






“Narizinho Arrebitado, do olho curioso e do ouvido xereta... No meio da boca sempre um riso feliz!!!” Essas palavras contidas nesta conhecida canção que homenageia a personagem (cujo LP “Pirlimpimpim”, lançado em 1982 eu tenho até hoje guardado com muito carinho) é simplesmente a cara da Narizinho!
Fala-se muito na Emília. E eu adorooo a Emília, amo mesmo essa boneca de pano esperta e atrevida! Tenho até hoje também uma boneca Emília da "Estrela" que ganhei quando eu tinha quatro anos. A Emília é demais! Mas eu quero homenagear no meu site, que em breve estará no ar (Nota do Blog: já está no ar desde 2010), a personagem NARIZINHO, porque foi com ela que tudo começou. Foi da cabeça dela que nasceram todas as “reinações”, todo aquele rico mundo da imaginação. Foi através desse mundo criado pela Narizinho que a boneca Emília começou a falar.
A Narizinho é a primeira personagem do Sítio do Picapau Amarelo criada por Monteiro Lobato. É o primeiro livro que ele lançou. E por eu ser mulher, é a personagem com a qual mais me identifiquei na infância. Eu queria ir ao Sítio pra brincar com ela! rsrsrs
Fala-se muito na Emília. E eu adorooo a Emília, amo mesmo essa boneca de pano esperta e atrevida! Tenho até hoje também uma boneca Emília da "Estrela" que ganhei quando eu tinha quatro anos. A Emília é demais! Mas eu quero homenagear no meu site, que em breve estará no ar (Nota do Blog: já está no ar desde 2010), a personagem NARIZINHO, porque foi com ela que tudo começou. Foi da cabeça dela que nasceram todas as “reinações”, todo aquele rico mundo da imaginação. Foi através desse mundo criado pela Narizinho que a boneca Emília começou a falar.
A Narizinho é a primeira personagem do Sítio do Picapau Amarelo criada por Monteiro Lobato. É o primeiro livro que ele lançou. E por eu ser mulher, é a personagem com a qual mais me identifiquei na infância. Eu queria ir ao Sítio pra brincar com ela! rsrsrs
Coisas de menina...
Narizinho pra mim tem, sempre teve e sempre terá o rosto, a voz, o sorriso e o jeitinho meigo e sapeca da Daniele Rodrigues. Ela simplesmente é a Narizinho pra mim, pra minha geração. Podem vir quantas Narizinhos vierem, mas a Dani foi a Narizinho que marcou a minha infância.
Eu sei que a Narizinho que mais ficou na memória da maioria das crianças da época foi a Rosana Garcia. Pudera! Ela, além de ter interpretado muito bem a personagem, foi a primeira Narizinho da Globo, e de cara, ficou quatro anos seguidos no ar (a Dani também teria ficado esse tempo se não fosse o imprevisto de ordem pessoal que a fez deixar o programa antes do esperado). Foi a Rosana que esteve no maior número de episódios do Sítio: participou de umas 30 histórias, viveu tantas aventuras... Ela “pegou” o maior número de crianças, porque tanto quem estava no final da infância (com uns 11, 12 anos) em 77 até quem estava no começo dela (com uns 5 anos ou até menos) em 80 conheceu a Narizinho com o rosto dela. Assim, ela foi Narizinho pra mais de uma geração de crianças.
Narizinho pra mim tem, sempre teve e sempre terá o rosto, a voz, o sorriso e o jeitinho meigo e sapeca da Daniele Rodrigues. Ela simplesmente é a Narizinho pra mim, pra minha geração. Podem vir quantas Narizinhos vierem, mas a Dani foi a Narizinho que marcou a minha infância.
Eu sei que a Narizinho que mais ficou na memória da maioria das crianças da época foi a Rosana Garcia. Pudera! Ela, além de ter interpretado muito bem a personagem, foi a primeira Narizinho da Globo, e de cara, ficou quatro anos seguidos no ar (a Dani também teria ficado esse tempo se não fosse o imprevisto de ordem pessoal que a fez deixar o programa antes do esperado). Foi a Rosana que esteve no maior número de episódios do Sítio: participou de umas 30 histórias, viveu tantas aventuras... Ela “pegou” o maior número de crianças, porque tanto quem estava no final da infância (com uns 11, 12 anos) em 77 até quem estava no começo dela (com uns 5 anos ou até menos) em 80 conheceu a Narizinho com o rosto dela. Assim, ela foi Narizinho pra mais de uma geração de crianças.
Ano passado, numa enquete do orkut que perguntava quem tinha sido a verdadeira Narizinho do Sítio, a Rosana ganhou disparado, como já era de se prever. Ela ficou em primeiro lugar com mais de 100 votos! A Dani ficou em segundo com menos de 20 votos! O que é perfeitamente justificável. As outras votadas foram: Lara Rodrigues (9 votos), Raquel de Queiroz (4 votos) e Izabela Bicalho (2 votos). Portanto eu respeito a Rosana e o trabalho dela como Narizinho.
Mas vou contar a minha história... as minhas lembranças...
A memória de infância mais antiga que tenho do Sítio vem de 1980. Uma cena em especial me marcou: Emília (Reny de Oliveira) e Narizinho (Rosana Garcia) num cavalo dizendo que estavam com “uma perna vazia”. O episódio era “A Rainha das Abelhas” (fiquei sabendo o nome certo muito tempo depois).
Lembro também da morte da Emília, o que me deixou triste. Fora isso lembro de cenas soltas, imagens vagas... Lembro de perguntar à minha avó (isso antes de 80, acho) se eram dois meninos, Pedrinho e Narizinho. Quando ela me respondeu que a Narizinho era menina achei estranho porque o apelido era masculino. Então ela me explicou que ela tinha esse apelido porque ela era a menina do narizinho arrebitado. O cabelo curtinho e enrolado da Rosana Garcia também colaborou pra que eu a confundisse com um menino. Mas depois reparei que ela usava vestidos.
No dia do meu terceiro aniversário, eu ganhei do meu tio a coleção dos livros de Monteiro Lobato dos quais o primeiro é “Reinações de Narizinho”. A coleção tem lugar de destaque na minha estante! Eu não sabia ler ainda, mas ficava vendo as gravuras e ouvia atentamente as histórias que minha mãe, avó e tios liam pra mim. Eu sabia que a Narizinho era uma menina de 7 anos. O que eu achava mais estranho na TV era que os netinhos eram do tamanho ou maiores que a vovó. A Narizinho não se parecia com as minhas amiguinhas, mas sim com as irmãs mais velhas delas, que já não brincavam com a gente e só queriam conversar sobre meninos bonitos.
Um dia, minha avó me chamou pra ver uma “entrevista da Narizinho”. Então eu vi, não me lembro em qual programa de TV, a Rosana Garcia de maquiagem e sapato de salto alto. Ali eu tive a confirmação: ela era mesmo uma adulta.
Quando eu soube que a Narizinho e o Pedrinho seriam trocados porque os atores estavam muito crescidos pros papéis eu senti algo estranho. Eu até gostava deles mas não me identificava. Achei natural a troca e de alguma forma eu sabia que se o programa continuasse, eles teriam que sair. Então, ao mesmo tempo em que senti saudades antecipadas, aquele gosto de despedida e uma pontinha (bem pequena, é verdade) de tristeza, me vi invadida por um outro sentimento que foi aumentando cada vez mais: a curiosidade em ver como seriam os rostos dos novos netinhos da vovó.
Um primo meu chegou a escrever uma carta pra ser o Pedrinho. Mas eram tantas cartas... Lembro de ter visto na televisão o Júlio César (Pedrinho) convidando a criançada pra uma festa de despedida com todo o elenco do Sítio. E assim terminou 1980.
No começo de 1981 eu cheguei da escola correndo e sentei na minha poltrona preferida pra ver o Sítio. Eu estava ansiosa! Eu ia conhecer os novos Pedrinho e Narizinho. E logo no começo do programa aparece a Narizinho (Dani). A impressão que eu tive foi a melhor possível. Foi tipo: “Essa é a verdadeira Narizinho!”. Depois eu vi o Pedrinho e concluí: “Agora sim! São como no livro! São crianças como eu e com eles eu posso brincar”. Mas foi uma sensação que eu não expressei com palavras, apenas senti.
Passei a assistir ao Sítio todos os dias, mais atentamente do que nunca!
O primeiro episódio foi "A Chave do Tamanho" e todo mundo ficava pequenininho! Isso me marcou bastante. Na época talvez eu não tenha gravado na memória ou percebido, mas hoje vejo que já no começo daquele episódio, antes do "encolhimento" das pessoas, há uma mensagem ecológica. Quando o tio Barnabé pergunta à Narizinho o que ela fará com o passarinho "dela" (que estava doente e ela cuidou), ela responde: "Ele não é meu, é dele mesmo... vou soltar!
"O episódio "O Espelho da Cuca" foi muito mágico... Tinha A Iara (Angelina Muniz), a Cuca com seu espelho (que na verdade era da Iara) dizendo "Lindonaaa", e um cena que me comoveu: não me lembro bem porque, mas a Emília estava presa em uma garrafa no fundo de um rio e a Narizinho aceitava ficar no lugar dela. O amor da menina por sua boneca a fez trocar de lugar com ela. Aquilo mexeu muito comigo. Fiquei me perguntando se eu faria o mesmo... Essa imagem nunca mais me saiu da cabeça!!!
Eu chorei quando perdi um capítulo do episódio “Rapunzel” porque cheguei atrasada da escola. Então acordei cedo na semana seguinte pra ver a reprise do capítulo às 8 horas da manhã. Nesse episódio a bruxa era a Dona Benta! A Rapunzel era a Lucinha Lins e o príncipe era o Mário Cardoso (ele sempre fazia papel de príncipe, no Sítio!). Um dos melhores de todos os episódios com certeza e o meu preferido, embora tenham tantos que eu adoro! Lembro que teve uma cena em “Rapunzel” que a Narizinho saía na chuva e ficava dançando toda feliz. Depois, toda molhada, levava uma bronca da vovó ao mesmo tempo que ganhava um chá quente. Ela dizia que achava a chuva tão bonita e por isso deu vontade de sair lá fora. Eu ficava com muita vontade de fazer o mesmo quando chovia. Mas minha mãe não deixava! rsrsrs
Mas vou contar a minha história... as minhas lembranças...
A memória de infância mais antiga que tenho do Sítio vem de 1980. Uma cena em especial me marcou: Emília (Reny de Oliveira) e Narizinho (Rosana Garcia) num cavalo dizendo que estavam com “uma perna vazia”. O episódio era “A Rainha das Abelhas” (fiquei sabendo o nome certo muito tempo depois).
Lembro também da morte da Emília, o que me deixou triste. Fora isso lembro de cenas soltas, imagens vagas... Lembro de perguntar à minha avó (isso antes de 80, acho) se eram dois meninos, Pedrinho e Narizinho. Quando ela me respondeu que a Narizinho era menina achei estranho porque o apelido era masculino. Então ela me explicou que ela tinha esse apelido porque ela era a menina do narizinho arrebitado. O cabelo curtinho e enrolado da Rosana Garcia também colaborou pra que eu a confundisse com um menino. Mas depois reparei que ela usava vestidos.
No dia do meu terceiro aniversário, eu ganhei do meu tio a coleção dos livros de Monteiro Lobato dos quais o primeiro é “Reinações de Narizinho”. A coleção tem lugar de destaque na minha estante! Eu não sabia ler ainda, mas ficava vendo as gravuras e ouvia atentamente as histórias que minha mãe, avó e tios liam pra mim. Eu sabia que a Narizinho era uma menina de 7 anos. O que eu achava mais estranho na TV era que os netinhos eram do tamanho ou maiores que a vovó. A Narizinho não se parecia com as minhas amiguinhas, mas sim com as irmãs mais velhas delas, que já não brincavam com a gente e só queriam conversar sobre meninos bonitos.
Um dia, minha avó me chamou pra ver uma “entrevista da Narizinho”. Então eu vi, não me lembro em qual programa de TV, a Rosana Garcia de maquiagem e sapato de salto alto. Ali eu tive a confirmação: ela era mesmo uma adulta.
Quando eu soube que a Narizinho e o Pedrinho seriam trocados porque os atores estavam muito crescidos pros papéis eu senti algo estranho. Eu até gostava deles mas não me identificava. Achei natural a troca e de alguma forma eu sabia que se o programa continuasse, eles teriam que sair. Então, ao mesmo tempo em que senti saudades antecipadas, aquele gosto de despedida e uma pontinha (bem pequena, é verdade) de tristeza, me vi invadida por um outro sentimento que foi aumentando cada vez mais: a curiosidade em ver como seriam os rostos dos novos netinhos da vovó.
Um primo meu chegou a escrever uma carta pra ser o Pedrinho. Mas eram tantas cartas... Lembro de ter visto na televisão o Júlio César (Pedrinho) convidando a criançada pra uma festa de despedida com todo o elenco do Sítio. E assim terminou 1980.
No começo de 1981 eu cheguei da escola correndo e sentei na minha poltrona preferida pra ver o Sítio. Eu estava ansiosa! Eu ia conhecer os novos Pedrinho e Narizinho. E logo no começo do programa aparece a Narizinho (Dani). A impressão que eu tive foi a melhor possível. Foi tipo: “Essa é a verdadeira Narizinho!”. Depois eu vi o Pedrinho e concluí: “Agora sim! São como no livro! São crianças como eu e com eles eu posso brincar”. Mas foi uma sensação que eu não expressei com palavras, apenas senti.
Passei a assistir ao Sítio todos os dias, mais atentamente do que nunca!
O primeiro episódio foi "A Chave do Tamanho" e todo mundo ficava pequenininho! Isso me marcou bastante. Na época talvez eu não tenha gravado na memória ou percebido, mas hoje vejo que já no começo daquele episódio, antes do "encolhimento" das pessoas, há uma mensagem ecológica. Quando o tio Barnabé pergunta à Narizinho o que ela fará com o passarinho "dela" (que estava doente e ela cuidou), ela responde: "Ele não é meu, é dele mesmo... vou soltar!
"O episódio "O Espelho da Cuca" foi muito mágico... Tinha A Iara (Angelina Muniz), a Cuca com seu espelho (que na verdade era da Iara) dizendo "Lindonaaa", e um cena que me comoveu: não me lembro bem porque, mas a Emília estava presa em uma garrafa no fundo de um rio e a Narizinho aceitava ficar no lugar dela. O amor da menina por sua boneca a fez trocar de lugar com ela. Aquilo mexeu muito comigo. Fiquei me perguntando se eu faria o mesmo... Essa imagem nunca mais me saiu da cabeça!!!
Eu chorei quando perdi um capítulo do episódio “Rapunzel” porque cheguei atrasada da escola. Então acordei cedo na semana seguinte pra ver a reprise do capítulo às 8 horas da manhã. Nesse episódio a bruxa era a Dona Benta! A Rapunzel era a Lucinha Lins e o príncipe era o Mário Cardoso (ele sempre fazia papel de príncipe, no Sítio!). Um dos melhores de todos os episódios com certeza e o meu preferido, embora tenham tantos que eu adoro! Lembro que teve uma cena em “Rapunzel” que a Narizinho saía na chuva e ficava dançando toda feliz. Depois, toda molhada, levava uma bronca da vovó ao mesmo tempo que ganhava um chá quente. Ela dizia que achava a chuva tão bonita e por isso deu vontade de sair lá fora. Eu ficava com muita vontade de fazer o mesmo quando chovia. Mas minha mãe não deixava! rsrsrs
Eu amava o Sítio. Amava os personagens, as histórias, as aberturas, as músicas... Comprei álbum de figurinhas do Sítio e tudo o mais... Chegava a sonhar com as aventuras do programa!
1982 foi o melhor ano pra mim, porque passei a estudar de manhã. À tarde eu estava livre pra fazer algum dever de casa, caso houvesse e ver o Sítio tranqüilamente, sem corre-corre. Era o paraíso! E a hora do “Sítio” era sagrada pra mim! Minha avó costumava me trazer coisas de que eu gostava como Nescau, leite em pó, vitaminas...
Era o ano do centenário de Monteiro Lobato e fomos premiados com episódios mais curtos e eletrizantes! Muitos contos de fadas, histórias das “Mil e uma noites” (que adoro!), mil aventuras com a Cuca e os sacis aprontando todas, visitantes dos mais pirados no Sítio, Narizinho no reino das Àguas Claras, Emília cheia de novidades e mistérios...
E em outubro, o especial “Pirlimpimpim”, com um monte de músicas legais, incluindo, além de temas dos personagens fixos do programa, outras músicas como “Rapunzel”, que foi cantada no episódio homônimo do ano anterior. Eu estava mais feliz que pinto no lixo! rsrsrs
Mas em 1983 só se falava em um novo programa que iria estrear: o “Balão Mágico”. Nem se falava no Sítio e havia boatos de que o programa iria acabar. Mas eram apenas boatos felizmente, e o programa voltou. Mas voltou em um horário que detestei: ao meio-dia! Hora que eu estava chegando da escola e tinha que trocar de roupa pra almoçar. Raramente conseguia ver um capítulo inteiro. No primeiro capítulo do ano consegui reparar apenas que a Emília fora trocada. Fiquei decepcionada pois adorava a Reny de Oliveira! No dia seguinte ao comentar este fato com um colega na escola ele falou: “É, e a Narizinho também é outra”. Lembro de ter ouvido “Ah, não!” de colegas que não tinham chegado em casa a tempo de ver o Sítio e não sabiam das trocas das atrizes que viviam a Emília e a Narizinho. Eu só tinha visto a Narizinho de longe, no meio da correria e percebi que ela estava mais morena, o cabelo parecia um pouco mais escuro e não estava exatamente tão lisinho quanto antes; a voz também estava diferente, mais grossinha. Mas embora não tenha pensado nisso racionalmente, a impressão que ficou pra mim é que ela pudesse ter tomado sol nas férias, ter feito algo no cabelo e estar gripada (por isso a voz meio grossinha e rouca). Nem passou pela minha cabeça que pudesse ser outra menina!
No segundo dia do Sítio naquele ano, cheguei correndo da aula e antes de trocar de roupa liguei a TV e estava lá aquela Emília que não parava de piscar os olhos! Eu torci pra que meu colega estivesse enganado quanto à mudança da Narizinho. Nesse dia uma colega minha foi almoçar na minha casa, e quando a Narizinho apareceu nós reparamos bem nela, nos olhamos e falamos ao mesmo tempo, surpresas: “Mas essa aí é a filha da Priscila Capricci!”. Estávamos nos referindo à personagem vivida pela Izabela Bicalho em 1982 na novela “Sétimo Sentido”. Nunca conseguimos vê-la como Narizinho. Era como se fosse a Priscilinha fantasiada de Narizinho.
Um primo meu certo dia comentou: “Já teve três Narizinhos no Sítio; aquela do cabelo enroladinho (Rosana), a Narizinho mesmo (Dani) e essa Narizinho de agora que é a filha da Priscila (Izabela)”.
Eu não entendia porque a Dani tinha deixado o programa já que o Pedrinho (Marcelo José) que era três anos mais velho que ela, continuava. A Dani entrou pro Sítio com a idade ideal pra ficar quatro anos ou até mais! Quando ela deixou o programa era mais nova do que a Rosana Garcia ao entrar! Pouco tempo depois veio a explicação: num jornal que minha avó me mostrou estava uma foto da Dani e o artigo falava que sua família havia se mudado do Rio devido a uma transferência de seu padrasto. Mas ela estava fazendo um filme com os Trapalhões antes de se mudar definitivamente.
Certo dia a filha da minha vizinha, uns dois ou três anos mais nova do que eu, que costumava ir à minha casa pra brincarmos chegou toda feliz me contando a grande novidade: “Você já viu o que vai ter nas férias?”. Eu disse que não e ela continuou: “Vai voltar o Sítio com aquela Narizinho ‘mais boa’ do ano passado!”. Então passei a prestar mais atenção nos intervalos comercias da Globo e de fato: estavam anunciando pras férias de julho/83 as reprises de episódios anteriores e um deles era mesmo com a Dani. Se não me engano os episódios reprisados foram: “A Cuca vai pegar”, de 77 (do qual eu não me lembrava e pude assistir pela primeira vez) e “O Circo de Escavalinho”, de 81.
Em dezembro-83/janeiro-84 vieram mais reprises. “A chave do tamanho”, de 81 e “Aí vem Tom Mix”, de 82 foram os dois episódios reprisados nos quais a Dani era a Narizinho. A TVE também passou a exibir sempre reprises e assim eu conseguia ver o Sítio com aquelas que pra mim eram as verdadeiras Narizinho (Dani) e Emília (Reny). Minhas amiguinhas costumavam ir lá pra casa pra assistirmos juntas às reprises. Eram tardes animadas!!!
Muitas Narizinhos vieram depois... Mas eu acho que todas essas atrizes, em todas as versões do Sítio, acabaram ficando marcadas pela personagem. Umas mais, outras menos, mas todas elas sempre terão a marca de terem um dia, vivido essa mágica personagem de Monteiro Lobato.
*Todas elas terão espaço no sub-site (parte do meu site dedicada à personagem): além de Rosana, Dani, Izabela e Gabriela (as quatro Narizinhos da primeira versão da Globo) estarão lá Lara Rodrigues, Caroline Molinare, Amanda Diniz, Raquel de Queiróz (as Narizinhos da década atual) e a primeira Narizinho da TV Tupi, Edy Cerri, que interpretou a personagem por mais de uma década.
Mas voltando às recordações... Lembro que em 84 minha mãe me disse: “A Narizinho está nessa nova mini-série (‘Anarquistas Graças a Deus’)”. Como a mini-série era exibida à noite e eu tinha que dormir cedo pra acordar cedo no dia seguinte e ir pra escola, eu não pude ver.
Mas dei sorte: de dezembro de 85 a janeiro de 86 a mini-série foi reprisada em versão compacta à tarde. Então eu vi a minha eterna Narizinho interpretando brilhantemente a protagonista da história: a própria Zélia Gattai quando era criança.
Logo depois, o Sítio apresentava seu novo (que acabou sendo o último) episódio, com Gabriela Senra interpretando a Narizinho. Uma Narizinho bem moderna, de short e tênis. Não vi o episódio todo porque viajei. Mas ali era o fim de um sonho. Pelo menos era o fim daquela produção, daquela versão do Sítio na tela da Rede Globo. Fiquei muito triste, mas àquela altura eu tinha outros ídolos que se somavam aos antigos: a turma do Balão Mágico e a Xuxa. E eu ainda tinha o Sítio nas reprises (cada vez mais escassas) da TVE.
Eu cresci e novas reprises vieram, na TVE, depois na Globo... Hoje temos o Youtube... Gravei alguns episódios, comprei outros de quem os gravou e ainda fui presenteada com mais uns...
Sempre tem alguma coisa do Sítio sendo lançada pela Globo em VHS, CD ou DVD. E eu continuo lendo as histórias dos meus livros.
Dia desses, eu estava assistindo ao episódio “A Bela e a Fera” do qual tenho os primeiros capítulos quando minha tia sentou no sofá, enquanto ainda estava passando a abertura do programa, e ficou vendo comigo. Ao ver a Dani logo na primeira cena, ela deu aquela famosa risadinha que os mais velhos dão quando se encantam com alguma criança e disse: “Essa menina trabalhava um bocado bem de Narizinho!”. Eu concordo plenamente!!!
Tivemos uma nova versão do Sítio a partir de 2001, que também já saiu do ar (e agora é reprisada pelo Canal Futura)... Uma versão que na minha opinião não pode ser comparada àquela que vi na minha infância. Mas é bom saber que as crianças de hoje em dia podem ver o Sítio do Picapau Amarelo e mergulhar naquele mundo encantado de Monteiro Lobato!
A turminha do Sítio mora pra sempre em minha cabeça e em meu coração nas figuras de Zilka Salaberry (Dona Benta), Jacyra Sampaio (Tia Nastácia), Daniele Rodrigues (Narizinho), Marcelo José (Pedrinho), Reny de Oliveira (Emília), André Valli (Visconde), Samuel dos Santos (Tio Barnabé), Romeu Evaristo (Saci Pererê), Catarina Abdalla (Cuca), Tonico Pereira (Zé Carneiro), Canarinho (Garnizé) e Ivan Senna (João Perfeito).
FOTOS, Daniele Rodrigues como NARIZINHO (sempre da esquerda pra direita e de cima pra baixo):
- Narizinho, sozinha.
- Narizinho e Emília (Reny de Oliveira).
- Narizinho e Dona Benta (Zilka Sallaberry).
- Narizinho, sozinha.- Narizinho, Pedrinho (Marcelo José) e Emília (Reny de Oliveira).
- Narizinho e tio Barnabé (Samuel dos Santos), com o passarinho.
- Narizinho, sozinha.- Narizinho e Pedrinho (Marcelo José).
E... mais uma vez eu conto um pouco da minha infância. Antes eu homenageei a Xuxa neste blog, agora faço a minha homenagem à Narizinho, especialmente à Dani Rodrigues. Fui uma felizarda porque peguei os melhores programas infantis: Sítio do Picapau Amarelo, Globo Cor Especial, Balão Mágico e Xou da Xuxa. Infelizmente hoje em dia os progrmas infantis estão muito decadentes... Falta criatividade!!! E falta as crianças GOSTAREM de ser crianças.
É isso aí... Abração a todos e uma super-semana!!!
1982 foi o melhor ano pra mim, porque passei a estudar de manhã. À tarde eu estava livre pra fazer algum dever de casa, caso houvesse e ver o Sítio tranqüilamente, sem corre-corre. Era o paraíso! E a hora do “Sítio” era sagrada pra mim! Minha avó costumava me trazer coisas de que eu gostava como Nescau, leite em pó, vitaminas...
Era o ano do centenário de Monteiro Lobato e fomos premiados com episódios mais curtos e eletrizantes! Muitos contos de fadas, histórias das “Mil e uma noites” (que adoro!), mil aventuras com a Cuca e os sacis aprontando todas, visitantes dos mais pirados no Sítio, Narizinho no reino das Àguas Claras, Emília cheia de novidades e mistérios...
E em outubro, o especial “Pirlimpimpim”, com um monte de músicas legais, incluindo, além de temas dos personagens fixos do programa, outras músicas como “Rapunzel”, que foi cantada no episódio homônimo do ano anterior. Eu estava mais feliz que pinto no lixo! rsrsrs
Mas em 1983 só se falava em um novo programa que iria estrear: o “Balão Mágico”. Nem se falava no Sítio e havia boatos de que o programa iria acabar. Mas eram apenas boatos felizmente, e o programa voltou. Mas voltou em um horário que detestei: ao meio-dia! Hora que eu estava chegando da escola e tinha que trocar de roupa pra almoçar. Raramente conseguia ver um capítulo inteiro. No primeiro capítulo do ano consegui reparar apenas que a Emília fora trocada. Fiquei decepcionada pois adorava a Reny de Oliveira! No dia seguinte ao comentar este fato com um colega na escola ele falou: “É, e a Narizinho também é outra”. Lembro de ter ouvido “Ah, não!” de colegas que não tinham chegado em casa a tempo de ver o Sítio e não sabiam das trocas das atrizes que viviam a Emília e a Narizinho. Eu só tinha visto a Narizinho de longe, no meio da correria e percebi que ela estava mais morena, o cabelo parecia um pouco mais escuro e não estava exatamente tão lisinho quanto antes; a voz também estava diferente, mais grossinha. Mas embora não tenha pensado nisso racionalmente, a impressão que ficou pra mim é que ela pudesse ter tomado sol nas férias, ter feito algo no cabelo e estar gripada (por isso a voz meio grossinha e rouca). Nem passou pela minha cabeça que pudesse ser outra menina!
No segundo dia do Sítio naquele ano, cheguei correndo da aula e antes de trocar de roupa liguei a TV e estava lá aquela Emília que não parava de piscar os olhos! Eu torci pra que meu colega estivesse enganado quanto à mudança da Narizinho. Nesse dia uma colega minha foi almoçar na minha casa, e quando a Narizinho apareceu nós reparamos bem nela, nos olhamos e falamos ao mesmo tempo, surpresas: “Mas essa aí é a filha da Priscila Capricci!”. Estávamos nos referindo à personagem vivida pela Izabela Bicalho em 1982 na novela “Sétimo Sentido”. Nunca conseguimos vê-la como Narizinho. Era como se fosse a Priscilinha fantasiada de Narizinho.
Um primo meu certo dia comentou: “Já teve três Narizinhos no Sítio; aquela do cabelo enroladinho (Rosana), a Narizinho mesmo (Dani) e essa Narizinho de agora que é a filha da Priscila (Izabela)”.
Eu não entendia porque a Dani tinha deixado o programa já que o Pedrinho (Marcelo José) que era três anos mais velho que ela, continuava. A Dani entrou pro Sítio com a idade ideal pra ficar quatro anos ou até mais! Quando ela deixou o programa era mais nova do que a Rosana Garcia ao entrar! Pouco tempo depois veio a explicação: num jornal que minha avó me mostrou estava uma foto da Dani e o artigo falava que sua família havia se mudado do Rio devido a uma transferência de seu padrasto. Mas ela estava fazendo um filme com os Trapalhões antes de se mudar definitivamente.
Certo dia a filha da minha vizinha, uns dois ou três anos mais nova do que eu, que costumava ir à minha casa pra brincarmos chegou toda feliz me contando a grande novidade: “Você já viu o que vai ter nas férias?”. Eu disse que não e ela continuou: “Vai voltar o Sítio com aquela Narizinho ‘mais boa’ do ano passado!”. Então passei a prestar mais atenção nos intervalos comercias da Globo e de fato: estavam anunciando pras férias de julho/83 as reprises de episódios anteriores e um deles era mesmo com a Dani. Se não me engano os episódios reprisados foram: “A Cuca vai pegar”, de 77 (do qual eu não me lembrava e pude assistir pela primeira vez) e “O Circo de Escavalinho”, de 81.
Em dezembro-83/janeiro-84 vieram mais reprises. “A chave do tamanho”, de 81 e “Aí vem Tom Mix”, de 82 foram os dois episódios reprisados nos quais a Dani era a Narizinho. A TVE também passou a exibir sempre reprises e assim eu conseguia ver o Sítio com aquelas que pra mim eram as verdadeiras Narizinho (Dani) e Emília (Reny). Minhas amiguinhas costumavam ir lá pra casa pra assistirmos juntas às reprises. Eram tardes animadas!!!
Muitas Narizinhos vieram depois... Mas eu acho que todas essas atrizes, em todas as versões do Sítio, acabaram ficando marcadas pela personagem. Umas mais, outras menos, mas todas elas sempre terão a marca de terem um dia, vivido essa mágica personagem de Monteiro Lobato.
*Todas elas terão espaço no sub-site (parte do meu site dedicada à personagem): além de Rosana, Dani, Izabela e Gabriela (as quatro Narizinhos da primeira versão da Globo) estarão lá Lara Rodrigues, Caroline Molinare, Amanda Diniz, Raquel de Queiróz (as Narizinhos da década atual) e a primeira Narizinho da TV Tupi, Edy Cerri, que interpretou a personagem por mais de uma década.
Mas voltando às recordações... Lembro que em 84 minha mãe me disse: “A Narizinho está nessa nova mini-série (‘Anarquistas Graças a Deus’)”. Como a mini-série era exibida à noite e eu tinha que dormir cedo pra acordar cedo no dia seguinte e ir pra escola, eu não pude ver.
Mas dei sorte: de dezembro de 85 a janeiro de 86 a mini-série foi reprisada em versão compacta à tarde. Então eu vi a minha eterna Narizinho interpretando brilhantemente a protagonista da história: a própria Zélia Gattai quando era criança.
Logo depois, o Sítio apresentava seu novo (que acabou sendo o último) episódio, com Gabriela Senra interpretando a Narizinho. Uma Narizinho bem moderna, de short e tênis. Não vi o episódio todo porque viajei. Mas ali era o fim de um sonho. Pelo menos era o fim daquela produção, daquela versão do Sítio na tela da Rede Globo. Fiquei muito triste, mas àquela altura eu tinha outros ídolos que se somavam aos antigos: a turma do Balão Mágico e a Xuxa. E eu ainda tinha o Sítio nas reprises (cada vez mais escassas) da TVE.
Eu cresci e novas reprises vieram, na TVE, depois na Globo... Hoje temos o Youtube... Gravei alguns episódios, comprei outros de quem os gravou e ainda fui presenteada com mais uns...
Sempre tem alguma coisa do Sítio sendo lançada pela Globo em VHS, CD ou DVD. E eu continuo lendo as histórias dos meus livros.
Dia desses, eu estava assistindo ao episódio “A Bela e a Fera” do qual tenho os primeiros capítulos quando minha tia sentou no sofá, enquanto ainda estava passando a abertura do programa, e ficou vendo comigo. Ao ver a Dani logo na primeira cena, ela deu aquela famosa risadinha que os mais velhos dão quando se encantam com alguma criança e disse: “Essa menina trabalhava um bocado bem de Narizinho!”. Eu concordo plenamente!!!
Tivemos uma nova versão do Sítio a partir de 2001, que também já saiu do ar (e agora é reprisada pelo Canal Futura)... Uma versão que na minha opinião não pode ser comparada àquela que vi na minha infância. Mas é bom saber que as crianças de hoje em dia podem ver o Sítio do Picapau Amarelo e mergulhar naquele mundo encantado de Monteiro Lobato!
A turminha do Sítio mora pra sempre em minha cabeça e em meu coração nas figuras de Zilka Salaberry (Dona Benta), Jacyra Sampaio (Tia Nastácia), Daniele Rodrigues (Narizinho), Marcelo José (Pedrinho), Reny de Oliveira (Emília), André Valli (Visconde), Samuel dos Santos (Tio Barnabé), Romeu Evaristo (Saci Pererê), Catarina Abdalla (Cuca), Tonico Pereira (Zé Carneiro), Canarinho (Garnizé) e Ivan Senna (João Perfeito).
FOTOS, Daniele Rodrigues como NARIZINHO (sempre da esquerda pra direita e de cima pra baixo):
- Narizinho, sozinha.
- Narizinho e Emília (Reny de Oliveira).
- Narizinho e Dona Benta (Zilka Sallaberry).
- Narizinho, sozinha.- Narizinho, Pedrinho (Marcelo José) e Emília (Reny de Oliveira).
- Narizinho e tio Barnabé (Samuel dos Santos), com o passarinho.
- Narizinho, sozinha.- Narizinho e Pedrinho (Marcelo José).
E... mais uma vez eu conto um pouco da minha infância. Antes eu homenageei a Xuxa neste blog, agora faço a minha homenagem à Narizinho, especialmente à Dani Rodrigues. Fui uma felizarda porque peguei os melhores programas infantis: Sítio do Picapau Amarelo, Globo Cor Especial, Balão Mágico e Xou da Xuxa. Infelizmente hoje em dia os progrmas infantis estão muito decadentes... Falta criatividade!!! E falta as crianças GOSTAREM de ser crianças.
É isso aí... Abração a todos e uma super-semana!!!
