceitação por parte de um grupo de pessoas (denominado transgênero) em relação ao gênero em que nasceu, deveríamos então, ser menos críticos em relação a uma criança negra que quer alisar seu cabelo.
Minha proposta no final das contas é apenas essa: Vamos tentar ter o mesmo senso de justiça para todos os casos e usar os mesmos pesos para "medir"duas situações parecidas. Ou então, não vamos medir nada, nem julgar nada e deixar cada um com seu cada um! ;)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MACHISMO: Mulher-costela é a @#$% &%$ #&@$%!!!

 

Entendeu o espírito da coisa, né?!rsrsrs

 


 

Pô, machismo (assim como qualquer tipo de preconceito) é inadmissível, ainda mais em pleno século XXI!


 

Dia desses fiz um post sobre separações e sei que em certos casos (de famosos e anônimos) o casamento acaba porque o homem não deixa a mulher trabalhar e ela um dia se cansa da vida de Amélia que levava.


 

Um dos casais brasileiros citados no fim daquele meu post, se separou por iniciativa da mulher, depois de ela ter aberto mão da carreira de atriz pra ficar em casa cuidado do marido e dos filhos durante anos e anos. Fala sério! Isso não existe mais! Ok, se foi uma opção DELA, não tem que vir agora reclamar (embora todo mundo tenha o direito de se arrepender das decisões que toma). Mas pode ser que o marido tenha “sugerido” que ela ficasse apenas em casa.


 

Há muitos casos assim. A mulher abandona tudo por imposição do marido. Ele continua com sua vida como quer, com sua carreira, seu trabalho, suas amizades, sua diversão. Mas a mulher é obrigada a abrir mão de seus objetivos pessoais e de praticamente tudo o mais que havia antes de casar. Ela meio que deixa de existir individualmente pra estar sempre ao lado do marido, pra viver a vida dele e dos filhos - quando estes existem, óbvio.


 

Estou assistindo novamente à minissérie “Chiquinha Gonzaga”, que está sendo reprisada no Canal Viva! e conta a biografia da compositora brasileira que ousou não se curvar diante do machismo do marido autoritário – que fora escolhido pra ela por seu pai – e não aceitar o lugar que a sociedade destinava às “mulheres de família”. E isso foi no século XIX!


 

Me recuso a achar normal que isso ainda exista nos dias de hoje e que às vezes seja incentivado pelas próprias mulheres!


 

Depois da revolução feminista dos anos 60, estaremos nós “encaretando”?! Depois de tudo que a mulher tem conquistado com tanta luta (e ainda épouco)?! Não aceito! Quem anda pra trás é caranguejo!!!


 

Algumas semanas atrás, eu assisti ao programa “Super Pop”, da Luciana Gimenez. Lá estava a apresentadora Mara “Maravilha”, falando da sua trajetória profissional e religiosa e apresentando sua nova casa em São Vicente/SP assim como seu atual marido, o dentista Alessander Vigna, a quem ela chama carinhosamente de “Doutor Sorriso” (porque ele cuida do “sorriso” das pessoas).


 

Entre as coisas absurdas que saíram da boca da baiana de 44 anos, uma me fez cair o queixo: ela disse que a mulher tem que obedecer o marido, não deve discutir com ele e nem mesmo precisa amá-lo (basta ser submissa). Parecia mais a mãe da Chiquinha Gonzaga aconselhando-a com palavras desse tipo: “Filha, os homens têm sempre razão, temos sempre que concordar com o que eles dizem”.


 

Acontece que a Mara vive no século XXI! Luciana Gimenez discordou firmemente (e eu mais ainda)! Como alguém vai obeder alguém sem questionar e ainda mais sem amar essa pessoa?! Mas Mara usou a Bíblia pra justificar seu pensamento.


 

Minhas perguntinhas que não querem calar:


 

Será que o fanatismo religioso de certas pessoas vai fazer a gente voltar à “pré-história”?


 

Será que um dia um(a) presidente escravo(a) da Bíblia irá nos impor vestidões que tampam até nossos tornozelos enquanto os homens, muito elegantes de terno e gravata borboleta vão pros bordéis encontrar as “mulheres-damas” e fazer com elas o que não podem fazer com a “santa” e submissa esposinha que fica no lar se enchendo de filhos?!


 

Por que é tão difícil pra certas pessoas entenderem que no tempo que a Bíblia foi escrita TUDO era muito diferente e atrasado – e justamente por isso não é possível pôr em prática HOJE tudo que está escrito ali?


 

“Deus criou o homem primeiro e fez a mulher da costela dele”. Balela! Podem me chamar de herege, dizer que estou blasfemando. Não ligo MESMO. Em “Chiquinha Gonzaga” (e outras séries, documentários, novelas, filmes e livros que narram os tempos antigos) a Bíblia era usada também pra justificar a escravidão: “os negros merecem passar por isso porque na África, eles ou seus antepassados eram todos pagãos”. Pagãos?! Oras, eles tinham sua própria religião!!! Mas isso é assunto pra outro post. Já estou misturando as estações... rsrsrs


 

Voltando a falar do machismo e dessa história de Adão e “Eva-costela”, encaro isso como uma simbologia da Bíblia, uma alegoria (de certa forma até justificável) inventada pra explicar pras mentes limitadas da época como se deu a criação do mundo e do ser humano. Até minha tia freira me confirmou que a Bíblia está cheia de alegorias que não podem ser tomadas ao pé da letra.


 

Se formos analisar isso cientificamente, podemos dizer metaforicamenteque na verdade foi Adão que foi feito da costela de Eva. Sim, porque a Ciência já comprovou que no ventre materno, nas primeiras semanas de gestação TODOS os fetos são iguais e todos são MULHERES, de certa forma. Acredito que isso deva-se ao fato de o homem ter o cromossomo X e à mulher não ter o Y (homem = XY e mulher XX). Mas não posso me aprofundar nessa questão porque não sou entendida no assunto.


 

De qualquer forma, Isso pode representar um escândalo pra Igreja (e pra todas as religiões e seitas cristãs e pseudo-cristãs que existem pelo mundo). Assim como levou muito tempo pra aceitar que a Terra é redonda, acredito que levará mais um tempão pra aceitar que a mulher surgiu primeiro. Mas um dia o Vaticano e Cia terão que se dobrar (novamente) aos fatos comprovados pela Ciência.

 

Por enquanto só posso comemorar as conquistas femininas e a mudança de pensamento da maioria (espero sim, que seja a maioria) dos homens que hoje vêem a mulher como um ser igual, e ao mesmo tempo lamentar pesamentos como o da Mara e outras pessoas que querem jogar na lata do lixo todo esclarecimento e progresso conquistado pela mulher em nome de suas crenças e dógmas!


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Quantas idades cada pessoa tem?...

Amigos, desculpem a ausência...
Estive com gripe, febre... essas coisas chatas q nos tiram de cena!
Mas já estou melhorando e estou de volta.

Hoje vou falar de idade, sim.
Talvez pq anteontem eu tenha ficado mais velh... (opsss!) de idade nova!
Então eu quero comentar o assunto.

A preocupação com o evelhecimento é uma coisa natural em boa parte dos seres humanos. Principalmente nas mulheres, e mais principalmente ainda qdo se passa dos trinta! Bom... é a última vez q pretendo revelar aqui minha idade cronoógica! rsrsrs

Eu não me preocupo com isso por questões de vaidade. Ou melhor, EU NÃO ME PREOCUPO. Tanto é q não uso nada, a não ser protetor solar (qdo lembro) e nunca fiz tratamento anti-envelhecimento. Mas me importo pq qdo se passa dos trinta, o q vem pela frente são os quarenta e todo mundo diz q qdo se entra nos "enta" (dos quais não se sai mais), começa a idade do "condor" (com dor aqui, com dor ali), ou então os problemas de "junta" (junta tudo e joga fora!). As pessoas brincam mas não percebem q muitas vezes o tom da brincadeira pode parecer meio preconceituso. Claro q nem sempre a intenção é essa!

Mas qdo uma mulher faz quarenta anos, ela já passa a ser "corôa". Já com os homens nem sempre ocorre a mesma coisa. Já ouvi um comentário de q a mulher vira "corôa" aos quarenta e o homem aos quarenta e cinco ou cinqüenta!!! Por queee?????? Que machismo mais i-di-o-ta!!!

Uma amiga me disse q sou atemporal! rsrsrs E tem gente q me diz q a minha cara praticamente não mudou desde meus 18 anos! Bom... não sei se dizem isso pra me agradar mas é mto bom ouvir! Por outro lado como um amigo disse: "toda idade tem sua beleza". Não tenho esse tipo de problema.

Meu problema é q... o tempo passa rápido demais, e cada vez ele vôa mais! E não encontramos tempo pra fazer tudo q queremos na vida! Sei q sou um ser eterno, mas tem coisas q preciso fazer NESTA VIDA. Passamos mto tempo na escola estudando coisas q já sabíamos em vidas anteriores, temos q aprender a ler e escrever tudooo de novo! E qdo chega a hora de realizar as coisas, aparecem imprevistos q nos atrasam. E assim, passam-se os anos, e rapidamente! Olhem este ano: já estavamos no final de maio!!!

Cada ano q passa é um ano a menos pra relizarmos nossos planos e projetos. E como o ano vôa, quase sempre q conseguimos realizar esses planos, eles ficam pela metade! Eu quero ter tempo de vida útil, saúde e força pra realizar TUDO q desejo nesta vida e é com isso q me importo, é por isso q eu gostaria de q o tempo passasse mais de vagar. Não gosto da idéia de correr contra o tempo. Ainda mais q já não tenho mais 18 anos, realmente.

Mas... por outro lado. Qtas idades temos???
Uma vez a grande atriz Eva Todor disse numa entrevista q a mulher tem várias idades: a ela tem, a q ela aparenta (ou q "dão" pra ela) e a q ela diz ter.
Mas a coisa vai além disso...

Na verdade temos três idades:

a cronológica, q é apenas um documento e simplesmente conta os anos a partir do dia de nosso nascimento q consta e nossa certidão.

a biológica, q revela nossa idade REAL, a nossa condição física, em termos de saúde, resistência, juventude, vitalidade... como está nosso corpo, nossos órgãos (pq raramente uma pessoa envelhece exatamente um ano a cada ano q passa).

e a psicológica, q é a q mais pode variar, já q ela revela como nos sentimos e agimos em relação às situações q a vida apresenta.

E o tempo está de fato passando mais rápido. Lembro do meu ultimo professor de física explicando (isso foi há alguns poucos anos, qdo fiz cursinho) a mudança do eixo da Terra e a dimuição dos dias. Embora o relógio acompanhe o tempo atual, nós de fato não temos mais as mesmas 24 horas diárias de antigamente, e sim umas 18, de acordo com a explicação do meu professor e algumas informações q andei lendo na época, a esse respeito.

Assim sendo, acredito q idade cronológica avance ainda mais rapidamente, a biológica mais lentamente (se a pessoa não fizer de tudo pra ferrar seu corpo, claro, com hábitos nocivos à saude e à longevidade), e a psicológica continua variando de acordo com a pessoa e a situação.

Fiz o teste da idade biológica qdo eu tinha 27 anos. Não foi um desses testes fuleiros não. Fiz um teste minuncioso q encontrei numa revista séria, de medicina. Fiquei feliz com o resultado: 11 anos a menos! Portanto, tinha dezesseis aninhos! Sempre o refiz, pra ver como andava minha situação. Não variou mto. Mas depois de um tempinho perdi a revista. Dia desses encontrei um teste bem parecido na internet e o fiz (embora eu não confie em teste nem mapa astral com resultado calculado por computador - ou seja, tudo programado!). Deu q tenho hoje 24 anos. E eu sei q se eu fizer exercícios, caminhadas e etc (q não faço há tempos) e melhorar mais a minha alimentação não em entopindo de coca-cola e chocolates como faço todos os dias, posso melhorar mais essa idade biológica, não só ter 11 anos a menos como quem sabe, alcançar os cobiçados dezoito aninhos! hauhauha

Como leitora e seguidora do "The Secret", de Rhonda Byrne, acredito q a idade (como tudo o mais) está na mente. Mais q isso: está na alma, no coração... Por isso a partir de hoje estou mudando a maneira de contar minha idade. Só a biológica vale, fisicamente falando. A psicológica, bem... esta varia dos 13 aos 60, dependendo dos acontecimentos da minha vida e como sou "mutante", deixo q ela varie à vontade!

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do q ter aquela velha opinião formada sobre tudo"! (Salve, Raul!).

Bom... pra quem deseja o exilir da longa vida acho q o segredo está em não pensar no tempo, na velhice, na "morte"... Roberto Marinho fez a Globo qdo era sessentão e com 95 anos de idade ele estava ativo e não pensava em falecer. E ao nosso redor temos numerosos exemplos de pessoas (famosas ou não) q realizaram grandes feitos depois dos 60, 70, 80 anos!

Por isso de hoje em diante, pretendo não apenas acreditar, mas COLOCAR EM PRÁTICA essa idéia, essa maneira de lidar com a idade, com o tempo.
Sou uma jovem de trinta e poucos anos cronologicamente falando mas cuja idade real-biológica é vinte e poucos! Essa é a idade q importa e preservar a saúde (físca, mental, emocional e espiritual) é fundamental pra ser eternamente jovem!

Abraços a todosss!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nu frontal masculino: ainda há preconceito!!!

Não! Não precisa fazer cara de espanto! Não há avisos porque não há nenhum conteúdo imprórprio aqui. Não precisa tampar os olhos de criança, caso seu filho ou sua filha menor de idade tenha vindo parar aqui neste blog. E não estou apelando ou baixando o nível do blog. Chega de hipocrisia e de introdução! Vamos logo ao assunto! rsrs
Hoje estava conversando com uma amiga a esse respeito, porque falámos de filmes. Então resolvi trazer o assunto aqui pro blog. Observo que a nudez masculina vem surgindo nas artes com cada vez mais freqüência.


O primeiro filme que vi, em que havia cenas de nú frontal masculino foi "Amantes de Verão". Eu era bem menina ainda quando esse filme passou no "Supercine", na Globo. Isso foi no final da década de 80, se não me engano. Adorei o filme, que era ambientado na Grécia e tinha lindas paisagens além de uma linda música do Peter Cetera/Chicago (It's hard to me to say I'm sorry). E é claro, a história era legalzinha também! Depois disso, nunca mais vi esse filme, bem que queria vê-lo com olhos de adulta, mas até hoje não o encontrei em locadoras ou lojas (também não procurei tanto assim).

Pouco depois, aluguei numa locadora o filme "Em nome de Deus" pra ver com a família e amigos e esse foi o segundo filme com nú frontal masculino que eu vi. Na maioria dos filmes os homens mostravam apenas a bunda enquanto as mulheres muitas vezes apareciam totalmente nuas (de frente, de costas, de cabeça pra baixo...). Eu achava aquilo meio estranho, porque sempre fui meio feminista, desde cedo! rsrs

Bom, de lá pra cá foram aparecendo cada vez mais filmes assim. Recentemente alguei vários filmes em que os homens aparecem nús, de frente, numa boa. Todo tipo de homem, não só galãs. E são filmes que nada têm de pornô.

Agora vou dar a minha opinião sobre o assunto: eu acho ótimo! Não estou falando isso porque sou mulher. E não sou tarada! Acontece que até hoje há um certo tabu em relação aos órgãos genitais, principalmente o masculino. Eu só queria entender o porquê disso! Os homens não nascem com ele? Ele não possui uma utilidade (na verdade mais de uma, mas isso não vem o caso agora)? É o órgão que, se unindo ao da mulher, GERA A VIDA! Por que então escondê-lo como se fosse algo sujo ou feio? Por que risadinhas quando se fala ou se mostra um pênis? Por que piadinhas baixas toda vez que se toca no assunto?! Por que tanta preocupação com o tamanho dele? E por que muitas pessoas pensam EXCLUSIVAMENTE em sexo quando vêem uma pessoa nua? Alguém veio ao mundo vestido por acaso?... NÃO!
Tem gente que, se ver um estranho nu, tampa o rosto! Por que? Vergonha de que? Ainda mais se o cara que está pelado não estiver com vergonha! Quem está sem roupa é ele, e se ele não estiver com vergonha, pra que cobrir o rosto? Se ele quiser que cubra o pênis...

As pessoas andam na rua com os rostos à mostra. Umas têm nariz pequeno, outras grande. O nariz de umas pessoas é mais largo, o de outras é fininho. E isso vale pras orelhas, boca, olhos, mãos, pés, pernas... Cada pessoa é de um jeito. Mas ninguém esconde essas diferenças. Não estou dizendo que todo mundo tem que andar pelado na rua. Mas há certas situações da vida ou da arte que requerem a ausência total de roupa. E ainda nessas situações existe preconceito e tabu.

Aos poucos esse tabu vem sendo quebrado. Pricipalmente na dramaturgia. Essa tendência que há anos vem crescendo, ainda não chegou à TV, mas vem ganhando as telas de cinema e os palcos de teatro.

Ansiosa pra assistir ao próximo filme do Harry Potter, eu estava procurando por notícias do filme e de sua estréia quando me deparei com um comentário que criticava o ator Daniel Radcliffe (que interpreta o bruxinho mais famoso do mundo) por ter ficado nú em uma peça de teatro. A pessoa dizia mais ou menos assim: "Agora vem o filme! Como as crianças vão olhar pro Harry Potter sem lembrar que ele apareceu peladão numa peça. Como fica a imagem dele agora?".

É... ele fez mesmo a peça, e como já era de se esperar, a repercussão e a polêmica foram grandes! Essa foto aí é de Daniel nessa tão comentada peça Equus (apresentada na Inglaterra e nos EUA), em que ele interpreta um cara obsecado por cavalos. Uma foto muito bonita por sinal; e em preto e branco ganhou um charme a mais.
Já andaram dizendo na época que essa foto seria uma montagem, que o pênis não era dele... Pra ser sincera duvido que seja montagem. Isso é coisa de gente hipócrita e careta que não quer dizer pros filhinhos que eles viram o "Harry Potter" pelado na internet. Ora, todo mundo sabe que ele fez a peça e que está nú nesta cena. A foto é realmente dele. A cena é essa, o cavalo é esse... por que colocariam o pênis de outro no lugar do dele? Não faz sentido. Mas, mesmo que seja montagem (o que realmente acho difícil) ele fez a peça e pronto.

O que as pessoas precisam aprender é a separar o ator do personagem.
Sei de atores que chegaram a apanhar nas ruas porque interpretavam na TV personagens maus! O que o ator têm a ver com a atitude do personagem e vice-versa???

Daniel Radcilffe INTERPRETA o personagem HARRY POTTER nos filmes da série. Mas ele NÃO É o Harry Potter. Ele tem vida fora das telas. É um ator ousado e talentoso que busca outras formas de atuar. Ele quer crescer em sua profissão, por isso aceita desafios, longe de ficar rotulalo por causa de um só personagem a vida inteira!

Portanto ninguém viu o Harry Potter pelado em um cavalo. Viram sim, o corpo do ator que interpreta este personagem no cinema. Mas quem está ali naquela imagem é o Alan Strang (o personagem da peça).

Até quando as pessoas vão ver sacanagem em tudo? Até quando vão julgar os outros de acordo com suas próprias más intenções?

Não sei... Só sei que euzinha aqui acho que toda nudez, dentro de um contexto legal, tem a sua beleza. Seja o nu masculino ou feminino, de frente ou de costas. E não precisa ter corpo perfeito. O importante é o efeito e a história por trás da nudez.

Boa noite a todos!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Susan Boyle: além das aparências!!!


Este foi o assunto da última quinzena de abril.

Num concurso de talentos chamado "Britain's Got Talent" de repente surge no palco uma mulher feia, gorda e já de uma certa idade (tudo que a sociedade hipócrita coloca como defeitos), chamada Susan Boyle. Todos a olham com desdém e até mesmo com ar de deboche. Pra aumentar ainda mais o preconceito, ela diz que veio de um vilarejo da Escócia.

Ao ser perguntada sobre seu sonho ela diz que quer seguir carreira de cantora e que seu modelo de sucesso é Elaine Paige, cantora de musicais. Mais risadas por parte de jurados e platéia.

"Como essa feiosa é ridícula! Como ela ousa aparecer em um concurso de talentos, de gente bonita e achar que pode fazer algo realmente bonito e que mereça nossa preciosa atenção?". Certamente muitos ali pensam algo assim, certos de que terão uma palhaça "pagando mico" no palco para lhes proporcionar muitas gargalhadas.

Mas simples e simpática, Susan parece nem se importar com isso. Ela sabe muito bem o que está fazendo ali (e sabe que pode fazer!).

Quando ela abre a boca e solta a primeira nota da canção "I dreamed a dream" (Les Miserables) os queixos da platéia e dos jurados-metidos-à-besta caem, literalmente! Ela dá um verdadeiro show, com uma voz belíssima e bastante afinada. Além de cantar a música com emoção, mostrando presença de palco e... TALENTO.

Após o show, em que Susan é aplaudida de pé, os jurados são obrigados a enfiar a pose e o orgulho no bolso, reconhecendo seu preconceito e o talento da canditada. Ela se surpreende com os três "sim" que recebe. A partir daí todos mudam a maneira de tratá-la. Hoje ela virou celebridade mundial! MERECIDAMENTE.

Susan Boyle, a feia e desajeitada mas carismática e talentosa cantora escocesa deu uma bela lição de humildade em muita gente e conseguiu "nocautear" o preconceito!

Ela é um exemplo pra todos nós. Uma mulher que acreditou no seu sonho e foi à luta apesar de todos duvidarem e até rirem dela... Ela mostrou que o talento vem realmente da alma e que a aparência física é só mesmo a "capa", a "moldura" ou a "casca". O que tem dentro é o que realmente importa.

Aqui está o vídeo, que todo mundo já viu. Mas vale a pena ver e rever e rever... pra ver se a gente aprende um pouco mais nessa vida! rsrsrsrs
Cada vez que eu o assisto, me emociono e consigo ver além das aparências.




Nunca julguemos um livro pela sua capa, mas pelo conteúdo e só depois de ler toda a história (ou o suficiente para julgar - se é que podemos julgar algo/alguém)...


Bom final de semana para todos!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mulheres Carecas - Por que o preconceito???



















Estive pensando em quantos tipos de preconceitos podem existir...

Muitossss... com certeza! Infelizmente...


Ontem uma amiga estava me lembrando de quando raspei a cabeça. E não foi uma nem duas vezes. Eu fiz isso várias vezes, sempre que tive vontade.


Desde os meus quinze anos de idade eu dizia que iria raspar a cabeça um dia. E falava pros meus amigos que isso aconteceria no ano 2000. Bom, não aconteceu exatamente no ano 2000 mas em 2002 ou 2003 comecei a usar máquina 2. E assim foi por alguns anos. Depois, às vezes deixava o cabelo crescer um pouquinho, outras vezes cortava bem curto e outras vezes eu passava novamente a máquina 2. Até que em 2006 tomei coragem pra fazer o que eu realmente queria: passar máquina 0. Os motivos foram vários... projeto teatral (no qual este visual combinava com a personagem), busca espiritual, o calor que estava fazendo naquele mês de outubro, mudança de visual, auto-conhecimento, desejo de liberdade, praticidade... Enfim, muitos motivos. Mas no fundo eram todos apenas um pretexto pra eu criar coragem e fazer o que eu sempre quis. O motivo real é esse: porque eu quis, porque eu gostava, me sentia bem. Mas parace que quando a gente é mulher tem que ter sempre uma razão pra raspar os cabelos.


Mas parei de pensar no que os outros iam pensar então raspei a cabeça (com máquina zero e depois lâmina de barbear) em um salão explicando à cabeleireira que estava fazendo uma peça de teatro. E assim eu me tornei uma "mulher careca". A sensação de ter a cabeça nua, lisinha e livre é realmente muito boa. Me olhei no espelho e realmente curti o meu novo visual. Alguns amigos gostaram, outros disseram que eu estava doida, outros simplesmente diziam que se eu me sentia bem assim, era isso que importava... E repeti a "loucura" por muitas e muitas vezes durante dois anos. Eu mesma raspava, com gielete durante o banho. Rápido e prático. Depois lavava a cabeça lisinha com o meu sabonete mesmo.


Nas ruas, algumas poucas pessoas comentavam, algumas ficavam olhando e a maioria nem ligava, afinal não sou a única "doida" da minha cidade que raspa a cabeça ou pinta os cabeços de rosa choque, roxo ou verde! rsrsrs Algumas pessoas vinham me dizer que queriam ter a minha coragem. Com certeza houve pessoas que pensaram que eu devia ter algum problema de saúde ou ter levado trote no vestibular. Inclusive uma senhora certa vez, numa fila de banco me perguntou: "Menina, isso foi trote?" rsrsrsrs


Mas o preconceito maior senti quando "ousei" colocar uma foto minha no orkut, careca. "Choveram" scraps e também mensagens no msn e por e-mail de pessoas me perguntando se eu estava doente!!! Outros me perguntaram se eu havia virado monja budista ou "feito a cabeça" no candomblé! Enfim, perguntavam se eu tinha me iniciado em alguma religião ou seita... Outros perguntavam se eu tinha virado punk, se eu tinha me revoltado, enfim... Perguntavam muitas coisas, sempre buscando uma justificativa pra eu ter feito aquilo! E eu tinha que ficar explicando que gozo de perfeita saúde, que não enlouqueci, não levei trote, não virei punk, não me revoltei e nem me converti a nenhuma religião onde se raspe a cabeça! Por fim, eu já não explicava mais nada... Cansei! rsrsrs


Oras, será que eu não poderia ter raspado a cabeça simplesmente porque me deu vontade??? Os homens não raspam a cabeça quando querem, quando se sentem bem com a ausência de cabelos lhes esquentando o couro cabeludo? Por que as mulheres têm que ter um motivo bem convincente pra fazer o mesmo? "Ah, mas raspar a cabeça é normal pros homens, mulheres de cabelos compridos ficam mais femininas", já ouvi algumas vezes. Ok. Então vou mudar a pergunta: mas os homens não deixam seus cabelos crescerem quando querem também? Se cabelo comprido é pras mulheres, como é que os homens "cabeludos" não sofrem preconceito? Ninguém diz que eles estão doidos, ou que entraram pra alguma seita, nem ficam tentando justificar o fato de terem optado por cabelos longos! Então os homens podem fazer o que querem com seu visual e a mulheres têm que se enquadrar num certo padrão limitado, dentro daquilo que "pega bem"?...


Conheço muitas mulheres que têm vontade de raspar os cabelos, mas lhes falta coragem (como me faltou um dia) justamente por causa dos outros, da sociedade que ainda, em pleno século XXI é machista e preconceituosa.


Algumas amigas minhas também já fizeram o que eu fiz e todas elas se sentiram muito bem. Eu acho que a partir do momento que a gente deixa de se preocupar com o que os outros vão pensar ou falar, conseguimos realmente fazer o que queremos. Meu lema aqui é: seja você mesmo, independente dos outros! Um amigo me disse um dia desses: "eu sou eu, os outros são os outros!". Simples assim!


É claro que a opinião dos outros é válida. Amigos existem pra nos ajudar, nos aconselhar quando precisamos, enfim... pros bons e maus momentos! Mas isso até certo ponto: até onde não deixamos de ser nós mesmos!


Portanto, mulherada que quer raspar a cabeça: vá em frente! Faça o que quer sem ligar pro que os outros vão pensar, afinal "os outros são os outros" e cada um vive a sua própria vida! E vou dizer mais: vale a pena! É muito bom estar careca por livre e espontânea vontade, sentir o vento na cabeça, ver o quadro sem ter que prestar atenção na moldura, não precisar usar xampu nem pente, não gastar tempo e dinheiro com vaidades em um salão de cabeleireiro.


E tem outra vantagem: muitos homens gostam! Recebi até umas propostas bem interassantes! rsrsrs Cada vez é maior o número de mulheres que raspam a cabeça PORQUE GOSTAM e também de homens que curtem mulheres carecas.


Bom... é isso aí! Mulher tem que ter atitude, e pra todas as mulheres que acham um saco ter que se submeter a essa ditadura do cabelão, digo simplesmente: NÃO SE SUBMETA. Se não quer, não aceite! E ninguém tem nada a ver com isso! Enquanto aceitarmos as regras não vamos nos livrar deste preconceito!


Se eu cismar de raspar a cabeça novamente, farei sem pestanejar! Desde que tomei coragem, ninguém me segura! O difícil é mesmo o primeiro passo, depois o caminho é tranqüilo! É só relaxar e curtir!


Uma ótima semana pra todas as mulheres e homens, carecas e cabeludos(as)!

E até quarta-feira!!!


*Ah, essa da foto sou euzinha mesma, quando estava careca.