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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Religião Vs. Cultura
Eu venho observando que, de uns tempos pra cá, o crescente fanatismo religioso – principalmente dos cristãos fundamentalistas – vem metendo o nariz onde não é chamado: na cultura popular.
Como se já não bastasse a compra de cinemas e clubes e até mesmo desmatamento de áreas que deveriam ser preservadas para construir igrejas “em nome de Deus”, há grupos que também fazem campanhas ferrenhas contra eventos folclóricos que fazem parte da nossa história desde muito antes dos pais de seus sacerdotes nascerem!
Nos Estados Unidos, país de maioria protestante (ainda – já que há muitas religiões alternativas ganhando cada vez mais força por lá), a maioria das pessoas sabe separar religião dos outros elementos que fazem parte do seu dia-a-dia. Por exemplo: aos domingos vão ao culto e levam seus filhos à “escola dominical”. Mas não deixam de se fantasiar no Halloween e permitir que as crianças peçam de porta em porta “gostosura ou travessura”.
Eles também assistem a programas e filmes de todo tipo, vão a festas, dançam, ouvem todo tipo de música...
No Brasil, a religião fundamentalista incentiva os fiéis a descartarem toda e qualquer diversão, mesmo que esta tenha fortes raízes culturais. O argumento é que tudo que não faz parte da sua crença e não pertence ao seu livro sagrado (de acordo com sua interpretação, claro) é “do mal”, “do diabo”, “não é de Deus”, “é do mundo”. Peraí, para tudo! Mas quem foi mesmo que fez o mundo??? Não foi o tal do diabo! E onde mesmo é que nós estamos? Ah! Na Terra, ou seja: no MUNDO. Ué... então tem coisa errada aí!
Mas fato é que muita gente tem medo do desconhecido e acha mais fácil taxar tudo aquilo que lhe é estranho de “mal”. Enquanto o “seu” lado será sempre considerado o do “bem”.
Por isso os brasileiros de certas ramificações do Cristianismo não aceitam ganhar balas e doces no dia de Cosme e Damião, não brincam Carnaval, não dançam quadrilha nas Festas Juninas (alguns não podem nem mesmo ir à festa comer algum quitute em uma barraquinha), não recebem a Folia de Reis, não vão à festa de Halloween (que copiamos dos americanos)... Alguns nem mesmo comemoram o Natal e/ou a Páscoa.
Condenam tudo, desde Yoga (assim como qualquer prática oriental e símbolos) até biscoitinhos da sorte que vem com a comida do China In Box! Também não leemhoróscopo, já que pra eles Astrologia também “não é de Deus”.
Claro que não estou generalizando. Nem todos cristãos protestantes, ou fundamentalistas de qualquer religião são radicais assim. Mas cada vez aumenta o número de “crentes” que se tornam radicais(bitolados, fanáticos, obcecados, doentes!).
E pra quem é de outra religião ou mesmo não tem religião, ou seja, nós que somos chamados por eles de “mundanos”, fica cada vez mais complicado arranjar assunto pra conversar com eles. Se falamos algo referente ao nosso signo, eles torcem o nariz ou debocham. Se falamosde alguma festa, eles dizem com ar de superioridade: “não frequento festas do mundo”... Uma vez uma fanática gritou pra mim: “tá amarrado em nome de Jesus!” depois de ver no meu braço a minha tatuagem de borboleta. Uma BOR-BO-LE-TA. Se fosse uma cobra ou um morcego ela me batia! E se tivesse escrito “Jesus” ela iria me “abençoar”.
Um dia eu disse que gosto de meditar e ouvi da pessoa com quem eu conversava: “você fala com os espíritos?”. É imenso o preconceito e a desinformação. Mas essas pessoas não parecem interessadas em aprender as coisas pra então, DEPOIS, poder julgar ou opinar.
Um dia chegou na minha casa um amigo que é evangélico e eu estava assistindo a um dos filmes do Harry Porter. Eu o convidei a sentar e acabar de ver o filme comigo. Ele perguntou que filme era e eu respondi. Então ele logo falou: “Não, eu vou embora. Tá amarrado, isso eu não vejo não!”. Fiquei perplexa mas então desliguei a TV e o DVD e disse que assistiria depois. Ele foi mexer nos meus CDs e comentou: “só tem música secular, não dá pra mim”. Eu não aguentei e disse: “tem música de gente normal, se você chama isso de música secular, então que seja. Mas se não tem nada que te agrada aqui não posso fazer nada”. Ele disse que só ouve gospel e eu disse: “você sabe que não sou da sua religião. Não é possível que você não goste de nada na vida que não tenha que enfiar a religião no meio”. Ele, é claro, não gostou. Mas achou normal chegar na MINHA casa, mexer nas MINHAS coisas e ficar criticando com cara de dono da verdade.
Cantar pra Jesus, fazer comida pra Krishna, oferecer moedas a Bhudda. Tudo bem, eu até respeito. De verdade. Não estou aqui pra criticar religiões, mas sim o fanatismo religioso porque acho que pra tudo tem que haverlimites. A religião faz parte da vida das pessoas, mas não tem que se intrometer em tudo que se faz durante o dia!
Ok, a Consciência Cósmica, à qual chamamos de Deus está presente em tudo e todos, assim como em todos os momentos. Eu creio nisso (e respeito quem não crê porque tem muito ateu que com o coração muito mais nobre do que certas pessoas que se dizem religiosas). Mas Deus é uma coisa, e religião no sentido de instituição, rituais, livros, crenças e dogmas é outra, bem diferente!
Quer viver de religião e pra religião? Então entra pra um convento e dedica sua vida toda a isso. Assim, dá pra viver isolado do mundo. Mas já que está aqui fora, é importante participar dos eventos, saber conversar com as pessoas sobre assuntos diferentes... Claro que ninguém tem que gostar de tudo. Eu por exemplo, detesto funk e música sertaneja. Mas respeito as pessoas que gostam e sempre vamos encontrar algum gênero musical de que ambos gostamos.
Mas com pessoas como as que eu citei, torna-se impossível encontrar algum ponto em comum porque tudo que se fala numa conversa, lá vem eles enfiar a religião no meio! E o pior de tudo é que acreditam nesses boatos de que os bonecos dos Smurffssão assassinos, a Coca-Cola tem o símbolo do capeta, tudo que é artista famoso fez pacto com o dito-cujo... E querem nos impor essas crendices goela abaixo! Se você muda de assunto ou diz que não se identifica com a sua crença, se sentem ofendidos e dizem que você está “pecando contra Jesus”!!!
Uma conhecida minha que adora Carnaval tem uma filha que se tornou evangélica, e ao vê-la sambando em frente à TV disse à mãe que ela estava “endemoniada” e precisava procurar uma igreja!
É... parece que com o crescimento das religiões-comércio que geram fanatismo (repito: isso tem ocorrido mais no Cristianismo, infelizmente) toda a cultura popular brasileira corre sério risco de morrer. Será que Deus quer mesmo isso? Um bando de pela-saco que fala nele o dia inteiro mas não é capaz de ser tolerante com o próximo??? Cuidado, fanáticos! Isso é falar o nome de Deus em vão, é pecado! Vocês estão pecando e nem percebem...
Por que disseminar o preconceito contra as outras crenças, como se a sua religião fosse o último biscoito do pacote???
Eu acho que no Brasil isso ocorre muito mais do que nos EUA porque não há seriedade aqui. Hoje é muito fácil abrir uma Igreja em nosso país. Virou comércio! Por isso os líderes dessas congregações tem que manter seus fiéis bastante presos e dependentes, guardando o dinheiro do cinema ou das festas pra Igreja, assim como deixando de comprar CDs “seculares” pra comprar CDs de música gospel.Acredito que por saberem que seus fundamentos não são nada sólidos,esses líderes também tem medo de deixar os fiéis muito soltos por aí, livres pra frequentar ambientes ondem possam encontrar todo tipo de pessoas (e ideias) e de repente serem esclarecidos e acordarem.
Voltando a citar a entrevista da apresentadora Mara no programa Super-Pop da Luciana Gimenez – que já mencionei no post anterior: percebo que é muito difícil pra certas pessoas simplesmente respeitar a escolha do outro e entender que ninguém é superior por pertencer a essa ou aquela religião.
Quando um outro participante do programa (não lembro agora o nome dele) comentou a respeito do sincretismo religioso que existe na Bahia, Mara ficou bastante nervosa e contrariada. O cara não falou por mal! Disse apenas que quando surgiu aquele boato ridículo, nos anos 90, de que a Mara tinha feito macumba pra atrapalhar a ida da Angélica pro SBT, as pessoas talvez a tenham julgado capaz de fazer isso por preconceito por ela ser baiana,já que a Bahia, devido ao sincretismo e à força do Candomblé, é vista como “terra da macumba”.
Luciana Gimenez disse que é contra macumba (magia negra, prática do mal) mas que respeita muito o Candomblé. Ora, o Candomblé é uma religião africana muitooo antiga e merece respeito. Mas parece que a Mara não concorda, porque ela fez uma cara de quem comeu e não gostou e em vez de respeitar as diferenças e aplaudir o sincretismo (que significa no meu ver respeito à crença alheia) disse: “Não, mas isso está diminuindo! Os evangélicos estão crescendo na Bahia”. Que feio, Mara! Pra exaltar a sua fé, jogou a fé dos outros lááá no chão!
O sincretismo religioso é faz parte da cultura baiana e já existe há muito tempo. É tradição as baianas mães de santolavarem as escadas da Igreja do Senhor do Bomfim. Eu acredito que toda tradição não prejudicial (como esta) merece ser respeitada e preservada.
Mas os radicais religiosos combatem toda cultura e tradição como se fosse algo maligno!
Tiro o chapéu pra um pastor da Igreja Batista chamado Ed René Kivitz. Ele merece meu respeito, e as palavras dele foram postadas por mim no blog “Boca no Trombone”. Ele critica os jogadores do Santos que deixaram de ajudar as crianças de uma instituição por ela pertencer a um núcleo espírita, pede respeito a todas as religiões, e diz que ninguém tem o direito de querer que apenas a sua religião prevaleça e que todas as outras sejam liquidadas (como parece ser o desejo da apresentadora Mara e de todos que pensam da mesma forma que ela). Ele acrescenta, em outras palavras que ninguém é dono da verdade, mesmo porque quem saberá em qual livro sagrado ela estará?
Pessoas como este pastor fazem com que a esperançanum futuro de respeito à cultura de todos os povos e (de certa forma)ecumenismo substitua o medo do retorno a um passado de arenas, inquisições, caça às bruxas e guerras santas.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Separações de casais famosos: Bruxa ou Fada?
O enorme número de separações que tem ocorrido nos últimos seis ou sete meses entre casais famosos dentro e fora do Brasil tem gerado muitas manchetes que dizem:”A Bruxa está solta no meio artístico”.
Mas eu me pergunto: será mesmo uma bruxa? Quando se fala em bruxa logo se subentende “bruxa má”. Mas eu acho que em certos casos as separações foram feitas por bruxas boas ou fadas. O casal já ia mal, um já não aguentava nem olhar mais pra cara do outro, era um sacrifício danado acordar e dizer “bom dia”. Então uma linda fada foi lá com sua varinha de condão e libertou essas duas almas sofredoras.
Na minha opinião a separação muitas vezes deve ser tão comemorada quanto um casamento porque pode significar a libertação de dois seres aprisionados pelas circunstâncias.
Que circunstâncias são essas? Ora, podem ser muitas e diferentes. Cada caso é um caso. Uns mantém um casamento desgastado por causa dos filhos, outros por dependerem financeiramente do cônjuge, outros por questões de saúde, de comodidade, por medo de mudanças e desafios, por respeito a dogmas religiosos ou por simplesmente cederem ao preconceito e à caretice que infelizmente ainda existe na sociedade. Tem gente que dá valor às aparências, fazer o que?
Acho pura hipocrisia dizer que “toda separação é dolorosa”. Também acho ridículo ficar procurando culpados. Se o homem pede a separação, ele é o vilão. Se é a mulher que pede, ela é a megera. Ou então jogam a culpa numa terceira pessoa que passa a ser considerada o “pivô” da separação, o(a) destruidor(a) de lares.
Será que as pessoas não pensam que a decisão pode ter sido tomada pelos dois? Será também que ninguém enxerga que quando o amor, o entendimento e a harmonia entre um casal estão em alta não sobra espaço pra uma terceira pessoa? Será que também não percebem que uma união só vale a pena quando os dois estão felizes e não apenas um?
Resolvi escrever sobre isso porque fiquei sinceramente aborrecida em ver/ouvir/ler pessoas dando pitacos na vida alheia como se conhecessem a fundo os motivos que levaram este ou aquele casal a optar pela separação.
KATY PERRY
O ano de 2011 terminou com a chegada da “bruxa” (ou da fada). A cantora americana Katy Perry se separou do marido, o ator e comediante inglês Russel Brand depois de pouco mais de um ano de casados, e o mundo (dos hipócritas) ficou chocado. “Oh! Eles pareciam tão felizes”. Isso mesmo: pareciam, mas será que eram mesmo?
Apenas em junho de 2012 Katy resolveu conversar sobre o divórcio. Sem entrar em detalhes, disse apenas que por ser romântica, acreditou num conto de fadas e fez tudo pro casamento dar certo, mas a realidade é diferente do sonho e o casamento falhou.
Iiihhh... será que foi bruxa mesmo que os separou? Dúvida!!!
JOHNNY DEPP
Na mesma época do divórcio de Katy Perry, circulavam boatos de que a relação nada convencional do ator, produtor e músico americano Johnny Depp com a cantora e atriz francesa Vanessa Paradis havia chegado ao fim depois de 13 anos e dois filhos. Um dos principais motivos para tais boatos foi que ambos estiveram em Paris em novembro/2011 a trabalho (ele para a première francesa de seu filme “The Rum Diary/Diário de um jornalista bêbado” e ela pra um evento de moda) mas se hospedaram em hotéis diferentes, foram e voltaram para os EUA separadamente, e não foram vistos juntos nenhuma vez na capital francesa. Eles já não iam juntos a nenhum evento desde maio de 2010.
Os boatos cresciam, as evidências de separação eram inegáveis (como a ausência dos anéis de compromisso que ambos usavam no dedo anular da mão esquerda havia alguns anos, além de fortes sinais de que eles passaram Natal e Ano Novo separadamente), mas somente em 18 de janeiro de 2012 a notícia partiu como uma bomba dos veículos sérios de imprensa em todo o mundo (internet, revistas – começando pela “People Magazine” – jornais, emissoras de TV e rádio...).
Choveram comentários, críticas, fofocas, suspiros de moças assanhadinhas por saberem da solteirice do galã (e acharem que teriam uma chance com ele!), bisbilhotices em torno do “motivo”, especulações (algumas delas totalmente infundadas) a respeito de uma possível “pivô” e até descrença por parte de alguns fãs que se recusavam a crer que aquilo estivesse mesmo acontecendo com um casal aparentemente tão “perfeito”. Bom, na minha opinião essa perfeição só existia para os olhos menos atentos...
Acontece que Johnny Depp ainda levaria cinco meses pra confirmar o fim do relacionamento oficialmente, através de sua porta-voz. Coincidência ou não, ele fez isso exatamente quando seus filhos terminavam o ano escolar em Los Angeles, e entravam de férias, em meados de junho. Pra mim isso explica porque o ator se manteve todos esses meses em total silêncio sobre a separação.
Houve um certo drama por parte de algumas fãs. Houve até quem se dissesse desapontadinha com o ídolo. Quanta hipocrisia! Desapontadas porque o cara resolveu parar de fingir que era feliz pra se permitir ser feliz de verdade?!
Revendo fotos do casal desde quando as crianças ainda eram bem pequenas consigo enxergar um Johnny conformado, resignado. Mas não radiante, animado. Ele havia perdido o brilho de seu olhar e a marotice de seu sorriso. De 2011 pra cá ele recuperou isso e independente de estar de namorada nova ou não, fato é que nas recentes imagens em que ele aparece nos sets de filmagens de seu novo longa-metragem “The Lone Ranger” (O Cavaleiro Solitário) ou em bares e eventos tocando guitarra ou bateria com os amigos, ele demonstra estar muito feliz, exultante! E espontâneo como há muito tempo não se via!
Sua relação com os filhos – que são seus verdadeiros tesouros – não está abalada por causa da separação, visto que tanto a menina (Lily-Rose) de 13 anos recém-completos, como o menino (Jack) de 10 estavam muito alegrinhos na plateia do MTV Movie Awards em 03 de junho assistindo o pai tocar guitarra no palco e receber um merecido prêmio por sua contribuição ao cinema.
Por não terem se casado legalmente, de acordo com o Canal E! Johnny não terá que dar metade de sua fortuna à Vanessa. Pelas leis da Califórnia, onde moraram com os filhos desde 2005 ou 2006, Johnny terá que pagar apenas a pensão alimentícia dos filhos. Mas comenta-se que ele deu um bom dinheiro à sua ex-companheira além de passar a casa que possuíam na França pro nome dela e dos filhos. A separação foi, de acordo com a porta-voz de Johnny, amigável. E ao contrário do que dizem os boatos e fofocas, já está tudo mais do que acertado e não há brigas nem disputas judiciais.
Bom... no caso deles estou certa de que foi uma FADA ou uma bruxinha muito bondosa que fez a separação, com muita dignidade e respeito pelos inocentes frutos dessa relação. Uma relação que ao que tudo indica, já havia se desgastado há muitos anos e se arrastou por tempo demais por causa dos filhos e do medo de que eles pudessem sofrer. Porém, acho que os filhos sofrem muito mais convivendo com pais infelizes, que já não se amam nem se entendem, que vivem brigando ou se esforçando pra manter uma mentira – que mais cedo ou mais tarde irá fatalmente desmoronar. Hoje, depois de observar bem, penso o seguinte sobre este casal: Já terminou TARDE. Que cada um siga seu caminho livremente, tenha novas – e maravilhosas – experiências amorosas e seja muito feliz, cientes de que o amor entre pais e filhos, este sim, é pra sempre e nunca pode ser deixado de lado.
ÚLTIMAS APARIÇÕES DE DOIS DOS CASAIS MAIS FAMOSOS DE HOLLYWOOD (fotos de paparazzi):
Acima e abaixo, vemos fotos da última vez que Johnny Depp e Vanessa Paradis foram vistos juntos, em 22 de novembro de 2011, em Los Angeles/Califórina/EUA. De acordo com a imprensa internacional nessa época eles já estavam separados, mas acompanharam o filho Jack, na época com 9 anos, que precisou da presença dos dois. Ao que se comenta estavam indo ou voltando da escola do menino.
TOM CRUISE
Acima e abaixo vemos as últimas fotos de Tom Cruise e Katie Holmes ainda como um casal em 16 de junho de 2012, na Islândia. Eles jantaram juntos pela última vez, de acordo com a imprensa internacional. E os paparazzi que tiraram as fotos disseram que não desconfiaram que pudesse já estar havendo algum desentendimento entre eles.
A bola da vez agora são os atores americanos Tom Cruise e Katie Holmes. Ninguém além deles pode saber o que de fato aconteceu. Mas muita gente faz drama e se diz chocadinha porque ela pediu o divórcio e se mandou com a filha pra Nova York, deixando-o sozinho na Islândia onde ele está gravando seu novo filme "Oblivion".
Muito se especula, mas ao que se sabe, a religião de Tom influenciou e muito na decisão de Katie. Ela queria uma vida normal pra menina Suri, de seis anos, filha única do casal, o que a Cientologia, que é seguida de maneira fanática pelo ator não permite. A menina não podia frequentar escola pública, tinha que estudar em casa. Katie não concordava com isso e as discussões entre o casal em a respeito da educação da filha se tornaram frequentes.
Às vésperas do aniversário de 50 anos do ator, Katie pediu o divórcio e a guarda da filha. Previa-se uma longa batalha judicial mas eles acabaram entrando em acordo pra evitar especulações da mídia, o que considero uma sábia decisão.
Nesse caso não sei dizer se foi fada ou bruxa porque não acompanho muito nenhum desses dois atores e não percebi nada de errado. Mas li há um tempinho, umas fofocas dando conta de que Katie estava insatisfeita com o casamento e com as muitas regras impostas por Tom a ela e à filha. Achei que fossem apenas fofocas e boatos, mas hoje vejo que tinham um fundo de verdade já que se confirmaram com este surpreendente divórcio.
O motivo nesse caso parece não ter sido falta de amor entre o casal e não teve terceira pessoa envolvida. Mas a criação da filha parece ter sido o ponto de desentendimento. Se a menina não estava feliz com a criação imposta pelo pai, acredito que uma FADA ou bruxa do bem os separou. Mas se o casal ainda se ama, haverá sofrimento que terá que ser superado com o tempo.
O que quero dizer com isso tudo é que cada caso é um caso...
OUTROS CASOS...
E muitas outras separações tem acontecido: Seal e Heidi Klum (depois de sete anos e três filhos), Demi More e Ashton Kutcher (depois de seis anos), Tande e Lisandra Souto (depois de 15 anos e dois filhos), Bruno Galiasso e Giovana Ewbank (depois de dois anos)... Isso só pra citar alguns dos casos mais polêmicos.
Só acho uma separação realmente triste quando o casal se ama e está feliz junto; e então acaba se separando impensadamente depois de uma briga, ou então por orgulho, mal entendidos ou intrigas de terceiros.
E desteto o "dramalhão mexicano" que algumas pessoas fazem em torno disso. Estamos no século XXI! Não está dando certo? Vai cada um pro seu lado cuidar de ser feliz, pô! E tenho dito!
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Frio e depressão na serra...

Estou de volta, depois de uns dias fora...
Essa volta me trouxe algumas reflexões, me fez chegar a algumas conclusões e confirmações a respeito de verdades sobre mim mesma que no fundo (e talvez até no raso também), eu já conhecia.
Uma dessas verdades é que realmente o tempo/clima me influencia de uma maneira muito intensa.
Sempre que vou ao Rio, ao passar pela Serra de Petrópolis quando não há sol por ali, fico meio angustiada, observando aquela névoa branca que trás frio pra dentro do carro ou do ônibus.
Na semana passada fui a uma outra serra, a Serra de Ibitipoca. Há um parque florestal lá, que é lindo. Já postei aqui sobre aquele local. Realmente é um santuário ecológico, com lindas cachoeiras e grutas. Mas das outras vezes que estive lá, era verão ou primavera. E havia sol, muito sol. Foi maravilhoso.
Desta vez, porém, o sol pouco deu o ar de sua graça (e quando ele aparecia, muito raramente, era fraquinho e logo sumia de novo).
Tivemos que subir muitooo pra chegar até o ponto mais alto do parque: a Lombada, onde encontramos uma névoa branca que fazia parecer que estávamos na Suíça! Frio, muito frio! GELADO! E... molhado, porque havia uma chuva fina insistente. Não dava pra ver nada à frente, estava tudo branco à nossa volta. Mesmo com capa e guarda-chuva é impossível não se afetar por um clima como aquele.
Atravessando a Lombada chegamos a um lugar lindo, que se chama "Janela do Céu", o ponto mais distante do parque, onde eu nunca tinha ido antes. A vista é realmente maravilhosa e compensou todo o esforço e os "perrengues" que passamos na subida. Como sempre morei em bairros planos de Juiz de Fora, pra mim é muito difícil andar só subindo... subindo... subindo... Onde moro agora até que tem uma subidinha, mas é apenas uma ladeirinha, bem curta.
Eu nunca tinha sentido tanto frio na minha vida! Nem com a pior das frentes frias que já chegou à JF! Fiquei hospedada na casa de uma amiga, na vila de Conceição do Ibitipoca. E o frio que faz dentro da casa realmente é assustador.
No dia seguinte, novamente no parque, no frio gelado e chuvoso, bateu uma solidão, tristeza, angústia... Sabe aquele aperto no coração que a gente nunca sabe de onde vem? Pois é. Fiquei realmente deprimida. E isso deixou claro pra mim mas uma vez que eu não nasci pra viver em cima de serra, de montanha... Não nasci pra sentir frio!
Sou do sol, do verão, do mar, da praia, do alto-astral, da alegria! Gosto das noites de verão regadas a sorvete e tendo como teto o céu cheio de estrelas!
Com o frio me encolho e não gosto disso. O calor me traz à vida, de fato e com tudo!!!
Portanto: Ibitipoca é lindo! Mas é local pra ser visitado no verão ou na primavera, com o sol brilhando no céu e ardendo na pele!
Sempre digo que pro calor há soluções: ventilador (detesto ar condicionado), banho frio, roupas leves, sucos, águas geladas, sorvete, picolé, chup-chup/sacolé... Mas e pro frio? Qual é a solução? Não chegar o nariz nem na janela e ficar dentro de casa debaixo de casacos e cobertores! Isso pra mim não é algo agradável. Portanto, não é solução na verdade, é apenas prevenção pra não adoecer!!!
Meu astral está melhorando, apesar de ter uma frente fria sobre JF. Mas já consegui tomar um banho feliz, mais relaxada e sem chegar a tiritar de frio!
As experiências da vida servem de aprendizado e por isso são válidas. Por isso, espero eu poder cumprir essa promessa que faço a mim mesma: alto de serra com tempo frio NUNCA MAIS!!! Não sou esquimó pra aturar frio quase perto de zero (acho que foram uns 3 graus centígrados àcima de zero) nem eremita pra viver em cima de montanha. E tenho dito.
domingo, 14 de junho de 2009
Mephisto - Quantos Hendriks existem por aí?
Há uma semana e dois dias (na sexta-feira, dia 05 de junho à noite), eu estava na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio, pra assistir à peça "Mephisto", protagonizada pelo meu amigo Anderson Corrêa. A peça tem três horas de duração e embora seja um drama, tem momentos bem engraçados também.
A história real, tirada de um romance de Klaus Mann (que faz parte da história), se passa na Alemanha (época de Adolf Hitler). A peça tem início no começo da década de 20 e termina no final da década de 30.
O personagem central (interpretado brilhantemente pelo Anderson) é Hendrik Höfgen (nome verdadeiro: Gustav Gründgens) , um ator de Hamburgo que sonha se tornar o maior ator da Alemanha. Ele pertece ao partido comunista e simplesmente odeia Hitler. Ele defende a classe operária e faz do teatro uma maneira de defender a sua causa.
Porém, mtaaa coisa acontece e ele aos poucos vai mudando de lado. Ele vê que Hitler toma mesmo o poder, se torna um ditador e assim, abandona seus antigos amigos/companheiros, sua esposa e sua amante.
Ele que ficou famoso por sua performance na peça "Mephisto", interpretando o personagem Mephistófeles, acaba vendendo a alma pro "diabo" e enquanto seus amigos são torturados e mortos, ele vira um puxa-saco de Hitler e consegue o que quer: torna-se o maior ator da Alemanha e vira diretor do teatro de Berlim.
No final da peça, ele - já casado, provavelmente por conveniência, com uma atriz de caráter tão ou mais duvidoso do que ele próprio e irmã adotiva de sua prmeira esposa (!) - aparece sendo atormentado por fantasmas daqueles aos quais ele traíra no passado.
Miguel Falabella e José Wilker já interpretaram esse personagem nos palcos brasileiros.
Eu não tinha lido este romance, nem assistido ao filme (também houve um filme, nos anos 80) ou à peça. Então, confesso que fiquei meio abalada, ao final da peça. Adorei tê-la assistido! Mesmo porque é daquelas apresentações que servem não apenas pra nos divertir, como também e principalmente pra nos fazer refletir sobre a vida... sobre os valores humanos.
Será que tudo tem um preço? O que leva algumas (ou seria mais correto dizer muitas?) pessoas passarem por cima de amigos e parentes pra conseguirem aquilo que querem? Eu vi um defensor dos menos favorecidos no começo da peça discursar contra Hitler e até xingar a todos que estavam do lado deste, e no final vi esse mesmo personagem dizendo a plenos pulmões "Heil Hitler"!
Por quanto tempo o ser humano consegue preservar seus valores sem se vender e renegar todos esses valores, todos esses princípios? Qual é o preço da fidelidade às causas em que se acredita?
Políticos são corruptos, policiais são corruptos, dirigentes de futebol são corruptos, pastores das indústrias que vendem fé (que alguns ainda insistem em chamar de igrejas) são corruptos... Mas também há corrupção em empresas, emissoras de TV, nas mais diversas religiões e seitas, nos setores de trabalho, nas escolas, clubes, agências de viagem, estabelecimentos comerciais de todo tipo...
Isso é fato. Todo mundo sabe, todo mundo vê. E... infelzimente quase todo mundo hoje em dia acha normal, ou quase normal. Essa coisa de vender a alma pro "diabo", entregar o ouro pro "bandido" existe desde que o mundo é mundo. E só uma minoria se esforçou, ao longo dos tempos, pra tentar mudar isso.
O Renato Russo um dia cantou "Que país é esse?". Pois eu me pergunto: "Que planeta é esse?". O mundo está cheiooo de Hendriks, ou melhor Gutavs! Mas... muitas pessoas os acham espertos e como "o mundo é dos espertos", e mesmo que essa esperteza consista em puxar o tapete alheio... está valendo!!! "Eles é que estão certos", dizem.
E assim caminha a HUMANIDADE(?)... Caminha... até tropeçar nos fantasmas dos erros passados e quebrar a cara!!!
*Anderson, um abraço pra vc e parabéns pela verdade com a qual você interpretou esse grande fdp que foi o ator Gustav Gründgens! rsrsrs
A história real, tirada de um romance de Klaus Mann (que faz parte da história), se passa na Alemanha (época de Adolf Hitler). A peça tem início no começo da década de 20 e termina no final da década de 30.
O personagem central (interpretado brilhantemente pelo Anderson) é Hendrik Höfgen (nome verdadeiro: Gustav Gründgens) , um ator de Hamburgo que sonha se tornar o maior ator da Alemanha. Ele pertece ao partido comunista e simplesmente odeia Hitler. Ele defende a classe operária e faz do teatro uma maneira de defender a sua causa.
Porém, mtaaa coisa acontece e ele aos poucos vai mudando de lado. Ele vê que Hitler toma mesmo o poder, se torna um ditador e assim, abandona seus antigos amigos/companheiros, sua esposa e sua amante.
Ele que ficou famoso por sua performance na peça "Mephisto", interpretando o personagem Mephistófeles, acaba vendendo a alma pro "diabo" e enquanto seus amigos são torturados e mortos, ele vira um puxa-saco de Hitler e consegue o que quer: torna-se o maior ator da Alemanha e vira diretor do teatro de Berlim.
No final da peça, ele - já casado, provavelmente por conveniência, com uma atriz de caráter tão ou mais duvidoso do que ele próprio e irmã adotiva de sua prmeira esposa (!) - aparece sendo atormentado por fantasmas daqueles aos quais ele traíra no passado.
Miguel Falabella e José Wilker já interpretaram esse personagem nos palcos brasileiros.
Eu não tinha lido este romance, nem assistido ao filme (também houve um filme, nos anos 80) ou à peça. Então, confesso que fiquei meio abalada, ao final da peça. Adorei tê-la assistido! Mesmo porque é daquelas apresentações que servem não apenas pra nos divertir, como também e principalmente pra nos fazer refletir sobre a vida... sobre os valores humanos.
Será que tudo tem um preço? O que leva algumas (ou seria mais correto dizer muitas?) pessoas passarem por cima de amigos e parentes pra conseguirem aquilo que querem? Eu vi um defensor dos menos favorecidos no começo da peça discursar contra Hitler e até xingar a todos que estavam do lado deste, e no final vi esse mesmo personagem dizendo a plenos pulmões "Heil Hitler"!
Por quanto tempo o ser humano consegue preservar seus valores sem se vender e renegar todos esses valores, todos esses princípios? Qual é o preço da fidelidade às causas em que se acredita?
Políticos são corruptos, policiais são corruptos, dirigentes de futebol são corruptos, pastores das indústrias que vendem fé (que alguns ainda insistem em chamar de igrejas) são corruptos... Mas também há corrupção em empresas, emissoras de TV, nas mais diversas religiões e seitas, nos setores de trabalho, nas escolas, clubes, agências de viagem, estabelecimentos comerciais de todo tipo...
Isso é fato. Todo mundo sabe, todo mundo vê. E... infelzimente quase todo mundo hoje em dia acha normal, ou quase normal. Essa coisa de vender a alma pro "diabo", entregar o ouro pro "bandido" existe desde que o mundo é mundo. E só uma minoria se esforçou, ao longo dos tempos, pra tentar mudar isso.
O Renato Russo um dia cantou "Que país é esse?". Pois eu me pergunto: "Que planeta é esse?". O mundo está cheiooo de Hendriks, ou melhor Gutavs! Mas... muitas pessoas os acham espertos e como "o mundo é dos espertos", e mesmo que essa esperteza consista em puxar o tapete alheio... está valendo!!! "Eles é que estão certos", dizem.
E assim caminha a HUMANIDADE(?)... Caminha... até tropeçar nos fantasmas dos erros passados e quebrar a cara!!!
*Anderson, um abraço pra vc e parabéns pela verdade com a qual você interpretou esse grande fdp que foi o ator Gustav Gründgens! rsrsrs
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