segunda-feira, 23 de julho de 2012
Religião Vs. Cultura
Eu venho observando que, de uns tempos pra cá, o crescente fanatismo religioso – principalmente dos cristãos fundamentalistas – vem metendo o nariz onde não é chamado: na cultura popular.
Como se já não bastasse a compra de cinemas e clubes e até mesmo desmatamento de áreas que deveriam ser preservadas para construir igrejas “em nome de Deus”, há grupos que também fazem campanhas ferrenhas contra eventos folclóricos que fazem parte da nossa história desde muito antes dos pais de seus sacerdotes nascerem!
Nos Estados Unidos, país de maioria protestante (ainda – já que há muitas religiões alternativas ganhando cada vez mais força por lá), a maioria das pessoas sabe separar religião dos outros elementos que fazem parte do seu dia-a-dia. Por exemplo: aos domingos vão ao culto e levam seus filhos à “escola dominical”. Mas não deixam de se fantasiar no Halloween e permitir que as crianças peçam de porta em porta “gostosura ou travessura”.
Eles também assistem a programas e filmes de todo tipo, vão a festas, dançam, ouvem todo tipo de música...
No Brasil, a religião fundamentalista incentiva os fiéis a descartarem toda e qualquer diversão, mesmo que esta tenha fortes raízes culturais. O argumento é que tudo que não faz parte da sua crença e não pertence ao seu livro sagrado (de acordo com sua interpretação, claro) é “do mal”, “do diabo”, “não é de Deus”, “é do mundo”. Peraí, para tudo! Mas quem foi mesmo que fez o mundo??? Não foi o tal do diabo! E onde mesmo é que nós estamos? Ah! Na Terra, ou seja: no MUNDO. Ué... então tem coisa errada aí!
Mas fato é que muita gente tem medo do desconhecido e acha mais fácil taxar tudo aquilo que lhe é estranho de “mal”. Enquanto o “seu” lado será sempre considerado o do “bem”.
Por isso os brasileiros de certas ramificações do Cristianismo não aceitam ganhar balas e doces no dia de Cosme e Damião, não brincam Carnaval, não dançam quadrilha nas Festas Juninas (alguns não podem nem mesmo ir à festa comer algum quitute em uma barraquinha), não recebem a Folia de Reis, não vão à festa de Halloween (que copiamos dos americanos)... Alguns nem mesmo comemoram o Natal e/ou a Páscoa.
Condenam tudo, desde Yoga (assim como qualquer prática oriental e símbolos) até biscoitinhos da sorte que vem com a comida do China In Box! Também não leemhoróscopo, já que pra eles Astrologia também “não é de Deus”.
Claro que não estou generalizando. Nem todos cristãos protestantes, ou fundamentalistas de qualquer religião são radicais assim. Mas cada vez aumenta o número de “crentes” que se tornam radicais(bitolados, fanáticos, obcecados, doentes!).
E pra quem é de outra religião ou mesmo não tem religião, ou seja, nós que somos chamados por eles de “mundanos”, fica cada vez mais complicado arranjar assunto pra conversar com eles. Se falamos algo referente ao nosso signo, eles torcem o nariz ou debocham. Se falamosde alguma festa, eles dizem com ar de superioridade: “não frequento festas do mundo”... Uma vez uma fanática gritou pra mim: “tá amarrado em nome de Jesus!” depois de ver no meu braço a minha tatuagem de borboleta. Uma BOR-BO-LE-TA. Se fosse uma cobra ou um morcego ela me batia! E se tivesse escrito “Jesus” ela iria me “abençoar”.
Um dia eu disse que gosto de meditar e ouvi da pessoa com quem eu conversava: “você fala com os espíritos?”. É imenso o preconceito e a desinformação. Mas essas pessoas não parecem interessadas em aprender as coisas pra então, DEPOIS, poder julgar ou opinar.
Um dia chegou na minha casa um amigo que é evangélico e eu estava assistindo a um dos filmes do Harry Porter. Eu o convidei a sentar e acabar de ver o filme comigo. Ele perguntou que filme era e eu respondi. Então ele logo falou: “Não, eu vou embora. Tá amarrado, isso eu não vejo não!”. Fiquei perplexa mas então desliguei a TV e o DVD e disse que assistiria depois. Ele foi mexer nos meus CDs e comentou: “só tem música secular, não dá pra mim”. Eu não aguentei e disse: “tem música de gente normal, se você chama isso de música secular, então que seja. Mas se não tem nada que te agrada aqui não posso fazer nada”. Ele disse que só ouve gospel e eu disse: “você sabe que não sou da sua religião. Não é possível que você não goste de nada na vida que não tenha que enfiar a religião no meio”. Ele, é claro, não gostou. Mas achou normal chegar na MINHA casa, mexer nas MINHAS coisas e ficar criticando com cara de dono da verdade.
Cantar pra Jesus, fazer comida pra Krishna, oferecer moedas a Bhudda. Tudo bem, eu até respeito. De verdade. Não estou aqui pra criticar religiões, mas sim o fanatismo religioso porque acho que pra tudo tem que haverlimites. A religião faz parte da vida das pessoas, mas não tem que se intrometer em tudo que se faz durante o dia!
Ok, a Consciência Cósmica, à qual chamamos de Deus está presente em tudo e todos, assim como em todos os momentos. Eu creio nisso (e respeito quem não crê porque tem muito ateu que com o coração muito mais nobre do que certas pessoas que se dizem religiosas). Mas Deus é uma coisa, e religião no sentido de instituição, rituais, livros, crenças e dogmas é outra, bem diferente!
Quer viver de religião e pra religião? Então entra pra um convento e dedica sua vida toda a isso. Assim, dá pra viver isolado do mundo. Mas já que está aqui fora, é importante participar dos eventos, saber conversar com as pessoas sobre assuntos diferentes... Claro que ninguém tem que gostar de tudo. Eu por exemplo, detesto funk e música sertaneja. Mas respeito as pessoas que gostam e sempre vamos encontrar algum gênero musical de que ambos gostamos.
Mas com pessoas como as que eu citei, torna-se impossível encontrar algum ponto em comum porque tudo que se fala numa conversa, lá vem eles enfiar a religião no meio! E o pior de tudo é que acreditam nesses boatos de que os bonecos dos Smurffssão assassinos, a Coca-Cola tem o símbolo do capeta, tudo que é artista famoso fez pacto com o dito-cujo... E querem nos impor essas crendices goela abaixo! Se você muda de assunto ou diz que não se identifica com a sua crença, se sentem ofendidos e dizem que você está “pecando contra Jesus”!!!
Uma conhecida minha que adora Carnaval tem uma filha que se tornou evangélica, e ao vê-la sambando em frente à TV disse à mãe que ela estava “endemoniada” e precisava procurar uma igreja!
É... parece que com o crescimento das religiões-comércio que geram fanatismo (repito: isso tem ocorrido mais no Cristianismo, infelizmente) toda a cultura popular brasileira corre sério risco de morrer. Será que Deus quer mesmo isso? Um bando de pela-saco que fala nele o dia inteiro mas não é capaz de ser tolerante com o próximo??? Cuidado, fanáticos! Isso é falar o nome de Deus em vão, é pecado! Vocês estão pecando e nem percebem...
Por que disseminar o preconceito contra as outras crenças, como se a sua religião fosse o último biscoito do pacote???
Eu acho que no Brasil isso ocorre muito mais do que nos EUA porque não há seriedade aqui. Hoje é muito fácil abrir uma Igreja em nosso país. Virou comércio! Por isso os líderes dessas congregações tem que manter seus fiéis bastante presos e dependentes, guardando o dinheiro do cinema ou das festas pra Igreja, assim como deixando de comprar CDs “seculares” pra comprar CDs de música gospel.Acredito que por saberem que seus fundamentos não são nada sólidos,esses líderes também tem medo de deixar os fiéis muito soltos por aí, livres pra frequentar ambientes ondem possam encontrar todo tipo de pessoas (e ideias) e de repente serem esclarecidos e acordarem.
Voltando a citar a entrevista da apresentadora Mara no programa Super-Pop da Luciana Gimenez – que já mencionei no post anterior: percebo que é muito difícil pra certas pessoas simplesmente respeitar a escolha do outro e entender que ninguém é superior por pertencer a essa ou aquela religião.
Quando um outro participante do programa (não lembro agora o nome dele) comentou a respeito do sincretismo religioso que existe na Bahia, Mara ficou bastante nervosa e contrariada. O cara não falou por mal! Disse apenas que quando surgiu aquele boato ridículo, nos anos 90, de que a Mara tinha feito macumba pra atrapalhar a ida da Angélica pro SBT, as pessoas talvez a tenham julgado capaz de fazer isso por preconceito por ela ser baiana,já que a Bahia, devido ao sincretismo e à força do Candomblé, é vista como “terra da macumba”.
Luciana Gimenez disse que é contra macumba (magia negra, prática do mal) mas que respeita muito o Candomblé. Ora, o Candomblé é uma religião africana muitooo antiga e merece respeito. Mas parece que a Mara não concorda, porque ela fez uma cara de quem comeu e não gostou e em vez de respeitar as diferenças e aplaudir o sincretismo (que significa no meu ver respeito à crença alheia) disse: “Não, mas isso está diminuindo! Os evangélicos estão crescendo na Bahia”. Que feio, Mara! Pra exaltar a sua fé, jogou a fé dos outros lááá no chão!
O sincretismo religioso é faz parte da cultura baiana e já existe há muito tempo. É tradição as baianas mães de santolavarem as escadas da Igreja do Senhor do Bomfim. Eu acredito que toda tradição não prejudicial (como esta) merece ser respeitada e preservada.
Mas os radicais religiosos combatem toda cultura e tradição como se fosse algo maligno!
Tiro o chapéu pra um pastor da Igreja Batista chamado Ed René Kivitz. Ele merece meu respeito, e as palavras dele foram postadas por mim no blog “Boca no Trombone”. Ele critica os jogadores do Santos que deixaram de ajudar as crianças de uma instituição por ela pertencer a um núcleo espírita, pede respeito a todas as religiões, e diz que ninguém tem o direito de querer que apenas a sua religião prevaleça e que todas as outras sejam liquidadas (como parece ser o desejo da apresentadora Mara e de todos que pensam da mesma forma que ela). Ele acrescenta, em outras palavras que ninguém é dono da verdade, mesmo porque quem saberá em qual livro sagrado ela estará?
Pessoas como este pastor fazem com que a esperançanum futuro de respeito à cultura de todos os povos e (de certa forma)ecumenismo substitua o medo do retorno a um passado de arenas, inquisições, caça às bruxas e guerras santas.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
MACHISMO: Mulher-costela é a @#$% &%$ #&@$%!!!
Entendeu o espírito da coisa, né?!rsrsrs
Pô, machismo (assim como qualquer tipo de preconceito) é inadmissível, ainda mais em pleno século XXI!
Dia desses fiz um post sobre separações e sei que em certos casos (de famosos e anônimos) o casamento acaba porque o homem não deixa a mulher trabalhar e ela um dia se cansa da vida de Amélia que levava.
Um dos casais brasileiros citados no fim daquele meu post, se separou por iniciativa da mulher, depois de ela ter aberto mão da carreira de atriz pra ficar em casa cuidado do marido e dos filhos durante anos e anos. Fala sério! Isso não existe mais! Ok, se foi uma opção DELA, não tem que vir agora reclamar (embora todo mundo tenha o direito de se arrepender das decisões que toma). Mas pode ser que o marido tenha “sugerido” que ela ficasse apenas em casa.
Há muitos casos assim. A mulher abandona tudo por imposição do marido. Ele continua com sua vida como quer, com sua carreira, seu trabalho, suas amizades, sua diversão. Mas a mulher é obrigada a abrir mão de seus objetivos pessoais e de praticamente tudo o mais que havia antes de casar. Ela meio que deixa de existir individualmente pra estar sempre ao lado do marido, pra viver a vida dele e dos filhos - quando estes existem, óbvio.
Estou assistindo novamente à minissérie “Chiquinha Gonzaga”, que está sendo reprisada no Canal Viva! e conta a biografia da compositora brasileira que ousou não se curvar diante do machismo do marido autoritário – que fora escolhido pra ela por seu pai – e não aceitar o lugar que a sociedade destinava às “mulheres de família”. E isso foi no século XIX!
Me recuso a achar normal que isso ainda exista nos dias de hoje e que às vezes seja incentivado pelas próprias mulheres!
Depois da revolução feminista dos anos 60, estaremos nós “encaretando”?! Depois de tudo que a mulher tem conquistado com tanta luta (e ainda épouco)?! Não aceito! Quem anda pra trás é caranguejo!!!
Algumas semanas atrás, eu assisti ao programa “Super Pop”, da Luciana Gimenez. Lá estava a apresentadora Mara “Maravilha”, falando da sua trajetória profissional e religiosa e apresentando sua nova casa em São Vicente/SP assim como seu atual marido, o dentista Alessander Vigna, a quem ela chama carinhosamente de “Doutor Sorriso” (porque ele cuida do “sorriso” das pessoas).
Entre as coisas absurdas que saíram da boca da baiana de 44 anos, uma me fez cair o queixo: ela disse que a mulher tem que obedecer o marido, não deve discutir com ele e nem mesmo precisa amá-lo (basta ser submissa). Parecia mais a mãe da Chiquinha Gonzaga aconselhando-a com palavras desse tipo: “Filha, os homens têm sempre razão, temos sempre que concordar com o que eles dizem”.
Acontece que a Mara vive no século XXI! Luciana Gimenez discordou firmemente (e eu mais ainda)! Como alguém vai obeder alguém sem questionar e ainda mais sem amar essa pessoa?! Mas Mara usou a Bíblia pra justificar seu pensamento.
Minhas perguntinhas que não querem calar:
Será que o fanatismo religioso de certas pessoas vai fazer a gente voltar à “pré-história”?
Será que um dia um(a) presidente escravo(a) da Bíblia irá nos impor vestidões que tampam até nossos tornozelos enquanto os homens, muito elegantes de terno e gravata borboleta vão pros bordéis encontrar as “mulheres-damas” e fazer com elas o que não podem fazer com a “santa” e submissa esposinha que fica no lar se enchendo de filhos?!
Por que é tão difícil pra certas pessoas entenderem que no tempo que a Bíblia foi escrita TUDO era muito diferente e atrasado – e justamente por isso não é possível pôr em prática HOJE tudo que está escrito ali?
“Deus criou o homem primeiro e fez a mulher da costela dele”. Balela! Podem me chamar de herege, dizer que estou blasfemando. Não ligo MESMO. Em “Chiquinha Gonzaga” (e outras séries, documentários, novelas, filmes e livros que narram os tempos antigos) a Bíblia era usada também pra justificar a escravidão: “os negros merecem passar por isso porque na África, eles ou seus antepassados eram todos pagãos”. Pagãos?! Oras, eles tinham sua própria religião!!! Mas isso é assunto pra outro post. Já estou misturando as estações... rsrsrs
Voltando a falar do machismo e dessa história de Adão e “Eva-costela”, encaro isso como uma simbologia da Bíblia, uma alegoria (de certa forma até justificável) inventada pra explicar pras mentes limitadas da época como se deu a criação do mundo e do ser humano. Até minha tia freira me confirmou que a Bíblia está cheia de alegorias que não podem ser tomadas ao pé da letra.
Se formos analisar isso cientificamente, podemos dizer metaforicamenteque na verdade foi Adão que foi feito da costela de Eva. Sim, porque a Ciência já comprovou que no ventre materno, nas primeiras semanas de gestação TODOS os fetos são iguais e todos são MULHERES, de certa forma. Acredito que isso deva-se ao fato de o homem ter o cromossomo X e à mulher não ter o Y (homem = XY e mulher XX). Mas não posso me aprofundar nessa questão porque não sou entendida no assunto.
De qualquer forma, Isso pode representar um escândalo pra Igreja (e pra todas as religiões e seitas cristãs e pseudo-cristãs que existem pelo mundo). Assim como levou muito tempo pra aceitar que a Terra é redonda, acredito que levará mais um tempão pra aceitar que a mulher surgiu primeiro. Mas um dia o Vaticano e Cia terão que se dobrar (novamente) aos fatos comprovados pela Ciência.
Por enquanto só posso comemorar as conquistas femininas e a mudança de pensamento da maioria (espero sim, que seja a maioria) dos homens que hoje vêem a mulher como um ser igual, e ao mesmo tempo lamentar pesamentos como o da Mara e outras pessoas que querem jogar na lata do lixo todo esclarecimento e progresso conquistado pela mulher em nome de suas crenças e dógmas!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Pão com Mortadela e etc...
Com o insuportável e crescente corre-corre do nosso dia-a-dia, muitas vezes deixamos de curtir os momentos e de valorizar as coisas simples e “pequenas” que a vida oferece a todo instante.
No DVD “The Secret” (O Segredo”), um dos apresentadores do documentário, o escritor Neale Donald Walsh (autor da série de livros “Conversando com Deus”) diz: “Se você se sente bem meditando por uma hora, faça isso; se você se sente bem com um sanduíche de salame com salada, então coma um!”.
No Sítio do Picapau Amarelo (versão clássica), no episódio “As Caçadas de Pedrinho”, o personagem Visconde de Sabugosa (André Valli) após correr risco de vida na mata onde há uma onça solta, comenta com Tia Nástácia (Jacyra Sampaio) que o seu café tem “o próprio gosto da vida”. Nisso Dona Benta (Zilka Sallaberry) entra na cozinha e diz que é lindo o que o Visconde está dizendo, porque precisamos mesmo valorizar as coisas simples da vida, e ele então prossegue: “Tomar um café, comer qualquer fruta do nosso pomar, beber um copo de leite da vaca Mocha que a senhora tanto gosta, uma gemada... (vídeo abaixo)"
Uma vez no programa “Mais Você”, da Ana Maria Braga, a vi contar uma história sobre uma mulher que sentiu muita vontade de comer jiló. Ela foi à feira, comprou jiló, voltou pra casa, o cozinhou e comeu com muitaaa vontade! Sentiu-se plenamente feliz naquele momento.
Bom... jiló é um dos pouco legumes que eu não gosto. Mas se ela gosta, que coma e coma muitooo!
Não sei porque temos o hábito de deixar sempre pra depois as coisas que temos vontade de fazer num dado momento. E assim, a vontade passa e acabamos esquecendo. Ficamos sempre tão focados na pressa, nos compromissos, nos horários e não vivemos de verdade.
Eu decidi que não quero envelhecer cantando a música “Epitáfio”, dos Titãs, por mais que eu goste dela (tanto a letra como a melodia). A hora é agora!
Um dia desses, eu estava saindo da locadora de DVDs próxima ao prédio onde eu moro e senti um cheiro tão bom, de mortadela fresquinha. O cheiro vinha da padaria ao lado da locadora. Eu venho tentando, nos últimos anos me tornar vegetariana (e hei de conseguir!). Eu ia passar direto, mas quando já ia atravessar a rua pra vir embora pra casa de repente parei e pensei: “f*da-se, vou comer pão com mortadela!”.
Entrei na padaria e pedi um pãozinho francês com aquela mortadela que estava “cheirando tanto” e uma coca-cola (meu maior vício e fonte da cafeína que eu consumo – já que não bebo café). A moça que me atendeu, muito simpática, disse que eu estava certa em fazer isso porque a gente não leva da vida nada além desses pequenos momentos de prazer. E ali, no balcão de uma padaria do meu bairro, batendo papo com a vendedora, saboreei o pão com mortadela mais delicioso de que eu tenho lembrança! Fazia tempo que eu não comia mortadela, mas muitooo tempo!
Depois, voltei pra casa feliz. Só aquele momento já me valeu o dia!
Outro dia, vi parado na beira da rua um daqueles caminhões antigos, que tem aquelas “antenas” dos lados, com bolas nas pontas. Aqueles caminhões “bochechudos” que quando eu era criança chamava de “caminhão-ônibus” pela semelhança do barulho do motor. Vira e mexe vejo esses caminhões, mas me passam despercebidos devido ao maldito corre-corre.
Mas nesse dia eu fiz uma coisa que eu adorava fazer quando era criança e adolescente: puxar pra baixo aquelas bolinhas das “antenas” do caminhão só pra vê-las balançando. Então ao fazer isso quando passei pelo caminhão, comecei a rir sozinha na rua.
É claro que não podemos fazer exatamente TUDO que temos vontade, porque se alguém de repente sentir vontade de sair correndo pelado pela rua, certamente vai pro xilindró, né?
Mas tem muita coisa que podemos e devemos fazer porque ESTAMOS VIVOS e a vida passar muito rápido. “Curta a vida porque a vida é curta” é uma das minhas frases preferidas!
Coma aquele bolo de padaria que você adora e nunca tem tempo de comprar!
Coma o que tem vontade, na hora que essa a vontade pintar – e sem pressa, saboreando, sentindo o momento... E sem vergonha de lamber os “beiços” como fazem os sábios animais!
Vá à feira nem que seja só pra olhar e andar no meio das barraquinhas sentindo cheiro de churrasco, misturado com outros cheiros como de pastel e mexerica.
Cante embaixo do chuveiro e se permita um momento antiecológico (existem outros modos de economizar água sem que seja preciso encurtar o banho).
Dance na chuva, cheire uma flor no jardim (mas não vá arrancar a coitadinha pra jogar fora depois!), pule muro, solte pipa mesmo não sendo criança... Invente, inove, atreva-se, dê asas à sua imaginação. Permita-se ser você mesmo!
VIVA AGORA! Pra que quando o fim dessa existência corporal estiver próximo você não se arrependa do que NÃO fez e não descubra que apenas existiu mas NÃO VIVEU
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Separações de casais famosos: Bruxa ou Fada?
O enorme número de separações que tem ocorrido nos últimos seis ou sete meses entre casais famosos dentro e fora do Brasil tem gerado muitas manchetes que dizem:”A Bruxa está solta no meio artístico”.
Mas eu me pergunto: será mesmo uma bruxa? Quando se fala em bruxa logo se subentende “bruxa má”. Mas eu acho que em certos casos as separações foram feitas por bruxas boas ou fadas. O casal já ia mal, um já não aguentava nem olhar mais pra cara do outro, era um sacrifício danado acordar e dizer “bom dia”. Então uma linda fada foi lá com sua varinha de condão e libertou essas duas almas sofredoras.
Na minha opinião a separação muitas vezes deve ser tão comemorada quanto um casamento porque pode significar a libertação de dois seres aprisionados pelas circunstâncias.
Que circunstâncias são essas? Ora, podem ser muitas e diferentes. Cada caso é um caso. Uns mantém um casamento desgastado por causa dos filhos, outros por dependerem financeiramente do cônjuge, outros por questões de saúde, de comodidade, por medo de mudanças e desafios, por respeito a dogmas religiosos ou por simplesmente cederem ao preconceito e à caretice que infelizmente ainda existe na sociedade. Tem gente que dá valor às aparências, fazer o que?
Acho pura hipocrisia dizer que “toda separação é dolorosa”. Também acho ridículo ficar procurando culpados. Se o homem pede a separação, ele é o vilão. Se é a mulher que pede, ela é a megera. Ou então jogam a culpa numa terceira pessoa que passa a ser considerada o “pivô” da separação, o(a) destruidor(a) de lares.
Será que as pessoas não pensam que a decisão pode ter sido tomada pelos dois? Será também que ninguém enxerga que quando o amor, o entendimento e a harmonia entre um casal estão em alta não sobra espaço pra uma terceira pessoa? Será que também não percebem que uma união só vale a pena quando os dois estão felizes e não apenas um?
Resolvi escrever sobre isso porque fiquei sinceramente aborrecida em ver/ouvir/ler pessoas dando pitacos na vida alheia como se conhecessem a fundo os motivos que levaram este ou aquele casal a optar pela separação.
KATY PERRY
O ano de 2011 terminou com a chegada da “bruxa” (ou da fada). A cantora americana Katy Perry se separou do marido, o ator e comediante inglês Russel Brand depois de pouco mais de um ano de casados, e o mundo (dos hipócritas) ficou chocado. “Oh! Eles pareciam tão felizes”. Isso mesmo: pareciam, mas será que eram mesmo?
Apenas em junho de 2012 Katy resolveu conversar sobre o divórcio. Sem entrar em detalhes, disse apenas que por ser romântica, acreditou num conto de fadas e fez tudo pro casamento dar certo, mas a realidade é diferente do sonho e o casamento falhou.
Iiihhh... será que foi bruxa mesmo que os separou? Dúvida!!!
JOHNNY DEPP
Na mesma época do divórcio de Katy Perry, circulavam boatos de que a relação nada convencional do ator, produtor e músico americano Johnny Depp com a cantora e atriz francesa Vanessa Paradis havia chegado ao fim depois de 13 anos e dois filhos. Um dos principais motivos para tais boatos foi que ambos estiveram em Paris em novembro/2011 a trabalho (ele para a première francesa de seu filme “The Rum Diary/Diário de um jornalista bêbado” e ela pra um evento de moda) mas se hospedaram em hotéis diferentes, foram e voltaram para os EUA separadamente, e não foram vistos juntos nenhuma vez na capital francesa. Eles já não iam juntos a nenhum evento desde maio de 2010.
Os boatos cresciam, as evidências de separação eram inegáveis (como a ausência dos anéis de compromisso que ambos usavam no dedo anular da mão esquerda havia alguns anos, além de fortes sinais de que eles passaram Natal e Ano Novo separadamente), mas somente em 18 de janeiro de 2012 a notícia partiu como uma bomba dos veículos sérios de imprensa em todo o mundo (internet, revistas – começando pela “People Magazine” – jornais, emissoras de TV e rádio...).
Choveram comentários, críticas, fofocas, suspiros de moças assanhadinhas por saberem da solteirice do galã (e acharem que teriam uma chance com ele!), bisbilhotices em torno do “motivo”, especulações (algumas delas totalmente infundadas) a respeito de uma possível “pivô” e até descrença por parte de alguns fãs que se recusavam a crer que aquilo estivesse mesmo acontecendo com um casal aparentemente tão “perfeito”. Bom, na minha opinião essa perfeição só existia para os olhos menos atentos...
Acontece que Johnny Depp ainda levaria cinco meses pra confirmar o fim do relacionamento oficialmente, através de sua porta-voz. Coincidência ou não, ele fez isso exatamente quando seus filhos terminavam o ano escolar em Los Angeles, e entravam de férias, em meados de junho. Pra mim isso explica porque o ator se manteve todos esses meses em total silêncio sobre a separação.
Houve um certo drama por parte de algumas fãs. Houve até quem se dissesse desapontadinha com o ídolo. Quanta hipocrisia! Desapontadas porque o cara resolveu parar de fingir que era feliz pra se permitir ser feliz de verdade?!
Revendo fotos do casal desde quando as crianças ainda eram bem pequenas consigo enxergar um Johnny conformado, resignado. Mas não radiante, animado. Ele havia perdido o brilho de seu olhar e a marotice de seu sorriso. De 2011 pra cá ele recuperou isso e independente de estar de namorada nova ou não, fato é que nas recentes imagens em que ele aparece nos sets de filmagens de seu novo longa-metragem “The Lone Ranger” (O Cavaleiro Solitário) ou em bares e eventos tocando guitarra ou bateria com os amigos, ele demonstra estar muito feliz, exultante! E espontâneo como há muito tempo não se via!
Sua relação com os filhos – que são seus verdadeiros tesouros – não está abalada por causa da separação, visto que tanto a menina (Lily-Rose) de 13 anos recém-completos, como o menino (Jack) de 10 estavam muito alegrinhos na plateia do MTV Movie Awards em 03 de junho assistindo o pai tocar guitarra no palco e receber um merecido prêmio por sua contribuição ao cinema.
Por não terem se casado legalmente, de acordo com o Canal E! Johnny não terá que dar metade de sua fortuna à Vanessa. Pelas leis da Califórnia, onde moraram com os filhos desde 2005 ou 2006, Johnny terá que pagar apenas a pensão alimentícia dos filhos. Mas comenta-se que ele deu um bom dinheiro à sua ex-companheira além de passar a casa que possuíam na França pro nome dela e dos filhos. A separação foi, de acordo com a porta-voz de Johnny, amigável. E ao contrário do que dizem os boatos e fofocas, já está tudo mais do que acertado e não há brigas nem disputas judiciais.
Bom... no caso deles estou certa de que foi uma FADA ou uma bruxinha muito bondosa que fez a separação, com muita dignidade e respeito pelos inocentes frutos dessa relação. Uma relação que ao que tudo indica, já havia se desgastado há muitos anos e se arrastou por tempo demais por causa dos filhos e do medo de que eles pudessem sofrer. Porém, acho que os filhos sofrem muito mais convivendo com pais infelizes, que já não se amam nem se entendem, que vivem brigando ou se esforçando pra manter uma mentira – que mais cedo ou mais tarde irá fatalmente desmoronar. Hoje, depois de observar bem, penso o seguinte sobre este casal: Já terminou TARDE. Que cada um siga seu caminho livremente, tenha novas – e maravilhosas – experiências amorosas e seja muito feliz, cientes de que o amor entre pais e filhos, este sim, é pra sempre e nunca pode ser deixado de lado.
ÚLTIMAS APARIÇÕES DE DOIS DOS CASAIS MAIS FAMOSOS DE HOLLYWOOD (fotos de paparazzi):
Acima e abaixo, vemos fotos da última vez que Johnny Depp e Vanessa Paradis foram vistos juntos, em 22 de novembro de 2011, em Los Angeles/Califórina/EUA. De acordo com a imprensa internacional nessa época eles já estavam separados, mas acompanharam o filho Jack, na época com 9 anos, que precisou da presença dos dois. Ao que se comenta estavam indo ou voltando da escola do menino.
TOM CRUISE
Acima e abaixo vemos as últimas fotos de Tom Cruise e Katie Holmes ainda como um casal em 16 de junho de 2012, na Islândia. Eles jantaram juntos pela última vez, de acordo com a imprensa internacional. E os paparazzi que tiraram as fotos disseram que não desconfiaram que pudesse já estar havendo algum desentendimento entre eles.
A bola da vez agora são os atores americanos Tom Cruise e Katie Holmes. Ninguém além deles pode saber o que de fato aconteceu. Mas muita gente faz drama e se diz chocadinha porque ela pediu o divórcio e se mandou com a filha pra Nova York, deixando-o sozinho na Islândia onde ele está gravando seu novo filme "Oblivion".
Muito se especula, mas ao que se sabe, a religião de Tom influenciou e muito na decisão de Katie. Ela queria uma vida normal pra menina Suri, de seis anos, filha única do casal, o que a Cientologia, que é seguida de maneira fanática pelo ator não permite. A menina não podia frequentar escola pública, tinha que estudar em casa. Katie não concordava com isso e as discussões entre o casal em a respeito da educação da filha se tornaram frequentes.
Às vésperas do aniversário de 50 anos do ator, Katie pediu o divórcio e a guarda da filha. Previa-se uma longa batalha judicial mas eles acabaram entrando em acordo pra evitar especulações da mídia, o que considero uma sábia decisão.
Nesse caso não sei dizer se foi fada ou bruxa porque não acompanho muito nenhum desses dois atores e não percebi nada de errado. Mas li há um tempinho, umas fofocas dando conta de que Katie estava insatisfeita com o casamento e com as muitas regras impostas por Tom a ela e à filha. Achei que fossem apenas fofocas e boatos, mas hoje vejo que tinham um fundo de verdade já que se confirmaram com este surpreendente divórcio.
O motivo nesse caso parece não ter sido falta de amor entre o casal e não teve terceira pessoa envolvida. Mas a criação da filha parece ter sido o ponto de desentendimento. Se a menina não estava feliz com a criação imposta pelo pai, acredito que uma FADA ou bruxa do bem os separou. Mas se o casal ainda se ama, haverá sofrimento que terá que ser superado com o tempo.
O que quero dizer com isso tudo é que cada caso é um caso...
OUTROS CASOS...
E muitas outras separações tem acontecido: Seal e Heidi Klum (depois de sete anos e três filhos), Demi More e Ashton Kutcher (depois de seis anos), Tande e Lisandra Souto (depois de 15 anos e dois filhos), Bruno Galiasso e Giovana Ewbank (depois de dois anos)... Isso só pra citar alguns dos casos mais polêmicos.
Só acho uma separação realmente triste quando o casal se ama e está feliz junto; e então acaba se separando impensadamente depois de uma briga, ou então por orgulho, mal entendidos ou intrigas de terceiros.
E desteto o "dramalhão mexicano" que algumas pessoas fazem em torno disso. Estamos no século XXI! Não está dando certo? Vai cada um pro seu lado cuidar de ser feliz, pô! E tenho dito!
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Living In "Muvuca City"
Eu tenho que dizer: estou cansada, muitooo cansada. Essa cidade me estressa! Amo-a. Mas ela consegue me tirar do sério! Juiz de Fora já foi chamada de “cidade-ruído” e “cidade-barulho” por poetas, jornalistas e blogueiros. Pra mim é mais que isso, é “cidade-muvuca”.
Andar em linha reta nas ruas e calçadões do centro de JF tornou-se um desafio pra qualquer pedestre. É impossível dar cinco passos sem ter que desviar dos outros, ou sem levar esbarrões, empurrões, cotoveladas e pisadas nos pés! O trânsito que já era um inferno, consegue ficar cada vez pior. Dirigir aqui é irritante! Andar a pé está ficando sacrificante.
Há um tempinho ouvi um palestrante dizendo o quanto as ruas e avenidas (e isso inclui as calçadas) de JF estão insuportáveis. Ele comentou que passou a andar menos de carro (pra fugir dos engarrafamentos e todos os problemas de trânsito) e passou a andar mais a pé. Porém, como andar a pé está cada vez mais difícil “vejo que vamos ter que aprender a voar”. Quando ele disse isso todo mundo riu, porque é realmente uma piada – mas uma piada que reflete a realidade. Muitos juiz-foranos daqui a pouco vão querer imitar o Dédalo da Mitologia Grega e construir asas pra sobrevoar a cidade (é só não dar uma de Ícaro e querer voar alto demais!).
Gosto de urbanidade. Sempre fui urbana. Gosto de gente, de cinema, teatro, shows, eventos, shopping, restaurantes, comércio, movimento... Não gosto de mato porque tenho medo de cobra – embora eu ame e respeite a natureza e procure, à minha maneira defender os animais e conscientizar aspessoas em relação a isso. Mas sinceramente... tudo que é demais enjoa (como diziam minha avó e minha mãe). Às vezes sinto falta de ar puro e silêncio.
Daqui a alguns anos, cidades como JF, com crescimento desordenado e um centro muito mal organizado tendem a parar. Isso mesmo: PARAR. Se os carros não conseguem mais andar nas ruas, se as pessoas não conseguem mais caminhar nas calçadas, se falta espaço pra tudo e pra todos... A CIDADE PÁRA. Claro que antes disso, espero eu, alguma solução pra este problema há de ser encontrada (e que não demore muito!).
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Se o filme for dublado EU NÃO QUERO!!!
Eu amo cinema. Sou cinéfila assumida e já deixei isso claro aqui no blog em várias ocasiões.
Porém evito ao máximo ver filmes dublados, porque gosto de saborear a arte, o show de atuação dos atores e atrizes. E muito disso está na voz.
Anteontem foi um sábado muito frustrante pra mim porque aguardei ansiosamente por um filme que queria muito ver: O Discurso do Rei. Eu não tinha o visto no cinema (nem lembro porque) e ia alugá-lo. Mas ele foi anunciado no canal HBO, que está no meu pacote SKY.
Sei que o HBO 2 é tudo em português e sempre que vejo filmes no HBO1, estava tendo a sorte de ver apenas filmes com o som original e com legendas em português. Pensei: o HBO1 exibe os filmes legendados e o HBO2, dublados. Legal, tem pra todo mundo!
Deixei de sair pra ver o filme. Num mini-programa que vem antes do filme foi mostrado o ator Colin Firth dizendo que treinou muito pra interpretar o rei gago. Alguns trechos legendados do filme foram mostrados e eu estava ansiosa pra ver a interpretação do ator, que o levou a ganhar o Oscar.
Mas quando o filme começou eu não acreditei! ERA DUBLADO E TAMBÉM LEGENDADO EM PORTUGUÊS! Olhei pra ter certeza que eu estava mesmo no HBO1 e não no 2 e realmente, era o HBO1!!! E o pior é que a legenda era diferente da dublagem... HORRÍVEL. Simplesmente desisti logo no começo e coloquei um filme meu pra assistir. Vou alugar amanhã o Discurso do Rei e assim apreciar de maneira COMPLETA a excelente atuação de Colin Firth e cia!
Com todo respeito aos dubladores... sou a favor de dublagem em desenhos animados e séries de TV. Mas no CINEMA, na SÉTIMA ARTE... NÃOOO!!! Dublagem nos impede de ver boa parte do talento dos atores, do trabalho deles pra compor os personagens...
Ninguém é obrigado a saber inglês, mas poxa... existe a LEGENDA!
Sem generalizar mas... brasileiro tem preguiça de ler legenda... É por isso que certos filmes surgem até mesmo NO CINEMA com versão dublada. Quando assisti "Crepúsculo" no cinema pela primeira vez, o vi legendado. Beleza. Vi de novo, e de novo, e de novo.
Mas quando já estava prestes a sair de cartaz eu quis ver de novo e fiquei decepcionada ao ver que a versão exibida era a dublada. Eu não sabia se ria ou chorava quando ouvia na voz da dubladora (com uma vozinha totalmente sem emoção) a personagem Bella dizer na introdução: "Morrer na casa de alguém que amamos parece uma boa maneira de morrer". NA CASA!!! Quando o certo é "morrer no lugar de alguém que amamos...". Isso porque ela seria morta EM VEZ da mãe dela. Portanto NO LUGAR. E não NA CASA. Mas traduziram a palavra "place" como "casa" sem ligar a mínima pro sentido da frase e sem conhecimento algum da história que estava sendo apresentada, muito menos sem pesquisar no livro que gerou o filme.
Isso sem falar em muitas outras bolas fora que vejo nas dublagens!!!
Por isso digo, a Herbert Richers é uma das poucas empresas de dublagem que apresentam uma certa qualidade e tem dubladores que se esforçam pra passar alguns sentimentos em suas vozes. O resto... deixa quieto!!!
Por isso vai aqui o meu protesto... CHEGA DE FILMES DUBLADOS!!!
E brasileirada, na boa... chega de preguiçaaaa!!!!!!!!!!!! rsrsrsrsrsrsrs
Porém evito ao máximo ver filmes dublados, porque gosto de saborear a arte, o show de atuação dos atores e atrizes. E muito disso está na voz.
Anteontem foi um sábado muito frustrante pra mim porque aguardei ansiosamente por um filme que queria muito ver: O Discurso do Rei. Eu não tinha o visto no cinema (nem lembro porque) e ia alugá-lo. Mas ele foi anunciado no canal HBO, que está no meu pacote SKY.
Sei que o HBO 2 é tudo em português e sempre que vejo filmes no HBO1, estava tendo a sorte de ver apenas filmes com o som original e com legendas em português. Pensei: o HBO1 exibe os filmes legendados e o HBO2, dublados. Legal, tem pra todo mundo!
Deixei de sair pra ver o filme. Num mini-programa que vem antes do filme foi mostrado o ator Colin Firth dizendo que treinou muito pra interpretar o rei gago. Alguns trechos legendados do filme foram mostrados e eu estava ansiosa pra ver a interpretação do ator, que o levou a ganhar o Oscar.
Mas quando o filme começou eu não acreditei! ERA DUBLADO E TAMBÉM LEGENDADO EM PORTUGUÊS! Olhei pra ter certeza que eu estava mesmo no HBO1 e não no 2 e realmente, era o HBO1!!! E o pior é que a legenda era diferente da dublagem... HORRÍVEL. Simplesmente desisti logo no começo e coloquei um filme meu pra assistir. Vou alugar amanhã o Discurso do Rei e assim apreciar de maneira COMPLETA a excelente atuação de Colin Firth e cia!
Com todo respeito aos dubladores... sou a favor de dublagem em desenhos animados e séries de TV. Mas no CINEMA, na SÉTIMA ARTE... NÃOOO!!! Dublagem nos impede de ver boa parte do talento dos atores, do trabalho deles pra compor os personagens...
Ninguém é obrigado a saber inglês, mas poxa... existe a LEGENDA!
Sem generalizar mas... brasileiro tem preguiça de ler legenda... É por isso que certos filmes surgem até mesmo NO CINEMA com versão dublada. Quando assisti "Crepúsculo" no cinema pela primeira vez, o vi legendado. Beleza. Vi de novo, e de novo, e de novo.
Mas quando já estava prestes a sair de cartaz eu quis ver de novo e fiquei decepcionada ao ver que a versão exibida era a dublada. Eu não sabia se ria ou chorava quando ouvia na voz da dubladora (com uma vozinha totalmente sem emoção) a personagem Bella dizer na introdução: "Morrer na casa de alguém que amamos parece uma boa maneira de morrer". NA CASA!!! Quando o certo é "morrer no lugar de alguém que amamos...". Isso porque ela seria morta EM VEZ da mãe dela. Portanto NO LUGAR. E não NA CASA. Mas traduziram a palavra "place" como "casa" sem ligar a mínima pro sentido da frase e sem conhecimento algum da história que estava sendo apresentada, muito menos sem pesquisar no livro que gerou o filme.
Isso sem falar em muitas outras bolas fora que vejo nas dublagens!!!
Por isso digo, a Herbert Richers é uma das poucas empresas de dublagem que apresentam uma certa qualidade e tem dubladores que se esforçam pra passar alguns sentimentos em suas vozes. O resto... deixa quieto!!!
Por isso vai aqui o meu protesto... CHEGA DE FILMES DUBLADOS!!!
E brasileirada, na boa... chega de preguiçaaaa!!!!!!!!!!!! rsrsrsrsrsrsrs
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Texto: Quando me amei de verdade...
Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circustância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje, faço o que acho certo e no meu próprio rítmo. Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e eu me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna umagrande e valiosa aliada.
* Autor desconhecido. Eu estava numa loja de xerox, dessas que a gente não entra, mas é atendido por uma espécie de "janela", aberta de um lado a outro. Na parede, ao meu lado estava este texto colcado com durex, escrito em computador e impresso em folha de ofício. Pedi na mesma hora que fizessem uma cópia pra mim. Ninguém na loja soube me informar quem é o autor. Se alguém aqui souber, por favor, nos diga. Obrigada.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje, faço o que acho certo e no meu próprio rítmo. Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e eu me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna umagrande e valiosa aliada.
* Autor desconhecido. Eu estava numa loja de xerox, dessas que a gente não entra, mas é atendido por uma espécie de "janela", aberta de um lado a outro. Na parede, ao meu lado estava este texto colcado com durex, escrito em computador e impresso em folha de ofício. Pedi na mesma hora que fizessem uma cópia pra mim. Ninguém na loja soube me informar quem é o autor. Se alguém aqui souber, por favor, nos diga. Obrigada.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A Confusão das Palavras
Moranga (com camarão)
Abóbora bahiana (frequentemente confundida com a moranga)
Batata Barôa (a "mandioquinha" dos paulistas)
Mandioca/Aipim/Macaxeira
Caricatura do Mussum - um "inventador" de palavras!
O que eu chamo de "moranga" é uma abóbora arredondada e achatada, cheia de "curvinhas" e com a casca cor-de-laranja (ou cor-de-abóbora - rsrs), parecida com uma pitanga gigante. É ela que é vendida nos mercados como "abóbora moranga". Mas deveria se chamar (abóbora pitanga"). Na Internet constatei que eu estava certa, essa é a abóbora que se usa pra rechear com camarão. A verdadeira moranga.
Mas minha amiga, que é de Paraíba do Sul/RJ, disse que sempre conheceu essa abóbora de casca verde-escura e dura por "moranga". Eu disse: "o que ela tem de moranga? A outra é vermelhinha por dentro e isso justifica o nome. Essa que você trouxe é verde por fora e amarela por dentro." Mas percebi que no mercadinho do meu bairro onde ela comprara a "moranga-não-moranga" essa abóbora também era conhecida pela vendedora como "moranga"! Bom... então não é uma questão regional.
Interessante isso dentro de uma mesma cidade. Quando lidamos com obras, reformas da casa e tal, nos deparamos muito com isso. As peças e materiais sempre tem vários nomes. Por exemplo: aquela armação que fica em volta das portas de mandeira. Há quem a chame de "guarnição", há quem a chame de "portal" e ainda há um terceiro nome que eu não me lembro agora. A parte dos canos de água que tem uma dobra no meio também tem vários nomes: "joelho", "cotovelo", "curva"... Cada pedreiro, cada vendedor de loja, cada consumidor fala de um jeito diferente.
Mas há também situações em que o "problema" são os dialetos regionais, as diferentes palavras. Uma amiga minha leu uma receita em uma revista: "Purê de mandioquinha". A revista era de São Paulo, mas ela nem pensou nisso. Mandou a empregada comprar mandioca e fez o purê do jeito que estava na receita (na qual não havia fotos). Não gostou muito do resultado mas comeu. Tempos depois, vendo um programa na TV descobriu que a "mandioquinha" que estava sendo citada ali não é a mandioca também conhecida como aipim. Essa "mandioquinha" dos paulistas é aquilo que conhecemos aqui em JF por "batata barôa" (o que aliás, eu detesto!). Descobri também que há localidades em que essa batata é conhecida também por "cenoura amarela".
Uma vez, no meu antigo bairro, um paulista que estava à passeio foi à padaria e pediu uma "bengala". O vendedor olhou pra cara dele assustado e disse: "mas aqui é uma padaria, não trabalhamos com madeira". rsrsrsrs O paulista queria o que conhecemos por uma "bisnaga" de pão. Hoje em dia quase não se vende mais aquilo porque o famoso pãozinho praticamente substituiu as antigas bisnagonas e bisnaguinhas.
Uma coisa parecida aconteceu alguns anos atrás no Rio de Janeiro. Uma amiga minha gaúcha foi passar uns dias de suas férias no Rio de Janeiro na casa de outra amiga nossa. Eu também fui lá e estive com ela, quando ela me contou o que tinha acontecido uns dias atrás: ela foi à padaria a pedido da amiga. Chegando lá pediu um "cassetinho". O vendedor começou a rir e não entendeu nada. rsrsrs É que os gaúchos chamam assim o famoso pãozinho do qual já falei no parágrafo anterior.
Quando eu era criança, novamente no meu antigo bairro (Benfica) uma menina de São Paulo que passava as férias sempre na casa dos parentes aqui em JF disse "pisei na póça!". E nós achando que ela estava falando errado, a corrigíamos: "é poça e não 'póça"! Mas ela insistia em dizer que ela era quem estava certa, porque aprendeu assim na escola. E ela não estava errada porque em SP essa palavra é pronunciada assim mesmo, como se tivesse um acento agudo no "o". Já a letra "o", eles falam "ô" enquanto nós (do resto do Brasil - exceto SP, e alguns locais de MT e do sul) falamos "ó"; e a letra "e" eles falam "ê" enquanto nós falamos "é".
Não esqueço também de uma frase dita por uma prima paulista que veio de férias. Estávamos brincando e ela quis brincar com água e de repente falou: "enche a bexiga". Eu e minhas amigas nos olhamos assustadas. Por vim ela apareceu com uma bola de soprar, era aquilo que ela queria encher com água, e não ficar segurando a urina! rsrsrsrs
No velório da minha avó todos estavam preocupados com a minha mãe. Ela não parava um minuto e não tinha comido nada. Uma prima minha, de Belo Horizonte me chamou no portão quando eu chegava em casa, vindo da capela. "A sua mãe precisa comer um trem", ela disse. Eu olhei bem dentro dos olhos azuis dela e tive que segurar a risada porque eu tenho a mania de dar crises de riso nas horas mais impróprias principalmente porque imagino a cena mencionada. Me veio na mesma hora a imagem da minha mãe comendo um trem (trem mesmo, com locomotiva e vagões)! rsrsrsrs
Ok, um "trem" pode ser qualquer coisa (principalmente pros mineiros), mas geralmente coisa ruim. Ou então algo dito por brincadeira. Eu nunca na minha vida tinha ouvido a expressão "comer um trem". E ela falou tão séria, num momento sério como aquele. Me espantei mesmo. Estaria ela brincando num momento daquele? Acho que a minha prima percebeu meu espanto e quando eu a encarei e disse: "O quêêê???". Ela emendou: "arruma alguma coisa pra sua mãe comer porque ela tá há muito tempo sem comer nada". E eu: "Ah, sim... vou arrumar...".
"Comer um troço" ainda vá lá. Na minha casa falavam isso às vezes, principalmente meu tio. Mas um troço ninguém sabe o que é. É tudo e não é nada. Mas um "trem"... é impossível na vir à mente aquele veículo de transporte que um dia já representou o progresso. rsrsrs
Quando eu era criança (eu vou e volto no tempo, aqui estou de volta à infância), mudou-se pra perto de nós uma carioca que ia quase todas as noites lá pra casa e ficava vendo a novela das oito com a gente. Ela levava o neto dela, com quem eu brincava muito. Um dia ela disse que "a bica está entupida". Eu ri. "Bica???" Minha mãe me tascou um beliscão e depois me explicou que em certos locais da capital carioca "as pessoas até hoje chamam torneira de bica". Esse "até hoje" era nos anos 80. Não sei atualmente. Pelo menos os meus parentes do Rio não chamam torneira de bica. rsrs
Num papo via msn com aquela minha amiga gaúcha já citada, ela disse que ia chupar "bergamota". E eu perguntei o que era isso e ela: "uma fruta, você não conhece?". E eu disse que não. Depois descobri que é um tipo de tangerina conhecida também por mexerica, pocam, mocoti... (varia de acordo com o tamanho da tangerina).
São casos e mais casos... As palavras podem mudar de pessoa pra pessoa, bairro pra bairro, cidade pra cidade, estado pra estado, região pra região do país...
Pipa, aquele brinquedo de papél também conhecido como papagaio (quando em formato de losango) ou pandorga (no sul do Brasil) em Niterói/RJ é chamado de cafifa! Mas atravessando a ponte e chegando à capital carioca, volta a ser pipa de novo. rsrsrs
É... o Brasil tem dessas coisas. Mas não é só no Brasil. Nos EUA, nos paises da europa e ao que tudo indica, de todo o mundo, as palavras, dialetos, expressões, gírias e sotaques também mudam de acordo com o local, com a cultura, com os hábitos, com a escolaridade, com a época, com a geração, etc.
Até podemos inventar palavras e criar nosso próprio dicionário! Há alguns especialistas nisso. Quem não lembra do Mussum e seu "mé"? (Mé = cachaça). Não sei de onde ele tirou isso mas na época pegou, "Cacildis"!
E ainda há a linguagem dos sinais dos surdos-mudos, o braile dos cegos... E os gestos que a gente faz todos os dias e que podem significar a mesma coisa em vários países e coisas totalemte diferentes em outros.
Por falar nisso, meu avô português que eu não cheguei a conhecer, certa vez disse a uma adolescente amiga da familia: "entre, rapariga". A menina entrou chorando e depois reclamou com a minha avó que o meu avô a tinha xingado. rsrsrsrs Depois tudo ficou explicado, claro. É que para os portugueses "rapariga" é moça, mocinha, jovem. Mas pra nós brasileiros, isso era muito usado no passado como sinônimo de prostituta.
Palavras, palavras, palavras. São elas que nos confundem. Mas também é graças a elas que conseguimos desfazer qualquer mal entendido que elas possam causar. rsrsrs
Até mais!!!
domingo, 10 de julho de 2011
Johnny Depp: Três faces de um talento único!
(JULHO/2014: Texto atualizado, com muitas fotos novas!)
O Chapeleiro Maluco em "Alice no País das Maravilhas".
O Professor de Matemática Frank Tupelo em "O Turista".
E a volta do nosso velho (anti) herói Capitão Jack Saparrow em "Piratas do Caribe 4".
E não é pra menos, porque ele também não sai das telonas! Que bom!!!
É... Eu ia falar só do último ano porque senão o blog seria pequeno pra tanto texto e fotos, afinal, este grande ator já nos encanta com seu talento há quase três décadas! Mas resolvi, antes de tudo, fazer um "flashback", já que é a primeira vez que dedico um post especificamente a ele:
A primeira vez que vi esse rosto e li esse nome foi na capa de uma revista "Querida", de 1989. Ele fazia parte do elenco da série de TV "Anjos da Lei", mas já tinha feito alguns filmes como "A Hora do Pesadelo" e "Platoon". Eu não via "Anjos da Lei" e não lembro se àquela altura eu já tinha visto "A Hora do Pesadelo" ou não. Mas só sei que quando vi não o reconheci. Platoon com toda certeza eu não tinha visto - e não o vi até hoje porque filme de guerra não faz meu estilo; talvez um dia resolva "encarar"!
Mas voltando à capa da revistinha... Johnny Depp, aquele rosto com inegáveis traços indígenas. Li sobre ele mas não dei muita importância, primeiro porque devia ser só mais um galãzinho que em poucos anos seria esquecido e segundo porque ele não fazia muito o meu tipo. Atenção para as palavras FAZIA (precedida por um "não" e no pretérito) e MUITO (que não é o mesmo que "nem um pouco"). rsrsrs
Felizmente eu estava enganadíssima! A maioria dos outros rostos que estampavam aquela resvista de adolescentes sumiram. Mas o dele não e eu pude descobrir seu imenso talento quando assisti no "Supercine" ou "Tela Quente" ao filme "Edward Mãos de Tesoura". Estava lá aquele estranho "ser", incrivelmente feio e com tesouras no lugar das mãos, mas igualmente sensível e encantador, graças à perfeita interpretação de Johnny.
O segundo filme que vi com ele foi "Gilbert Grape, Aprendiz de sonhador". Do começo ao fim dos anos 90, eu e mais uma turma que incluía primos(as), amigos(as) da vizinhança ou do grupo amador de teatro e dança que eu comandava na época nos reuníamos sempre, geralmente na minha casa pra assistir filmes. Íamos à locadora de VHS, cada um escolhia um filme (ou, para alugar apenas um ou dois filmes, escolhíamos por votação), e pagámos na base da "vaquinha".
Quando não comprávamos umas besteiras na rua pra comer durante as "seções", minha mãe sempre fazia algo gostoso pra gente, de pipoca a sanduíches. Víamos de tudo um pouco, exceto filmes pornôs, é claro! rsrsrs
Numa dessas visitas à locadora, escolhemos, entre outros, "Gilbert Grape". Me amarrei na história e em especial no personagem do Johnny Depp. Ele e o Leonardo DiCaprio deram um verdadeiro show de interpretação e me ecantou a relação tão bonita entre aqueles dois irmãos.
Eu sei que o Johnny odiou fazer a cena em que teve que dar umas "porradas" no irmão com problemas mentais e ficou se desculpando o tempo todo com o "Leo". Mas pra ser franca, quando vi a cena, gostei! Na vida real eu não faria aquilo, nem acho legal. Mas vendo o filme, aquele garoto às vezes irritava e parecia se aproveitar de seu problema pra abusar da boa vontade do irmão. Mesmo assim, acho linda a amizade dos dois.
Ali, vendo o "Gilbert Grape", eu estava virando fã de Johnny e não sabia! É um dos personagens mais belos que ele já fez. Sim, é um personagem bem normal - anormal era a vida dele e aquele família que ele tinha que aturar! A única que escapava era a mãe dele, uma vítima do preconceito. Mas aquelas irmãs, ninguém merece! rsrsrs Estou sempre voltando a ver esse filme. A única coisa que não gosto muito ali é do cabelo do Johnny tingido de um louro muito esquisito...
Um tempo depois, pra nossa "seção de cinema em casa" alugamos o "Don Juan De Marco" e Johnny se consolidou como o meu ator de cinema preferido. Eu o achava simplesmente o melhor! Ele era ainda um ator em começo de carreira, pode-se dizer (comparando ao que ele é hoje) e mesmo contracenando com um monstro sagrado como Marlon Brando, não deixou nada a desejar a ele! Johnny encarnou perfeitamente o jovem romântico e inconformado com a realidade de sua vida que assim, sem mais nem menos, decide simplesmente ser "Don Juan".
Enquanto outros atores como John Travolta e Brad Pitt me encantaram primeiro por sua beleza e charme pra depois eu admirá-los como os grandes atores que são, com o Johnny aconteceu o contrário: o que primeiro me chamou a atenção nele não foi seu inegável charme e sua beleza exótica, mas sim seu talento e sua versatilidade em cena.
E foram vindo mais e mais filmes com ele! "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (que me meteu medo e me fez torcer pelo cativante personagem do Johnny), "Chocolate" (que me deu inveja da atriz Juliette Binoche porque o personagem do Johnny é um doce de coco - com chocolate, claro), "Em Busca da Terra do Nunca" (que me fez rir e chorar, filme lindo, Johnny mais que perfeito no papel do criador de "Peter Pan")...
Enfim... muitos filmes! Exibidos na televisão, alugados na locadora de vídeo, ou vistos no cinema. Ele era sempre uma figura mais que presente no meu universo de cinéfila assumida. Seu talento, carisma e versatilidade sempre faziam com que ele roubasse a cena em qualquer filme onde estivesse.
Lembro que quando eu soube de "Piratas do Caribe" esperei ansiosa por sua estréia. Fui com meu primo ao cinema assistir e voltei pra casa querendo mais (e voltei ao cinema dias depois)! Me encantei por Jack Sparrow, o pirata mais esperto, desajeitado, gente boa e divertido que já existiu!
"A Fantástica Fábrica de Chocolates" também vi no cinema duas vezes. Uma delas com meu primo e outra com uma amiga tão chocólatra quanto eu. Antes de entrarmos na sala de cinema, compramos ali mesmo numa chocolateria do shopping onde o filme estava em cartaz, um pacote de trufas de todos os sabores pra comermos no lugar da boa e velha pipoca. E assim equanto víamos a deliciosa cachoeira de Wonka nos empaturrávamos de chocolate! rsrsrsrsrs
Gene Wilder que me desculpe, mas o seu Willy Wonka (na primeira versão deste filme feita em 1971) se encolhe e até some diante da brilhante interpretação do Johnny Depp pra esse personagem! E olha que não sou chegada em remakes - mas esse caso é uma exceção à regra (como já comentei no meu texto "Remakes: Já chegaaa!", aqui mesmo neste blog).
O que mais me impressiona no Super-Depp é a versatilidade. Ele faz drama, comédia, romance, ação, suspense, aventura, terror, musicais, infantis... E faz todos esses gêneros com muita habilidade, sem nunca apresentar uma atuação inferior. E ele também sabe cantar!
E nenhum personagem seu é igual ao outro! Ele diz que todos os seus personagens tem algo dele próprio, uns mais outros menos, mas sempre há algo "Depp" nos caras que ele interpreta. De acordo com as palavras do ator, se não fosse assim, ele não estaria interpretando, mas sim mentindo. Eu acho que ele está certíssimo, e vejo que a maioria dos atores sempre empresta algo seu ao personagem, é dificil ser diferente.
Mas ainda assim, cada personagem do Depp tem algo só seu, só DAQUELE personagem e de nenhum outro. Ele cria uma outra pessoa e a incorpora! Eu já vi uns vinte e poucos filmes dele (e tenho muito mais pra ver), dos quais possuo uns dez em DVD original, e cada personagem é ÚNICO.
Um dos meus preferidos entre seus filmes mais recentes é "Inimigos Públicos". Um filme pra rir, chorar, temer, ficar ansioso e ao mesmo tempo se "derreter" pelo ladrão de bancos durão, frio, calculista, inteligente, elengante, cara-de-pau, debochado, carismático, sensível, educado e apaixonado. O John Dilinger de Johnny Depp é tudo isso e muito mais. Eu vi fotos do verdadeiro Dillinger e é impressionante como o Johnny conseguiu ter aquele mesmo olhar abusado e o sorrisinho irônico do ladrão mais famoso dos anos 30!
É... só mesmo o Depp pra me fazer torcer por bandido em filme! O mesmo aconteceu outras vezes como quando assisti "Era uma vez no México", em que o personagem do Johnny, o agente Sands, é um grande fdp insano capaz de matar o cozinheiro porque a comida é boa demais! Mas acabei torcendo por ele, ainda mais depois do que lhe acontece quase no final do filme (assistam e assim saberão - hehehe). Um parêntese aqui:
O Johnny é do tipo de ator que "fala com os olhos". Para cada personagem ele tem um jeito diferente de olhar. Eu mencionei o olhar de John Dellinger em "Inimigos Públicos" que é impressionante. Mas quem não se intrigou com aquele brilho malicioso nos olhos de Willy Wonka, do já comentado aqui "A Fantástica Fábrica de Chocolates"? Demais! E no caso desse personagem, Johnny adicionou uma voz característica e uns trejeitos que combinaram direitinho com o personagem. Sem dúvida, ele é um ator superexpressivo! Tenho pavor de atores que só dizem o texto, fazem o gesto que tem que fazer, mas não mostram NADA vindo de dentro. A cara não muda. O olhar não muda. O sentimento não muda - mesmo porque não tem! Johnny é o oposto disso. A propósito, o engraçado é que vejo muita gente se referir aos seus personagens mais caricatos e aos trejeitos destes esquecendo-se de que na verdade esses personagens de visual (figurino, maquiagem e acessórios) e gestos espalhafatosos representam menos de um quarto da carreira do Johnny até hoje.
Fim do parêntese! Voltando ao ponto em que eu parei... Seria possível para Johnny atuar bem num filme em que não pudesse usar seu olhar expressivo e muito menos os trejeitos típicos dos seus personagens exóticos e/ou caricatos? SIM. Assistam "Era uma vez no México" e verão! Bom... o porquê de não "poder" usar trejeitos é simplesmente porque tanto o personagem como o momento pelo qual este estava passando principalmente, não pediam. Mas o porque da ausência de seu "olhar magnético", ah, isso não conto de jeito nenhum, porque já vou dar spoilers suficientes dos três filmes que a partir de agora, vou comentar!!! Só digo (pra quem não viu ainda esse filme, de 2003) que ele dá show e faz esse filme mediano valer muito a pena. O filme ainda tem Antonio Banderas e Mickey Rourke (entre outros), mas eles são ofuscados pelo brilho da atuação do Johnny.
Em meados do ano passado eu estava numa sala de cinema lotada assistindo à nova versão de "Alice no País das Maravilhas" inspirada na obra de Lewis Carroll. Adoro esse tipo de filme (e livro)! E lá estava, mais uma vez meu ator preferido Johnny Depp em mais uma parceria com o diretor Tim Burton.
Seu personagem chega a se destacar em muitos momentos mais do que a própria Alice, protagonista da história. Adorei o filme, achei interessante essa Alice adolescente prestes a se casar, retornando ao seu mundo de criança. Vira e mexe, estou vendo o filme de novo.
O Chapeleiro é um personagem ambíguo que transita entre a loucura e a lucidez, o presente e o passado, a coragem e o medo, a alegria e a angústia, a inocência e agressividade. O personagem é digno da atuação de Depp e vice-versa.
Mas por falar em ambiguidade...
No começo deste ano, já estava Johnny Depp novamente em cartaz nas telonas! Eu andei com uma gripe terrível que durou semanas, tossindo e com febre; não saía de casa nem pra ir à padaria. Assim, perdi o filme... no cinema. Fiquei triste porque eu havia aguardado ansiosamente por ele e também porque meus amigos(as) e conhecidos(as) que foram, disseram que eu perdi um ótimo filme e que eu ia adorar...
Mas assim que ele saiu em DVD, fui procurar por ele nas locadoras em que sou sócia (porque como se sabe os filmes saem primeiro com exclusividade para as locadoras e só depois para uso doméstico).
Mas o filme não parava lá! Em nenhuma das "minhas" locadoras! Cansei de ouvir " 'O Turista' está locado". Então reservei e esperei. Finalmente consegui pegá-lo e naquela noite o assisti duas vezes!
SPOILERS... SPOILERS...SPOILERS...SPOILERS...
Bom, como eu disse, o Chapeleiro é um personagem dúbio, ambíguo e às vezes parece até bipolar! rsrsrsrsrs
Mas esse Frank de "O Turista" traz um tipo diferente de ambiguidade: interna. Você olha pra ele e não sabe quem ele é. Parece que está sempre observando, analisando, armando...
Vendo o filme pela primeira vez eu engoli que ele era um professor de matemática inofensivo e até ingênuo. Tímido, atrapalhado e triste pela perda da esposa. Johnny passou isso perfeitamente. Era só um turista que entrava sem querer numa tremenda encrenca porque foi confundido com um pilantra que roubou uma grana preta de um gangster. O pilantra em questão se chama Alexander Pierce.
Como "ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão" (diz o ditado) eu já estava gostando do tal do Pierce mesmo sem ver a cara dele. Mas o "danado" não aparecia! Eu fiquei com peninha do Frank quando o prenderam e também quando o entregaram pro gangster em troca de dinheiro.
Mas algumas atitudes dele me deixaram com a "pulga atrás da orelha":
- Como é que ele vai seguindo uma "ilustre desconhecida" e se hospeda com ela no hotel? Ok, ela é estonteante, mas ainda assim uma estranha que ele acabara de conhecer no trem pra Veneza.
- Quando dois homens chegam no seu quarto pra pegá-lo, a cara dele não é de um professor inocente, mas sim de alguém que tem culpa no cartório e está se borrando de medo de ser desmascarado.
- A "cena das pombas": eu reparei muito bem que aquilo é cigarro de verdade, que ele acendeu com um isqueiro. Por um breve instante olhei bem pra cara cínica dele e enxerguei Alexander Pierce ali! Pensei: "será?"
- Em alguns momentos ele assumia um jeito sedutor e seguro demais que me fazia pensar: "esse aí de bobo não tem nada!". Um exemplo disso é no momento do baile quando a bela Elise (Angelina Jolie) não consegue resistir e dança com ele. "Este é o único lugar no mundo onde eu deveria estar" responde ele quando ela diz que ele não deveria estar ali. E ele ainda ironiza, dizendo que ela pagou por seu traje.
Bom... quem viu o filme (e acredito que quem está lendo, o viu ou não se incomoda com spoilers) sabe do que estou falando... rsrsrsrs
Mas vinha sempre algum acontecimento que me fazia pensar que aquele sujeito jamais poderia ser o Pierce. E eis que o próprio aparece de costas na festa e deixa um envelope na mesa para Elise. Pronto. Minhas fracas suspeitas desapareceram e eu só queria ver a cara do Pierce! Admirava sua esperteza.
Depois disso, acontece tanta coisa, e eu torcendo pro Frank conseguir se safar de toda essa confusão. Até que ele entra na casa do Alexander Pierce pra resgatar a Elise das mãos dos gangsters.
SE NÃO VIU O FILME AINDA E PRETENDE VÊ-LO NÃO LEIA DAQUI PRA FRENTE DE JEITO NENHUM... PULE LÁ PRA BAIXO DO TEXTO, PROS PIRATAS DO CARIBE!!! rsrsrs
Quando ele entra com aquele jeito firme e decidido dizendo que é Alexander Pierce eu disse: "então é você?!". Mas Elise não acreditava e eu acabei indo com ela. Fiquei pensando que ele estava fazendo aquilo só mesmo pra protegê-la, por amor (que lindo!). Mas as rápidas explicações que ele dava pra sua mudança física eram tão doidas e precisas ao mesmo tempo que fiquei sem saber o que pensar.
Então ele se aproxima do cofre, os vilões levam tiros dos policiais e caem, mortos. Fim do sufoco. Alexander Pierce é encontrado lá fora em algum lugar em Veneza e os agentes correm pra pegá-lo.
Diante da declaração de Elise (que havia dito "eu te amo" a Frank quando ele se aproximava do cofre de Pierce prometendo abrí-lo), ele quer saber qual é o sentimento da moça em relação a Alexander, seu ex. Ela diz que embora ame Frank continua amando também Pierce. Pronto! Eis que Frank diz ter a solução pra esse problema (e aí é claro que eu já "advinhei" o que ele ia dizer) e ABRE O COFRE, digitando a senha secreta que só Alexander Pierce sabia!
Meus olhos arregalaram, meu queixo caiu! Literalmente. O falso Pierce que a polícia pegou era só um otário pago por Pierce pra se passar por ele.
Quando o filme terminou, enquanto as letrinhas subiam ao som da ótima música do Muse, "Starlight" eu saía do estado de choque e dava um monte de risadas histéricas. É verdade, eu sempre tive essas coisas, crises de riso nos momentos mais inesperados! rsrsrsrs Eu ria e me balançava na poltrana dizendo: "Seu fdp, você me enganou direitinho!".
Por falar nisso, a trilha sonora do filme, as paisagens de Veneza, os figurinos e tudo o mais nesse filme somando à direção, atuações do elenco, a história instigante, as cenas de ação com a dose certa de humor, o mistério e o romantismo sempre presentes, o tornam gostossíssimo de ver (e rever).
E foi o que eu fiz assim que acabou de tocar a música do Muse e eu parei de dar risadas: assisti ele todinho de novo! Mas dessa vez prestando atenção nos mínimos detalhes.
Vamos aos principais deles:
- Frank não conseguia largar o cigarro, por isso arranjou um cigarro eletrônico, de mentirinha (Pierce tinha os dentes encardidos de tanto fumar).
- Ele fazia questão de repetir que era americano, como se tivesse que convencer os outros (e até a si mesmo) disso (Pierce era inglês).
- Ele temia que Elise o reconhecesse no trem e se mostrou cauteloso, medindo as palavras até se assegurar de que ela não desconfiou de nada.
- Ele diz frases improváveis pra um professor de matemática formal e certinho como ele tentava parecer. Em duas dessas frases deixa claro que não gosta de sensatez. Uma delas ele diz que é um elogio para Elise: "Você é a pessoa MENOS sensata que conheci".
- Quando ele foge, de novo percebo que aquela é a reação de um pilantra e não de um bobão. E como um professor de matemática teria tanta facilidade em saltar de um telhado ao outro?
- Ele EMPURA SIM, o guarda. Depois diz que foi um acidente.
- Quando está algemado e o delegado pergunta se ele fuma, ele diz que não. Mas está doido pra fumar e fica até triste quando o homem destrói o que restava de seu cigarro.
- Mais improvavél do que tudo isso que citei até agora é um inocente e inofensivo professor de matemática pilotando uma lancha com o pé até passar com ela por cima de um de seus perseguidores e se sentir aliviado em vez de culpado.
- Ele ficava o tempo todo fazendo perguntas à Elise, principalmente sobre Pierce e a relação dela com o "ladrãozinho" (epaaa... seria mais correto dizer "ladrãozão" afinal ele roubou mais de dois BILHÕES do velho! kkkkk).
- Quando vê Elise indo embora com o barco ele diz em voz alta "Mas eu estou apaixonado por você". Ok, ali era o "Frank", ou melhor, Pierce matendo seu teatrinho. Mas logo na cena seguinte ele tira a máscara: é a "cena das pombas". Some Frank o bobão, surge Alexander o espertalhão!
E assim também no baile, como já comentei. Vendo pela segunda vez isso fica ainda mais explícito. Acredito que ele se revelaria pra ela na mansão, mas ele é pego pela polícia e seu plano dá errado. Assim, no final ele realmente se sacrifica por amor a ela. Para salavá-la ele revela sua identidade ao gangster e estava disposto a entregar-lhe todo seu dinheiro de volta e consequentemente, sua própria cabeça também.
Me pergunto como o Depp conseguiu isso: revelar ao mesmo tempo escondendo (ou vice-versa). Estava tudo ali, os menores detalhes da sua interpretação mostravam isso; ele não se esqueceu de nada! Era o ator Johnny Depp interpretando o bandido Alexander Pierce, que sem ser ator interpretava o professor Frank Tupelo! Ou seja: Johnny fazendo o espertalhão "ensaboado" que finge ser um bobão atrapalhado. E ele tirou de letra esse que na minha opinião foi um dos papéis mais difíceis de sua carreira - e creio que nenhum ator o interpretaria tão bem quando Johnny o fez!
Fiquei muito surpresa ao procurar no dia seguinte, informações aqui na internet sobre o filme e deparar com certas críticas bem negativas e nos comentários, uma turma de "maria-vai-com-as-outras" concordando com as críticas sendo que a maioria dessas "marias" ainda nem o havia assistido!!!
Claro que também vi críticas positivas, mas o que mais me desagradou foi saber que alguns não entenderam o porquê das piadas quanto às indicações do filme ao "Globo de Ouro". As indicações foram merecidas. O problema foi o erro de categoria: o filme foi classificado como "comédia-musical"!!! A piada está aí e não na qualidade do filme.
Outra coisa: teve até gente enxergando o Jack Sparrow no persoagem do Johnny e dizendo que ele está impregnado pelos maneirismos do pirata depois de passar tanto tempo e quatro filmes como astro principal da franquia.
A-hááá! PEGUEI! Esqueceram que "O Turista" foi filmado ANTES de "Piratas do Caribe 4" e que Johnny não entrava na pele do Capitão Sparrow havia quatro anos. Desde que a série surgiu, Johnny nunca havia passado tanto tempo afastado do velho Jack.
Pouco depois de "Piratas do Caribe 3", exibido nos cinemas em 2007, Johnny fez outros papéis que em nada lembram o nosso querido pirata. Melhor exemplo disso é "Inimigos Públicos" (já citado neste texto) onde Johnny mostra que é perfeitamente capaz de se despir dos maneirismos e trejeitos do Capitão e construir novos e diferentes - mas igualmente caristmáticos - personagens.
Sobre a cena do telhado do filme "O Turista" que é onde andaram enxergando Jack Sparrow, se for pensar bem até os caras que perseguiam Frank, estavam meio Sparrow, afinal é bem dificil correr num telhado sem "pisar em ovos", não? Quanto ao Jack, ele deve seu molejo característico às muitas garrafas de rum que bebe todo dia - e noite também.
E é dele que vamos falar agora, senhoras e senhores, com vocês: Capitão Jack Sparrow Primeiro e Único!
É claaaro que fui (assim como fiz com os outros três filmes da série) assistí-lo no cinema. Adoro cinema, se puder vou todos os dias! Ainda mais quando aparece um filme tão aguardado e especial como "Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas".
A princípio, senti falta de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swan (Keira Knightley). Mas isso durou pouco porque Jack (ou melhor, Johnny) está inspiradíssimo e conta com velhos conhecidos como Gibbs (Kevin McNally) e Barbossa (Geoffrey Rush) além dos novos e marcantes como Angélica (Penélope Cruz) e Barba Negra (Ian McShane), entre outros.
A história é empolgante. Mil vezes superior a de "Piratas do Caribe 3" e um pouco melhor do que a de "Piratas 2". Iguala-se no meu ver ao primeirão, o "A Maldição do Pérola Negra", de 2003.
É uma história mais independente das outras, original e cheia de surpresas como as sereias malvadas com dentes de vampiro e aquela linda fonte da juventude.
O filme é recheado de cenas dessas que a gente não se cansa nunca de ver! Uma delas é quando Jack se passa por juíz, seguida de sua fuga ilariante que inclui a "cena do bolinho". hauhauha
Depois, quando ele enfrenta uma pessoa que se passa por ele (dessa vez no spoiler - rsrsrs) em uma luta de espadas surpreendente...
No fim, Jack sacrifica seus desejos mais uma vez. Algo comum a todos os filmes é isso: ele sempre acaba bancando o herói e mostrando que no fundo, tem um bom coração e não é nada egoísta.
No "Piratas 1" ele já começa salvando a mocinha e em consequência disso, se arriscando a ser preso (o que acaba acontecendo). No fim, ele novamente ajuda Elizabeth e seu amado Will.
No "Piratas 2" ele retorna ao navio após desistir de fugir e mostra-se corajoso ao "enfrentar a fera". Acaba traído por Elizabeth e devorado pelo monstro.
No "Piratas 3" ele abre mão de seu desejo, de navegar eternamente como capitão de um navio fantasma, pra salvar a vida de Will, deixando que este ganhe a "não-vida" eterna e assim possa ver sua amada Elizabeth pelo menos uma vez a cada dez anos.
Como eu já disse, só o Depp mesmo pra me fazer torcer por bandido e nesse caso, um "pirata infame" adorável! rsrsrsrs
Enfim, adorei o filme e não vejo a hora de poder comprá-lo e completar a minha coleção da série "Piratas do Caribe" em DVD. Li algumas críticas a esse filme, a maioria boas, outras nem tanto. Mas na verdade, nem li tantas assim.
Essas pessoas que ganham a vida criticando o trabalho dos outros não são outra coisa senão GENTE, como eu e como você que está aqui lendo. Simples cinéfilos com gostos e opiniões diferentes.
Já aconteceu de eu ler uma crítica que dizia por exemplo: "o filme é ótimo, o diretor usou luz e sombra na hora certa e a quimica entre o casal principal é impressionante" e em seguida li, sobre o mesmo filme: "o diretor pecou pelo excesso de sombras e faltou quimica entre os protagonistas". Mas é isso: são apenas pessoas opinando, nada mais do que isso.
Sendo assim, uma dica que eu dou (mesmo porque eu a sigo): Você quer ver um filme? VEJA antes de ler qualquer crítica. Depois que tiver visto, e já tiver sua própria opinião, aí sim, pode ler as críticas, pra concordar com umas, discordar de outras. Mas assim, verá o filme sem se influenciar pela opinião dos outros.
Aqui, algumas fotos do Johnny (como ele mesmo):
Para ver essas e outras (muiiiiitasss) fotos de Johnny acesse a página DEPPENDENTES DE JOHNNY
Mas voltando ao Johnny... em breve virão mais filmes com ele! O garoto não pára mesmo e eu estou adorando isso!
Outra coisa que me faz admirá-lo muito é o seu jeito de ser. Ele é autêntico, faz o que quer, não é "maria-vai-com-as-outras", nunca se deixou deslumbrar pelo sucesso, curte as coisas simples da vida como ver seus "legumes e flores crescerem" e tem uma humildade que poucos em sua posição teriam.
Vendo entrevistas dele, do comecinho da carreira e outras de AGORA (ontem mesmo vi uma do mês passado) fica claro que ele é o mesmo de sempre. O olho não mudou!
Um parêntese pra explicar: noto que alguns artistas quando alcançam muita fama mudam da água pro vinho! E o primeiro sinal dessa mudança, do "efeito mosca azul" é o olhar. Ivete Sangallo e Alexandre Pires são bons exemplos disso. Eles eram bem diferentes no começo de suas carreiras, e agora além do olho ter mudado, eles se tornaram exibidos e cheios de mesuras. As caras, bocas e chiliques da Ivete chegam a irritar. Ela passou tanto dos limites que fanáticos religiosos chegaram a dizer que ela estava "endemoniada" num show! rsrsrs E exemplos disso não faltam...
Bom, mas com Johnny Depp isso não aconteceu: ele olha as pessoas de igual pra igual, não se julga melhor do que ninguém por ser famoso, não se considera uma celebridade e não age como tal...
[Editado em julho de 2014]
A única mudança que percebe-se nele é o fato de ele ter amadurecido e assim, hoje, nem de longe lembra aquele bad boy quebrador de hotel dos anos 90. Depp hoje é um homem mais tranquilo, pai coruja, que gosta de estar com a família, com a sua guitarra e suas coleções de "tranqueiras" e livros antigos. Tem estilo próprio de se vestir e de viver e não está nem aí pro que os outros pensam.
Deixou de lado o passado cheio de encrencas, drogas e principalmente de bebidas - hoje, de acordo com ele próprio, não bebe nem mesmo vinho, já que resolveu desde o começo de 2012, dar um tempo na bebida, e desde então, só bebe cerveja sem álcool. Ainda fuma seu cigarrinho marrom, enrolado por ele próprio.
FELIZ NO AMOR






Para ver três lindos vídeos do casal clique aqui e vá à página "Deppendentes de Johnny" neste blog.
Há alguns anos, sua vida pessoal passou por uma grande reviravolta: saiu de uma relação desgastada de mais de 10 anos e encontrou um amor que surpreendeu a muita gente (principalmente os preconceituosos). Entre outubro e novembro de 2011, engatou um relacionamento sério e cheio de emoção, companheirismo, romantismo, paixão, compreensão e apoio mútuo com a atriz Amber Heard, 28 anos, com quem contracenou no filme "O Diário de um Jornalista Bêbado" (filmado em 2009 e lançado em 2011 nos Estados Unidos e em 2012 no Brasil).
O casal está noivo desde dezembro/2013 ou janeiro/2014 (as informações são imprecisas, dizem que ficaram noivos no Natal, mas a notícia estourou na mídia somente quase um mês depois, em janeiro). Em 14 de março de 2014, eles deram uma festa pra mais de 100 convidados, entre familiares de ambos (como o casal de filhos que Johnny teve com sua ex-companheira Vanessa Paradis, Lily-Rose, 15 anos e Jack, 12, a mãe dele Betty Sue assim como o pai de Amber, David e a irmã dela, Whitney, entre outros parentes) e amigos íntimos de ambos, famosos e anônimos. A festa, ao que tudo indica foi para oficializar o noivado e dividir o momento com o amigos. O casamento será em breve, de acordo com o pai da noiva.
A mídia, como sempre tenta criar polêmicas com tudo que envolve o nome de Johnny, sempre inventando, aumentando e distorcendo os fatos. Mas os fãs sabem sempre discernir entre o que é verdade e o que é notícia inventada por tablóides.
Sobre a vida social, Johnny gosta de curtir bons momentos em casa, uma mansão localizada em West Hollywood, Los Angeles-Califórnia (EUA) com os dois filhos e a noiva. Mas também tem saído bastante à noite e ido com frequência a bares, clubes, shows, festas, eventos, jantares... Tem tocado guitarra e bateria em diversos palcos, colaborado em CDs de amigos...
E está na dele, com o bolso cheio de merecidos milhões de dólares, uma ilha no Caribe, um currículo de dar inveja a muitos astros e com seu olhar de sempre: claro, franco, humilde, direto, sem um pingo de afetação.
[Fim da edição]
E é por tudo isso (por suas qualidades como artista e como pessoa, somadas ao seu charme e estilo único) que ele integra a minha seleta galeria de ídolos e é no meu ver, o MELHOR ATOR do mundo!
E que venham os seus próximos filmes!!!
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