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domingo, 29 de agosto de 2010

Um dia difícil...

Mainha... siga feliz seu caminho, "Dona Luiza". Um dia a gente se encontrará!

Esse blog não é um blog-diário, onde as pessoas escrevem apenas sobre suas vidas, sobre o que lhes acontece a cada semana, dia, hora... Não é um blog tão pessoal. Não é um blog-agenda.

Mas ainda assim, entre todos os meus blogs esse aqui é o mais pessoal. É aqui que costumo falar mais de mim.

Pois bem, agora quero falar sobre o dia de hoje. Hoje é 29 de agosto de 2010. Seria aniversário da minha mãe, Luiza. O último aniversário que ela comemorou com a gente foi em 2002. Eu estava na minha querida cidade de Valença passando uns tempos pra “arejar a cuca” após o encerramento de uma sociedade mal sucedida e resolvi chegar de surpresa na quinta-feira (sendo que eu havia ligado pra ela e dito que só voltaria no sábado). Quando o taxi parou na frente o portão da casa em que morávamos, no bairro Benfica, em Juiz de Fora, lá veio a feliz aniversariante me receber com um sorriso e um abraço. Ela estava de visual novo. Havia cortado o cabelo na altura dos ombros, num corte moderno que ficou perfeito pra ela.

À noite teve “parabéns pra você” com direito a bolo de brigadeiro e refrigerante com a família (já bem reduzida) reunida em volta da mesa. Dei a ela um presente e mal sabia eu que aquele era o último aniversário dela que comemoraríamos. Menos de um mês depois (em 18 de setembro de 2002) ela se foi... teve um enfarte (ou infarto) inesperado, afinal, ela parecia tão bem, estava tão disposta, animada e cheia de planos...

“Pra morrer basta estar vivo”, diz o ditado. E é mesmo! As vezes me pego pensando: “Estamos aqui hoje, fazemos mil planos, queremos tanta coisa em nossas vidas, temos idéias, realizamos coisas e de repente, do nada, ‘puft’, vamos embora sem aviso, sem despedida, muitas vezes no meio de um projeto pelo qual esperamos e/ou lutamos a vida toda - e quando finalmente o estamos realizando não podemos ter o prazer de vê-lo terminado!”

Hoje estaria aniversariando uma outra pessoa de quem gosto muito. Este infelizmente não cheguei a conhecer. Me refiro ao meu ídolo Michael Jackson. Ele é mais um exemplo desse “puft” que citei ali em cima. Ele estava voltando aos palcos, cheio de planos, cheio de vida, ensaiando feito louco, dando tudo de si e de repente... “puft”, é arrancado dos seus sonhos e planos, do seu lindo projeto em andamento e também de sua família, amigos e fãs.

Deus que me perdoe se eu estiver falando besteira... mas não gosto desse “puft”! Não gosto quando ele vem e nos tira as pessoas que nos são caras. Eu sei que a vida continua do outro lado, sei que estamos aqui de passagem e sei que as pessoas que amamos e se foram cumpriram suas missões aqui e talvez estejam melhores do que estariam aqui hoje. Mas ainda assim, eu queria pelo menos me despedir e poder fazer planos pra quando nos reencontramos lá do outro lado. Queria poder me preparar. Queria pelo menos que essas pessoas pudessem ter visto seus planos e projetos realizados. Queria que houvesse um aviso um ano antes pra que a pessoa pudesse saber e assim fazer tudo que gostaria de fazer antes de partir.

Eu queria... mas não é assim. Há “mortes” (as aspas são porque como eu já disse não acredito em morte a não ser na morte do corpo físico) em que a pessoa adoece e vai morrendo as poucos. Quem está perto pode ser preparar. Mas por outro lado a pessoa que está “de cama” sofre muito. Deveria haver uma maneira da partida ser justa tanto pra quem vai, como pra quem fica. Mas não tem. Um dos dois sofre de um jeito ou de outro. Se a pessoa parte de repente, ela sofre menos, mas quem permanece na Terra sofre mais porque leva um choque e demora pra superar (meu caso após a partida de minha mãe – e acho que ainda não superei de verdade). Se a pessoa adoece e vai morrendo aos poucos, quem fica se prepara pro momento mas também sofre em ver o sofrimento do doente amado – que por sua vez sofre ainda mais porque além das dores, ele fica se sentido um estorvo e isso é muito doloroso!

Enfim... não dá pra agradar a gregos e troianos mesmo! Nem DEUS consegue fazer isso na hora que decide nos levar daqui...

Mas chega desse papo fúnebre, né?

Estamos aqui e a vida continua (pra nós aqui e pra eles lá)!...

sábado, 14 de agosto de 2010

Sete Quedas - Um crime em nome do progresso!

Eu era bem pequena ainda, mas me lembro até hoje do dia em que sepultaram o conjunto de cachoeiras mais lindo do Brasil!

Lembro das reportagens que passavam direto nos jornais da TV, lembro da tristeza das pessoas, lembro das homenagens... Lembro de ter ficado triste e à noite, antes de dormir imaginar que eu era capaz de, junto com outras pessoas, impedir que essa crueldade acontecesse. Me imaginava abrindo as comportas novamente, e chegava a sonhar com isso.

Recentemente sonhei novamente com as "Sete Quedas". Havia uma música que ouvi na época da sua despedida, um coro de vozes cantava "Adeus, Sete Quedas", e eu chorava.

Nunca fui em Guaíra/PR. Na verdade nunca saí do sudeste brasileiro (não por falta de vontade de conhecer todo o Basil e o mundo!). E só ouvi/vi falar das "Sete Quedas" pela televisão. Nossa! Que coisa mais linda! Sua beleza me deixava encantada e eu sonhava em um dia conhecê-las!

Tive muita raiva da Usina Itaipu! Torcia pra que não durasse nem um ano e que as Sete Quedas pudessem voltar a viver! Não fazia idéia de quem teve a infeliz idéia de assassiná-las, mas mesmo assim passei a quase odiar essa pessoa.

Localizada na pequena cidade de Guaíra, no Paraná, as "Sete Quedas" ou "Salto do Guaíra"  formavam a maior cachoeira do mundo em volume d'água. Entre 13 e 27 de outubro de 1982 essa obra prima da natureza deixou de existir rapidamente.

Confesso que já estou chorando só de escrever este texto! Imagino então o tamanho da tristeza e do sofrimento das pessoas que moravam ali perto ou então daquelas que tiveram a felicidade de conhecer ao vivo e em cores este espetáculo da natureza inundado pela ganância do homem!

Fica aqui o meu lamento, o meu pesar, a minha revolta e a minha tristeza que existe há vinte e oito anos! Espero que assassinatos como este não ocorram nunca mais!!!

Eis algumas das muitas homenagens que as "Sete Quedas" (que na verdade eram um conjunto de dezenove cachoeiras principais agrupadas em sete grupos de quedas - mas segundo dizem, com um total de umas trezentas cachoeiras) receberam em sua triste despedida:

"Sete damas por mim passaram,

E todas sete me beijaram."

(Alphonsus de Guimaraens)


"Aqui outrora retumbaram hinos."

(Raimundo Correia)




E um lindo poema de Carlos Drmmond de Andrade, que ocupou uma página inteira, em letras grandes, da capa do "Caderno B" do Jornal do Brasil em 9 de setembro de 1982 (pouco antes do fechamento das comportas):

"Sete quedas por mim passaram,
e todas sete se esvaíram.
Cessa o estrondo das cachoeiras, e com ele

a memória dos índios, pulverizada,
já não desperta o mínimo arrepio.
Aos mortos espanhóis, aos mortos bandeirantes,

aos apagados fogos
de Ciudad Real de Guaira vão juntar-se
os sete fantasmas das águas assassinadas
por mão do homem, dono do planeta.

Aqui outrora retumbaram vozes
da natureza imaginosa, fértil
em teatrais encenações de sonhos
aos homens ofertadas sem contrato.
Uma beleza-em-si, fantástico desenho
corporizado em cachões e bulcões de aéreo contorno
mostrava-se, despia-se, doava-se
em livre coito à humana vista extasiada.
Toda a arquitetura, toda a engenharia
de remotos egípcios e assírios
em vão ousaria criar tal monumento.

E desfaz-se
por ingrata intervenção de tecnocratas.
Aqui sete visões, sete esculturas
de líquido perfil
dissolvem-se entre cálculos computadorizados
de um país que vai deixando de ser humano
para tornar-se empresa gélida, mais nada.

Faz-se do movimento uma represa,
da agitação faz-se um silêncio
empresarial, de hidrelétrico projeto.
Vamos oferecer todo o conforto
que luz e força tarifadas geram
à custa de outro bem que não tem preço
nem resgate, empobrecendo a vida
na feroz ilusão de enriquecê-la.
Sete boiadas de água, sete touros brancos,
de bilhões de touros brancos integrados,
afundam-se em lagoa, e no vazio
que forma alguma ocupará, que resta
senão da natureza a dor sem gesto,
a calada censura
e a maldição que o tempo irá trazendo?

Vinde povos estranhos, vinde irmãos
brasileiros de todos os semblantes,
vinde ver e guardar
não mais a obra de arte natural
hoje cartão-postal a cores, melancólico,
mas seu espectro ainda rorejante
de irisadas pérolas de espuma e raiva,
passando, circunvoando,
entre pontes pênseis destruídas
e o inútil pranto das coisas,
sem acordar nenhum remorso,
nenhuma culpa ardente e confessada.
(“Assumimos a responsabilidade!
Estamos construindo o Brasil grande!”)
E patati patati patatá...

Sete quedas por nós passaram,
e não soubemos, ah, não soubemos amá-las,
e todas sete foram mortas,
e todas sete somem no ar,
sete fantasmas, sete crimes
dos vivos golpeando a vida
que nunca mais renascerá.


Mais informações sobre o SALTO DE SETE QUEDAS ver Wikipédia.

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=1YKitOywLCE

 http://www.youtube.com/watch?v=HfdPKX2YJ54

http://www.youtube.com/watch?v=41C8dRKOpZM

http://www.youtube.com/watch?v=neqW5V8yP_Y

domingo, 8 de agosto de 2010

Remakes: JÁ CHEGAAA!!!

André Spina (Jack Leclair) e Ariclenes Almeida (Victor Valentim) nas duas versões: acima em 1985 com Reginaldo Faria e Luís Gustavo e abaixo atualmente com Alexandre Borges e Murilo Benício.



Está no ar "Tititi".

Não, não estamos em 1985, estamos em 2010!

No ano passado esteva no ar "Paraíso" e antes "Ciranda de Pedra". Mas eles também não eram os anos de 1982 e 1981.

Em 2004, foi feito o remake de "Cabocla" (de 1979) e em 2006 foi a vez de "Sinha Moça" (de 1986).

Minha pergunta é: pra que tantos remakes? E por que um atrás do outro?! Torna-se cansativo aguardar pela próxima novela das seis ou das sete e de repente ouvir o nome de uma novela bem antiga, que muitos de nós assistiu, gostou e gostaria de ver em REPRISE.

Prefiro as reprises aos remakes ou releituras. Por que? Porque valoriza o trabalho daqueles que o realizaram! Eu até sou favorável a remakes quando estes são feitos devido à falta de recursos da época das versões originais. Por exemplo: remakes de "Selva de Pedra" (1972 - 1986), "Mulheres de Areia" (1973/Tupi - 1993), "A Viagem" (1975/Tupi - 1994),  "Irmãos Coragem" (1970 - 1995) e "Anjo Mau" (1976 - 1997) havia uma boa razão para justificá-los. Essa razão era o fato das primeiras versões terem sido feitas em preto e branco.

Mas no caso de "Sinhá Moça" por exemplo não há um porquê aceitável, no meu ver. Só mesmo a falta de criatividade explica essa chuva de remakes com que estamos sendo bombardeados nos últimos anos! A nova versão foi boa. Mas desnecessária já que a antiga foi ótima. O mesmo ocorre com "Cabocla", que também foi um remake de boa qualidade. Mas ainda assim, injustificável.

Em "Ciranda de Pedra" pegaram a linda e talentosa atriz Ana Paula Arósio, com seus trinta e poucos anos, para interpretar a personagem Laura, que em 1981 pertenceu à Eva Wilma, com seus quase cinquenta! Ana Paula mais parecia a irmã mais velha de suas três filhas!

A história não teve o mesmo impácto que em 1981 além de apresentar mudanças que não agradaram ao público e a audiência despencou. Eu assisti alguns capítulos mas depois desisti. Dali pra frente não vi mais novelas das seis horas.

Quando anunciaram "Paraíso", percebi que iam estragar a novela. Dito e feito. Com um elenco bem fraco (em sua maioria), a novela também não emplacou.

Recentemente fiquei sabendo que "Tititi" seria o próximo remake e eu que não vejo novelas das sete desde "Cobras e Lagartos" (ótima novela, por sinal) confesso que não senti vontade de ver. Agora fiquei sabendo que modificaram a novela todinha, retirando personagens importantes da trama e acrescentando outros inventados agora. Além disso misturaram essa novela com "Plumas e Paitês" e "Elas por Elas", ressussitando o Mário Fofoca que volta sendo interpretado pelo próprio Luís Gustavo (que fez esse personagem em "Elas por Elas" em 1982 e era o Ariclenes Almeida/Victor Valentim na "Tititi" de 1985!). Ele merece a homenagem, é claro! Mas não tem nada a ver com ESSA novela. Se era pra misturar duas ou três (ou mais, já que ouvi dizer que vão incluir personagens de "Locomotivas" de 1977) deveriam ter mudado o nome da novela!!!

Há personagens que merecem ser imortalizados apenas com um rosto. Há interpretações que são tão perfeitas que não devem ser refeitas por outros! Já imaginaram outro "Sinhozinho Malta" que não seja o Lima Duarte, ou outra "Viúva Porcina" que não seja a Regina Duarte? Já imaginaram outra "Jô Penteado" que não seja a Cristiane Torloni ou outra Gabriela que não seja a Sônia Braga? NÃO DÁ, NÉ?

Pois é: eu nunca imaginei outro Victor Valentim que não fosse o Luís Gustavo e nem outro Jack Leclair que não fosse o Reginaldo Faria!

E isso vale pros filmes de Hollywood: alguém consegue imaginar outra Scarlett O' Hara que não seja a Vivien Leigh?! Ou... outra "Noviça Rebelde " que não seja a Julie Andrews?! Alguém consegue pensar em um Ferris Bueller que não seja o Matthew Broderick?! "No, no, no!"

Não sou conservadora, nem careta. Mas acho que um personagem quando ganha um rosto e esse rosto passa a fazer parte desse personagem e vice-versa, deve ser preservado. O personagem ganha vida, fama e popularidade através do rosto, da interpretação e do trabalho daquele determinado ator ou atriz. E se a atuação for brilhante ele vai se eternizar!

Pra que fazer de novo, sem um motivo para isso? Que relancem o filme nos cinemas, que reprisem as novelas no "Vale a pena ver de novo!". Agora tem aí o "Canal Viva", mas ele tem dois pontos negativos:

Primeiro: nem todo mundo tem o canal em casa.
Segundo: as novelas que estão passando lá não são tão antigas.

Reprisem "Pai Herói", "Água Viva", "Dancing Days", "Jogo da Vida", "Sétimo Sentido", "Paraíso", "Final Feliz", "Guerra dos Sexos", "Vereda Tropical", "Livre pra Voar", "Um Sonho a Mais", "A Gata Comeu", "Roque Santeiro", "Tititi", "Cambalacho", "Roda de Fogo", "Vale Tudo", "Tieta", "Que Rei Sou Eu", "Vamp", etc, etc, etc...

"Ah, mas essas novelas já foram reprisadas", dirá alguém... Ok. Algumas delas (raríssimas) já foram reprisadas mais de uma vez e "Roque Santeiro" acaba de ser lançada em DVD numa versão compacta). Mas a maioria delas foi reprisadas poucos anos depois da exibição original! E assim continua sendo no "Vale a pena ver de novo"! Não dá nem tempo da gente sentir saudade e querer MESMO rever a novela!

Está na hora de reprisar as novelas antigas no "Vale a pena ver de novo" e também á noite - até em horário nobre, por que não? O SBT REPRISOU "Pantanal" (entre outras) e obteve muito sucesso! Gente que viu quis rever, e gente que não tinha visto pôde ver e o mais importante: teve a oportunidade de ver a novela com os atores que a fizeram um sucesso - e não em um remake com outros atores.

Há casos em que a atuação do ator que faz a segunda versão supera o da primeira. Exemplos: em "Sinha Moça" prefiro o feitor Bruno de Humberto Martins ao primeiro, de Valter Santos. Também prefiro a Balbina de Rosa Marya Colin à de Ruth de Souza. Porém Lucélia Santos como a personagem título foi insuperável no meu ver, assim como Rubens de Falco no papel do malvado Barão! Adoro o Osmar Prado mas o Rubens sempre foi perfeito fazendo vilões! Os outros tiveram atuações equivalentes. Mas a trilha sonora e o figurino da versão de 2006 não chegam aos pés das de 1986! Aqueles vestidos da Lucélia... cada qual mais lindo, de princesa mesmo! Eu, que era menina naquela época, prestava atenção e depois desenhava-os ou então anotava em detalhes como era cada um deles (assim como anotava também o penteado da Sinhá Moça)! rsrsrs

Falando agora de filmes... são raros os remakes que me agradam, mas vou citar dois que eu gostei muito:

"King Kong", porque o primeiro era deficiente pela falta de bons efeitos especiais e "A Fantástica Fábrica de Chocolate", porque além dos efeitos especiais muito melhores da versão nova (2005), a história foi mais aprofundada e a atuação de Johnny Depp superou (e muito, no meu ver) a de Gene Wilder (1971) como o excêntrico e solitário chocolateiro Willy Wonka.

Mas isso são exceções. No geral realmente prefiro reprises aos remakes. Eles dificilmente superam ou mesmo alcançam os originais em qualidade, emoção, criatividade, produção (exceto nos casos que já citei, em que a versão antiga foi realizada em épocas de recursos tecnológicos precários)...

Por isso espero que essa "febre" da Globo, essa mania de "remakar" tudo, passe logo. Se falta criatividade pra criar novas tramas, REPRISE as novelas antigas à noite. Acredito que tem muito mais chances da audiência ir parar nas alturas! Conheço muito jovem que daria tudo pra conhecer os personagens que entraram pra história pelas mãos de determinados atores, e que eles não tiveram a oportunidade de ver!

Tem amigo meu de vinte e poucos anos baixando a "Tititi" de 1985 na internet pra assistir!... rsrsrs

Então, que venham as REPRISES!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

AVATAR - o mais importante é a mensagem!

Eu não pude escapar! Pudera! É o filme de maior bilheteria da história do cinema.... Já tem até gíria nova: em vez de “rosa-chiclete” as pessoas andam ficando “azul-avatar”! Mais cedo ou mais tarde euzinha ia “ter” que falar dele aqui.


Da primeira vez que vi anunciar o filme nos traillers de cinema antes de começar algum outro que eu fui assistir (2012, Lua Nova, ou ambos) eu, como cinéfila assumidérrima que sou, fiquei muito interessada porque o tema parece novo e atraente. Quando estreou, fui assistir, com uma amiga e me amarrei no filme, a ponto de ir mais quatro vezes ao cinema. Depois que saiu de cartaz, antes de pegá-lo numa locadora, eu o comprei (DVD original – vou eu fazendo minha campanha contra a pirataria).


Eu nunca fui de seguir modinhas ou “dançar conforme a música”. Nunca fui escrava do mercado. Mas o tema de fato é interessante e o filme tem uma boa história.


Só acho que faltou tempo pra que os temas fossem mais aprofundados e pra que mais pessoas dos N’avi (povo nativo do planeta Pandora) nos fossem apresentados. Em uma cena, a protagonista Neytiri cita duas mulheres, uma que é a melhor cantora de sua tribo e a outra que é uma boa caçadora. Mas fica uma coisa meio “no ar”, já que essas mulheres não foram mostradas ao público.


De qualquer forma, pra quem gosta de ação, o filme tem atrativos suficientes para não decepcionar.


Embora tenha feito esse sucesso jamais visto antes, “Avatar” não é exatamente uma novidade: mistura elementos da minha amada série Star Wars (naves, outros planetas, povos primitivos lutando contra tecnologias avançadas...), com Matrix (essa coisa de conduzir um ser virtualmente), Pocahontas (o cara “avançado” que se apaixona por uma moça “selvagem” – o que vemos também na literatura brasileira, como por exemplo em “Iracema”, de José de Alencar), filmes como “Guerra dos Mundos”, “MIB” e Allien (do próprio James Cameron e também com a presença de Sigorney Wiver no elenco), em que seres de um planeta chegam ao outro pra explorá-lo. Porém, ao contrário de todos esses filmes onde a Terra é a vítima, em “Avatar” os ETs invasores são os terráqueos que se instalam em Padora. Sem falar que o cinema e a televisão já nos apresentaram outros seres azuis, inclusive os Smurfs – um dos desenhos que eu mais gostava quando eu era criança!


Então, definitivamente, NOVIDADE “Avatar” não é, mas acho que James Cameron soube combinar muito bem esses elementos todos e acrescentar a essa bela “salada”, algumas pequenas novidades e muita emoção.


Entretanto, de todos os atrativos do filme, há algo que pra mim é mais importante do que as cenas de ação, os efeitos especiais ou a beleza das paisagens naturais de Pandora como as montanhas flutuantes, a árvore das almas e todas aquelas plantas e animais coloridos.


Estou falando da mensagem contida no filme e que infelizmente nem todo mundo percebeu. Ou... percebeu mas não entendeu.


O combate ao preconceito é um dos pontos delicados que o filme aborda. A aceitação de que existem seres diferentes de nós, com outros hábitos, outras culturas, outras crenças, outro estilo de vida e que merecem o mesmo respeito que queremos pra nós.


Neytiri apresenta a Jake Sully um mundo completamente novo pra ele, e com o tempo ele entende que aquele povo aparentemente primitivo, chamado de “macacos azuis” e aborígines pelos exploradores terráqueos que estavam interessados apenas nas pedras preciosas do solo de Pandora, têm muito a ensinar.


Outro ponto que me chamou a atenção foi o respeito pela natureza, a preocupação em preservar a vida e a evitar a dor dos animais quando os caçam; afinal os “n’avi” ainda vivem de forma primitiva, caçando pra sobreviver, porém mesmo sendo “humanóides” tem uma postura muito mais humana (no sentido maior da palavra) em relação aos animais do que muitos de nós seres humanos da Terra, acostumados muitas vezes a tratar os animais como meros objetos descartáveis – prova do atraso em que se encontra o nosso planeta.


E finalmente, a espiritualidade do povo. Eles não acreditam em um deus distante e ditador, mas numa divindade feminina, mãe de todas as coisas, que interage com toda a sua criação e é antes de tudo uma energia que coliga todos os seres vivos, os protegendo, os direcionado para o amor e o respeito a tudo e a todos que os cercam. Por causa desse alto grau de espiritualidade, eles conseguem ver o próximo de uma maneira muito diferente da que a maioria dos terráqueos vê e age em relação ao seu semelhante.


E isso incluiu os animais, com os quais eles fazem uma ligação através de um “cabo” natural localizado na ponta de suas tranças. Cada animal também possui esse “cabo” e a conexão é feita no momento em que o cabo da pessoa é ligado ao do animal e então um é capaz de entender o outro, um é capaz de sentir o que o outro sente e assim é possível uma comunicação sem palavras.


O povo “n’avi” cumprimenta uns aos outros com “I see you” (não sei como é na língua deles – esqueci), o que significa “eu te vejo”. Mas não é um “ver” superficial, não é ver o corpo físico da pessoa, mas ver-perceber-sentir a pessoa por dentro, ou seja, a sua alma, a sua essência imaterial.


Uma demonstração do amor puro e verdadeiro (e uma das partes mais belas e emocionantes do filme no meu ver) é quando Neityri pega Jake no colo, em seu corpo original, de terráqueo. Ela o reconhece e salva sua vida. Eles dizem um ao outro: “I see you”. Para Neytiri o que importa não é a casca, o corpo material, e sim o ser interno. Seu amor é por Jake, pelo SER Jake, e não pelo corpo ou pela aparência física dele. Ela seria capaz de reconhecê-lo e amá-lo em qualquer corpo que ele estivesse habitando. Ela o vê por dentro. Esse tipo de amor é muito raro aqui na Terra, porque aqui na nossa realidade as pessoas se importam muito com as aparências: um rosto bonito, um traseiro avantajado, a marca do carro, as roupas de grife, a conta bancária... essas coisas superficiais.


A ausência do dinheiro também é um ponto interassante. Não existe comércio, as pessoas se viram de acordo com o ambiente em que vivem.


Por isso acho que o filme “Avatar” vale a pena, apesar de não ter sido tão perfeito quanto pretendia ser. Está longe de ser meu filme preferido, mass sem dúvida, também não é apenas mais um filme de ação...

Poema do Juiz-forano

Juiz forano não come quieto,
solta os bichos...

Não trabalha em silêncio...
Trabalha cantando mesmo que a música esteja errada!

Não aceita regras,
As quebra em pedaços!

Não fica na janela vendo a banda passar
Entra na farra e arranja um instrumento pra tocar!

Não carrega malas, nem viaja de trem
Vai de mochila nas costas pedir carona na estrada!

Não fala uai, nem, sô
mas fala véio, venas, pô
uêêê, uééé,
xiii, nééé?

Gosta de queijo
mas prefere um beijo

Não quer saber de dormir no chão
Escolhe bem a cama e o colchão

Briga de galo e raposa não é legal
Bom mesmo é urubu contra bacalhau!

Se orgulha do passado de sua cidade
Mas constrói o futuro com inventividade

Daria sua bicicleta para não entrar em uma briga
Mas se entrar, só uma Mercedez talvez o faça sair!

Corre às margens do Rio Paraibuna de short e bandana
Mas queria mesmo é correr no calçadão de Copacabana

Gosta de canjiquinha e feijoada
Tutu de feijão e churrascada
Mas não dispensa sushi e macarrão
Quibe com tabule e bobó de camarão

Tem a hospitalidade de um bom mineiro
A descontração de um bom carioca
A pressa de um bom paulista
A elegância de um bom gaúcho
A alegria de um bom bahiano

É receptivo e cordial,
festeiro e sensual
Desconfiado mas nem tanto

Aventurar-se é seu encanto

“Quem não arrisca não petisca” é o ditado
Do juiz-forano esperto, “tá ligado”?

Não tem hora pra sair nem pra chegar
Na balada vale tudo que rolar!

Para os mineiros de Juiz de Fora,
Morar longe não é morar logo ali
É morar numa lonjura do caramba,
Lááá nos caixa prego, lááá na pqp!
É coisa de quem quer se esconder, fugir!

O Juiz forano vai e volta da praia no mesmo dia
Venera o sol, o mar, a maresia

Tira onda com os “roça grande”, “os capiau”
Porque são mais bronzeados que os mineiros da capital

Em Juiz de Fora tem de tudo, pode crer
Com certeza tem pra mim e pra você!
Tem maluco, hippie, paty, playboy e pagodeiro
Tem poeta, clubber, punk, cow-boy e funkeiro

Belo Horizonte é interior
Juiz de Fora é litoral

Minas é conservadora,
Juiz de Fora é liberal

Se mineiro é pacato
Juiz-forano é alto-astral

Juiz-forano é diferente
Beleza pura, coisa e tal
Juiz de Fora tem cultura,
Tem Miss Gay e carnaval!


*Há tempos, uma leitora do blog colocou nos comentários um trecho desse poema. Eu andei procurando por ele e finalmente o recebi na íntegra por e-mail. Mas não me enviaram o nome do autor, então, eu passei mais um tempo procurando descobrir o autor para postar o poema junto com o nome de quem o escreveu. Tudo o que consegui descobrir é que trata-se de um jornalista e poeta que viveu por pouco mais de um ano aqui em JF. Ele nasceu em São João Del Rei e foi estudar em Belo Horizonte. Depois de se formar morou em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. E já viajou por vários "cantos" do Brasil e fora do país também. Ao vir pra Juiz de Fora, se encantou com a cidade e o povo daqui. Saía nas noites com os amigos que o hospedavam e assim observou os hábitos, o comportamento e o jeito de ser e falar tão peculiar do juiz-forano. Então, escreveu esse poema, que há alguns anos foi publicado em um jornal local. O peoma pontua o modo "JF" de ser e as diferenças principais entre o mineiro tradicional e o povo de Juiz de Fora. O jornalista se mudou daqui a alguns anos, mas vira e mexe visita a nossa cidade. E isso foi tudo que a pessoa que me mandou o e-mail com a poesia na íntegra me contou, porque foi tudo o que ela "ouviu falar".
Se alguém souber algo mais, é só dizer nos comentários. Fato é que, tirando a parte dos cowboys, eu adorei a poesia, e acho que o cara acertou na mosca! Ele retratou muito bem o povo de JF!!!

Estou de volta!

Amigos leitores!
Estou há quase três meses sem internet. Mas mesmo assim, estou de volta.
Estou numa lan. Farei posts em casa e trarei para uma lan ou cyber, onde postarei.


Não sei quando terei internet porque a coisa está mais complicada do que eu pensei.
Mas, de qualquer forma, não quero que meus blogs fiquem muito tempo parados...


Hoje estou trazendo dois posts e daqui pra frente estarei postando com mais freqüência.


Obrigada a todos pela compreensão e paciência!


Um grande abraço, amigos(as)!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Feng Shui Interior

Recebi isto por e-mail e achei tão interessante que decidi postar aqui. Acredito que possa ser útil pra muitas pessoas...Como está sendo pra mim!

FENG SHUI INTERIOR:

A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização.A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível.A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.De acordo com o Feng Shui Interior - uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes - bagunça provoca cansaço e imobilidade, faz as pessoas viverem no passado, engorda, confunde, deprime,tira o foco de coisas importantes, atrasa a vida e atrapalha relacionamentos.

Conheça cada uma dessas ações para evitar a 'crise energética pessoal'.

1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação,hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

2. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.



Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

3. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa



também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis:'bons tempos aqueles!', costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais



perdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres,abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica 'energeticamente obeso', carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro,sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas,causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos,além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro 'escape' de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz' inconscientemente: 'você não me terminou! Você não me terminou!' Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da determinação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

Divulgue essas dicas para o maior número de pessoas possível e mentalize que, quando todos colocarem essas regras em prática, o mundo será mais justo e mais belo.



Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal. Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo.

A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como:



- a falha de memória (o famoso 'branco');


- o cansaço físico,


- o sono deixa se ser reparador;


- o ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas,


- a prosperidade e a satisfação diminuem -


- os talentos não se manifestam mais por falta de energia,


- o magnetismo pessoal desaparece,


- medo constante de que o outro o prejudique,


- aumentando a competição,


- o individualismo e a agressividade,

Reduzindo a proteção contra as energias negativas, aumentando o risco de sofrer 'vampirismo energético'.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Leis brasileiras "despem um santo pra vestir o outro"!

Vivo recebendo e-mails com essas mensagens encaminhadas, a maioria são lindos slides, testes interessantes, piadas e brincadeiras inteligentes.

Mas também há os avisos importantes, pedidos de ajuda, protestos, apelos e... textos indignados com as nossas leis!

Recentemente recebi um e-mail entitulado "Você é branco? Que pena"! E no texto, bem longo dizia todos os privilégios dados a negros e índios sempre desfavorecendo o "branco comum".

O que eu vejo são queixas de todos os lados... Os negros se queixam de que são vítimas de racismo, os índios de preconceitos dos mais variados e agora os brancos também reclamam.

E TODOS TÊM RAZÃO.

O problema no Brasil é que pra favorecer os grupos que são chamados de minorias (mas nem sempre o são, de fato), as "maiorias" ficam desfavorecidas!

Muitas vezes por interesses que NÃO são os mais nobres, nossos políticos criam leis por exemplo, favorecendo os negros, mas pra isso prejudicando os brancos. Como as cotas em universidade, que pra mim nada mais são do que a maior prova de que o preconceito existe e mais: é uma maneira de intensificar este preconceito, afinal, se é preciso de cotas pra garantir o direito de uns, mesmo que em certos casos, tirem o direito de outros para isso é porque alguma coisa está muitooo errada!

Outros exemplos:

Pra dar mais direito às mulheres, prejudica-se os homens, que muitas vezes são obrigados a sustentar o novo marido da ex-mulher!

Pra dar direito às crianças, passa-se por cima da autoridade dos pais, que nem mesmo uma palmadinha quase indolor na bunda podem dar em um filho malcriado!

Pra proteger os idosos de maus-tratos, esquecem de incluir no "Estatuto do Idoso" os DIREITOS do cuidador juntamente com seus "zilhões" de deveres.

Pra colaborar com a "causa" dos "sem-terra" tiram as terras de quem trabalhou e pagou por elas!

Pra que o empregado seja amparado, o patrão é soterrado por um monte de leis trabalhistas e obrigações a cumprir, muitas delas injustas e totalmente prejudiciais, mesmo porque há leis que são iguais tanto pras grandes empresas quanto pra uma pessoa que tem apenas uma empregada doméstica!!!

Pra favorecerem os homossexuais, o espaço dos heteros muitas vezes é invadido...

O que eu penso a respeito disso tudo é muito simples: meio termo. Não precisa "despir um santo pra vestir o outro". Mas infelizmente é isso que está sendo feito. Os que antigamente sofriam injustiças e preconceitos hoje mandam e tem praticamente só direitos (pouquissimos deveres).

Por que não encontrar um ponto em que todos sejam beneficiados? Uma forma de não fazer politicagem favorecendo a uns com o prejuízo de outros? Porque pessoas de todas as raças, credos, classes sociais, sexos, sexualidades, idades e etc não podem ter DIREITOS IGUAIS?!

O certo no meu ver é "nem tanto, nem tão pouco", porque se não for assim não adianta TENTAR consertar as injustiças do mundo, porque ao consertar uma estarão construindo outra e sempre alguém vai reclamar - e com toda razão.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval também é cultura!

O sambista Ministrinho, fundador da Escola de Samba de JF "Turunas do Riachuelo"


Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis


Neguinho da Beija-Flor, o melhor puxador de samba em atividade!


As tradicionais e sempre lindas baianas da Estação Primeira de Mangueira


Jamelão, o saudoso puxador da Mangueira

Desde pequena que eu curto o carnaval...

Com três anos de idade minha tia me levava à tarde à matinê do clube do meu bairro junto com minhas amiguinhas (filhas de vizinhos), e minha mãe me levava à noite pra assistir ao desfilie da Escola de Samba do meu bairro, a "Rivais da Primavera". Eu estava sempre fantasiada.

Eu usava por ano pelo menos duas fantasias diferentes (nesse caso repetia na terça-feira a fantasia de domingo - e na segunda-feira usava a outra), que minha mãe e minha avó costuravam pra mim, ou então compravam em alguma loja. Eu também costumava ganhar fantasias de primas mais velhas, que elas usaram uma vez e não lhes serviam mais.

Assim, eu já fui "cigana estilizada", "havaiana", "odalisca", "bailarina", "frenética", "índia", etc... Isso sem falar em fantasias que a minha mãe inventava ou improvisava! Ela era supercriativa!

Aqui em Juiz de Fora normalmente é assim: as escolas de samba tiram um dia pra desfilar cada uma no seu bairro de origem, na rua principal do bairro. Assim, eu cresci vendo o desfile da Escola de Benfica (da qual costumava também assistir ao ensaios já que a quadra era bem próxima à minha casa)... até que nos anos 80 surgiu uma outra Escola chamada "Estação Primeira de Benfica" que durou pouco mais de uma década. E a "Rivais da Primavera" continua aí... firme e forte!

Quando eu não passava o carnaval em JF ia pra minha outra "terra natal", Valença-RJ. Lá, também usava minhas duas ou três fantasias pra ir ao clube dos Coroados com minhas primas durante os dias de carnaval e à noite íamos todos, juntamente com minha mãe e/ou tias assistir ao carnaval na rua principal da cidade onde desfilavam vários blocos e escolas de samba.

Depois, em casa, assistia boa parte do desfile das Escolas de Samba do Rio e assim, cresci bastante "carnavalesca"! rsrsrsrs

No futebol meu coração só cabe o FLAMENGO. Mas no carnaval ele é dividido: Em JF, além da escola de Benfica que citei, a Rivais da Primavera, eu também sou Turunas do Riachuelo e Partido Alto. Por que?

Porque a Turunas, fundada pelo lendário Ministrinho, é uma escola linda e tradicional (quarta escola de samba do Brasil e primeira de MG) e porque era a escola preferida da minha mãe (que chegou a ser convidada pra ser destaque quando era criança - mas meu avô portuga não deixou!); e a Partido Alto é verde e rosa, afilhada da Mangueira!

No Rio sou Mangueira e Beija-flor. AMO as duas de maneira igual, podem acreditar! Em 1985 a Beija-flor exibiu um enredo que falava de futebol e estava linda, mas como choveu, sentimos que a escola seria prejudicada. Todos em casa estávamos torcendo por ela. Eu acabei indo dormir, mas minha mãe e os demais ficaram acordados assistindo até o final e quando acordei minha mãe falou: "A Mangueira estava linda!". E eu: "Duvido que estivesse mais linda que a Beija-flor!". Minha mãe disse que podia não estar MAIS bonita mas estava "tão bonita quanto".

Quando à tarde assisti ao compacto dos desfilies e vi a Mangueira, simplesmente "babei"! Aquela escola com aquela combinação de cores tão linda e diferente, e com fantasias tão luxuosas e criativas quanto às da Beija-flor! Falei: "que vença a melhor". Venceu a Mangueira, e eu achei justo.

A partir daquele ano, senti que meu coração estava dividido pra sempre e todo ano torço pra que vença uma das duas, ou a que naquele ano estiver merecendo mais.

O engraçado é que o Beija-Flor sempre foi meu passarinho preferido, acho-o lindo e angelical! Mas... detesto manga (é a única fruta que não consigo comer, meu estômago enjôa só de sentir o cheiro!)... rsrsrs

Eu ainda não assisti ao carnaval no Rio, na Marquês de Sapucaí. Já estive lá fora da época de carnaval, a pé e de passagem. Sem o brilho do carnaval, a Praça da Apoteose é só uma "praça" normal e a Sapucaí é apenas uma rua quase normal. Mas eu ainda vou, se Deus quiser!

Em 1991 uma vizinha me convidou pra desfilar na Santa Cruz (Rio). Minha mãe deixou, mas houve um imprevisto e essa nossa amiga não foi... então eu também não fui...

Muita gente mais velha diz que o carnaval de antigamente era muito melhor, com marchinhas, fantasias bonitas, batalhas de confete e côrsos...
Minha avó (falecida em 1995) dizia: "só dá gente pelada hoje em dia, onde está a fantasia, que graça tem?". E quando eu, já adolescente ia saindo pra curtir o carnaval ela dizia: "essas meninas estão indo é procurar 'barriga' ou coisa pior: aids!".

Eu dizia: "Fica fria, vó... Não sou eu quem vai desfilar pelada, e também não vou arranjar NADA disso que a senhora está falando. No tempo da senhora, o carnaval podia ser bom. Mas agora, esse é o único carnaval que eu tenho, e ele AINDA tem coisas boas, ainda tem fantasias bonitas, ainda tem originalidade, ainda tem marchinhas nos clubes e nas ruas... e estou indo lá aproveitar isso".

Numa coisa concordo com ela: "onde está a fantasia?".  Lembro de um ano em JF que devido à falta de dinheiro e de incentivo por parte da prefeitura as escolas não desfilaram. Resultado: o carnaval foi nas ruas mas... com trios elétricos e quase NADA de fantasia! 

Pra ser sincera... não curto esses carnavais com trios elétricos! As pessoas pulam, recebem jatos d'água, se divertem, namoram, bebem... E daí? Não é isso que elas fazem o ano inteiro em folias fora de época ou em outros eventos?


CAR-NA-VAL pra mim significa:

- FANTASIA
- BRILHO
- CORES
- ALEGRIA
- CRIATIVIDADE
- MARCHINHAS
- SAMBA
- BATUQUE
- DESFILE DE BLOCOS E ESCOLAS DE SAMBA
- CONCURSOS DE FANTASIA NO CLUBE

Em JF temos blocos tradicionais como a "Banda Daqui" e o "Domésticas de Luxo" (com homens vestidos de mulheres negras), além das Escolas de Samba - mas sem um lugar digno pra desfilar (sobre isso comento melhor mais pra frente, neste mesmo texto).

Carnaval tambem é CULTURA. Quantas informações recebemos durante os desfiles das Escolas de Samba? Muitas!!! Por exemplo: eu não fazia a menor idéia de quem era Chico Recarey até ele ser citado num samba da Mangueira (empresário riquissimo nos anos 80, quando foi o "rei da noite carioca"). E eu nunca tinha ouvido falar em Bidu Sayão até que ela foi homenageada com o enredo da Beija-Flor de Nilópolis! E estes são apenas DOIS exemplos, porque todo ano aprendo algo novo e útil assistindo a estes desfiles.

Isso sem falar nas figuras que se tornaram lendas do carnaval como Dona Zica e Dona Neuma da Mangueira, Piná (a "careca da Beija-flor"), Joãozinho Trinta (Beija-flor, Salgueiro, Viradouro...), Clóvis Bornay (Portela, Mocidade, Tijuca...).

Não dá pra eu não sentir saudades de Jamelão... Não dá pra não sentir o coração bater mais forte quando o Neguinho da Beija-Flor solta seu grito: "Olha a Beija-flor aí, gente! Chora, cavaco!". Na minha opinião esses dois caras são os melhores puxadores da história do samba!

E eu não consigo estar perto da bateria de uma escola de samba sem sentir o batuque fazendo eco dentro do meu coração!


Mas... voltando ao carnaval de JF, pra quem não sabe, já tivemos o segundo melhor carnaval do Brasil (perdendo apenas pro Rio de Janeiro). Mas isso naturalmente foi antes de eu nascer! Nosso carnaval caiu muito por falta de dinheiro e outras coisas. A última contribuição pra queda do tradicional e antes tão aclamado carnaval juiz-forano foi a mudança da localização do desfile.

Quando era realizado na Avenida Rio Branco, avenida principal do centro da cidade, era perfeito! Depois ficou meio marginalizado, indo parar nas margens do poluído e fétido Rio Paraibuna, na Avenida Brasil.

Quando algum prefeito com cérebro vence a eleição, o carnaval volta pra Rio Branco, quando isso não acontece, lá vai o carnaval de novo pra Brasil!

Dia desses na rua ouvi uma frase que me entristeceu: "Carnaval de Juiz de Fora agora é funk!". Isso mesmo: até funk toca nos carnavais dos clubes, trios elétricos e no terreirão do samba. Até um outro carnaval fora de época além do já tradicional "JF Folia"  foi criado nos últimos anos: o "carna-funk"!

Dá vontade de chorar! Isso porque esse funk que se vê hoje em dia não é o funk de Steve Wonder, de Michael Jackson, de Tim Maia, de Sandra de Sá... NÃO, esse funk é praticamente "samba de uma nota só"! L-I-X-O (tirando o funk melody que às vezes ainda apresenta algo que preste)!

É mulher melancia, moranguinho, filé... Celebridades instantâneas em busca de quinze minutos de fama através daquilo que chamam de funk!

"CRÉÉÉÉUUU"!

Sem falar que isso nada tem a ver com CARNAVAL!

Vou ser muito franca: pro carnaval de JF voltar a ser respeitado, essa bagunça tem que acabar! No Rio muita gente gosta desse funk-lixo, mas no carnaval de lá, reina o samba e agora tem também a volta das marchinhas que eu apóio e aplaudo!

Outra coisa: o carnaval juiz-forano tem que voltar pra Rio Branco! Ou então que façam um sambódromo num lugar descente! Não lá onde o judas perdeu as botas, na beira de um rio poluído (que é histórico - porque gerou a primeira hidrelétrica da América do Sul - mas hoje fede), local onde muitas mortes já aconteceram devido a foliões que caíram ou se jogaram no rio sob o efeito da bebida ou da dor-de-cotovelo - ou de-corno!

Outra sugestão é colocar o carnaval na Avenida Getúlio Vargas que é bem larga e não é dividida em três pistas com canteiros e pontos de ônibus no meio como é a Rio Branco! Isso daria mais espaço pra Escolas fazerem sua evolução.

Só sei que como está... NÃO PODE CONTINUAR!

Carnaval AINDA é cultura! Mas em JF precisa se reorganizar pra recuperar o respeito!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Amigos virtuais são REAIS!

Sempre digo que o bem mais precioso que podemos ter na vida, o nosso maior tesouro são as pessoas que nos são caras.

Dentre essas pessoas estão os nossos amigos. Como canta Milton Nascimento, "amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração (...)".

Não escolhemos nossos pais, irmãos, tios... Mas escolhemos nossos amigos! E não é uma escolha feita com o dedo mas sim com o coração.

Amizade é mais afinidade do que tempo ou espaço. É mais interno do que externo, no meu ver.

Às vezes passamos muito tempo sem ver ou mesmo falar por telefone com um amigo de quem gostamos muito devido às circustância da vida que nos afastam de alguma maneira.

Às vezes também a distância faz com que não estejamos sempre perto daqueles que um dia fizeram parte do nosso dia-a-dia.

Amigos de infância, de escola, de rua, de trabalho, de festas...

A gente conhece uma pessoa, se torna amiga dela e depois de um tempo ela muda pra outra escola, ou pra outra rua, bairro, cidade... E assim, no começo nos falamos muito por telefone, e dependendo da distância, até nos visitamos com uma certa freqüência. Mas aos poucos esses telefonemas ou visitas vão diminuindo até se tornarem bem raros.

Por que? A amizade acabou? NÃO. Pelo menos pra mim, não.

A amizade quando é verdadeira, não importa o tempo e distância que nos separa dos amigos. Quando nos encontrarmos com ele, certamente vamos ter muito assunto pra colocar em dia e sentir muita alegria em estar novamente com ele! Vamos fazer tudo pra agradá-lo e quando ele precisar de ajuda, estaremos lá, da maneira que for possível, mesmo que não estejamos pessoalmente.

A vida da gente sempre muda, e pode seguir numa direção contrário à vida de nosso melhor amigo. Mas... ele, juntamente com a lembrança dos momentos felizes passados com ele, e até dos momentos difíceis que superamos ao lado dele, estarão sempre guardados num lugar especial de nossas memórias e de nossos corações. Amigo verdadeiro é pra sempre!

O amigo só deixa de sê-lo por suas atitudes. Mas como errar é humano, a gente perdôa o amigo várias e várias vezes, a não ser que o erro tenha sido imperdoável. Mas... quem somos nós pra saber o que é imperdoável?... Se é que existe mesmo algo que não se possa perdoar.

Falando por mim, um amigo só deixa de me ser querido a partir do momento que faz algo de ruim várias vezes, algo que me magôe ou PRINCIPALMENTE que me prejudique (e desde que seja feito de propósito). Nesse caso, ele apenas mostra que nunca foi meu amigo de verdade, então não estou perdendo um amigo, certo?...

Eu nunca deixei um amigo esperando pra encontrar com namorado! Por que? Porque namoros passam, até casamentos acabam, mas um amigo verdadeiro é pra sempre! E o cara pra gostar de mim não pode fazer pouco caso dos meus amigos!

Pois bem... com a chegada da internet até a maneira de se fazer amigos mudou, ou melhor, surgiu MAIS uma maneira de encontrarmos boas amizades.

Não gosto da expressão "amigo virtual". Quem está ali do outro lado, em outra casa, cidade ou país é um ser humano como eu e está sentado(a) à frente de um computador, teclando, como eu.

Existe msn, webcam, skype, orkut, facebook, e-mails, sites, blogs, fóruns e muitas outras maneiras de conhecer pessoas pela internet. Nos aproximamos por ter os mesmos gostos, ou ter a mesma ideologia ou visão de mundo e um dia trocamos telefonemas e mais cedo ou mais tarde poderemos nos conhecer pessoalmente. E então, a amizade "virtual" passa a ser REAL.

Os amigos "virtuais" são muitas vezes mais presentes do que os amigos com os quais convivemos pessoalmente, porque às vezes podemos "vê-los" todos os dias, falar com eles todos os dias!

A afinidade e a afeição sincera e mútua surgem através da internet e pra mim, esses amigos são muito, muito importantes!

Eu posso passar um tempão sem visitar, telefonar ou mandar um e-mail pra um amigo (seja ele "virtual" ou não). Mas mais cedo ou mais tarde eu vou fazer isso... ou ele também vai lembrar de mim, sentir saudade e aparecer antes que eu o faça! E eu sei disso. O importante é o que se sente.

E eu não esqueço nunca um amigo ou amiga. Ele(a) está sempre no meu coração, nas minhas lembranças, nas minhas orações e quando ele(a) menos esperar, vou aparecer! Seja por telefone, seja por e-mail, seja pessoalmente...

Porque AMIGO DE VERDADE É PRA SEMPRE!!!
E não importa se o conheço a vinte anos, um ano ou um mês! Amigo é amigo e bom mesmo é ter um monte de melhores amigos!!!

"Quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar" (Roberto Carlos).