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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Maiorias são burras ou eu que sou "do contra"?


Nem uma coisa nem outra. Eu diria que a unanimidade sim, como disse Nelson Rodrigues, ou pelo menos na grande maioria dos casos ela é burra ou então... demonstra duas coisas:
Alternativa 1: preguiça de pensar com a própria cabeça e assim formar sua própria opinião.
Alternativa 2: medo ou vergonha de discordar de uma maioria dominante e dominadora.
Mas as maiorias não são todas burras, não. Cada caso é um caso. Quanto a mim, às vezes acontece de a minha opinião sobre um determinado assunto ser a mesma da maioria. Mas muitas vezes ela é bem diferente, chega a ser oposta mesmo.
Mas nem por isso fico escondendo o que eu penso.
Gosto é gosto e cada um tem o seu. Muita gente vai na onda. Eu acho que já falei isso em algum texto do blog mas, está na moda curtir funk ou sertanejo, ter whats sap, entrar pra uma dessas igreja$ neo-pentecostais, curtir filmes e seriados de ação, fazer chapinha e clarear os cabelos (até os homens andam aderindo), etc.
Bom, pra mim... funk? só o melhor do melody dos anos 90 e o tradicional tipo Tim Maia, ou seja, o verdadeiro funk. Sertanejo? Posso contar nos dedos as músicas que gosto (quase todas de Leandro e Leonardo) mas dessas de agora acho que nenhuma! Esse sertanejo universitário parece rock, com guitarras, baixo, pegadas fortes e ritmo mais acelerado mas, vestido com um figurino muito brega. Eu adoro rock, mas o verdadeiro, não imitação. What sap? Ainda não me rendi. Me recuso a ficar o dia inteiro com a mão na porcaria do celular olhando a todo minuto se tem mensagem. Carrega-se o celular pra cama, pra mesa do restaurante, pro cinema, pra sala de aula e até pro chuveiro. A pessoa nem dorme direito, nem sente o prazer de saborear seu prato preferido, nem conversa com os amigos que estão do lado na mesma mesa, nem presta atenção na matéria que o professor está ensinando, nem toma banho direito ou então acaba demorando mais e assim gastando mais água e energia elétrica. Até dentro de uma mesma casa as pessoas preferem muitas vezes conversar através do celular! É o fim das conversas olho no olho, das cartinhas de amor ou de amizade, dos longos papos no telefone... Tudo isso o what sap está fazendo. Se a coisa já era feia só com as mensagens ISMS agora então danou-se! Então não... estou conseguindo até agora sobreviver sem ele. E vou resistir o máximo que puder, espero não ser obrigada a uma coisa que realmente detesto! Por mim eu não teria nem celular. E querem saber? Tive meu primeiro celular apenas em 2006 e por necessidade mesmo. Naquela época a maioria das minhas amigas já tinha trocado de celular pelo menos umas quatro vezes! Igrejas "evangélicas"?
Não, obrigada. Respeito as pessoas que as frequentam (desde que respeitem as minhas escolhas), mas quando quero dar dôo a quem precisa em vez de engordar bolso de pastor ladrão que já está podre de rico! Filmes de ação? Só se tiver uma boa história por trás dele. Porque na verdade o mais importante pra mim num filme é a história, independente do gênero. Pode ser drama, comédia, suspense, romance, biografia, documentário, ficção científica, musical, fantasia, policial, erotismo (o que é diferente de pornografia), aventura, ação, terror (não muito pesado)... Mas tem que ser uma boa história acima de tudo. Filme de ação que só se vê tiro e perseguição sem uma história interessante, ou filme de terror onde o vilão só mata, mata, mata e mata e tudo que os perseguidos tem que fazem e fugir e gritar, tô fora! Adoro séries e sagas, filmes de super-heróis etc. Mas desde que o ponto mais forte do filme seja uma trama interessante, criativa, original e não as cenas de ação e efeitos especiais. Quanto a chapinha também não é a minha praia. Meu cabelo é liso. No momento está curto mas já foi muito longo. Em se tratando de cabelo eu gosto de tudo ou nada: ou muito longo ou raspado com gilete. Sim, nisso sou radical. Odeio cabelo tamanho médio, ainda mais que tenho muito cabelo e ele fica cheião - até ficar bem comprido e assim ganhar peso e "sossegar". Então a fase de crescimento é muito irritante pra mim. Não tem coisa pior que cabelo liso e cheio! Eu sempre quis ter cachos, mas o muito que consigo depois de ficar um tempão apertando os cabelos embaixo do chuveiro são umas ondas largas. E fico vendo por aí meninas desde novinhas "assassinando" seus maravilhosos cachos pra "entrar na moda" do cabelo lisíssimo. Não. Eu nunca vou botar um troço desses no meu cabelo. Já fiz escova mas pra fazer cachos depois! :P
Mas isso é assunto pra outro texto, então não vamos esticar muito essa coisa de cabelo, aparência, visual...
Recentemente vi as pessoas reclamando da escolha do ator Ben Afleck pra interpretar o Batman nos novos filmes da DC Comics. Quando eu ouvi a notícia no programa E! News, eu fiquei bastante animada. Sim, porque eu tinha detestado o Christian Bale no papel do morcegão. Nunca foi um ator muito expressivo, foi ótimo quando criança no Império do Sol e conseguiu se superar em Trapaça. Mas na década passada e começo da atual, sinceramente, ele parecia estar sempre interpretando o mesmo personagem. Em Inimigos Públicos por exemplo, ele não fez um oponente a altura do carismático Dillinger interpretado pelo camaleônico Johnny Depp.
Quando se fala em Batman, muitos atores nos vem à cabeça. Michael keaton deu um ótimo Batman mas não tinha nada a ver com Bruce Waine. Wal Kilmer deu um ótimo Bruce mas não funcionou vestido com trage do super-herói. Então quando surgiu George Clooney, eu simplesmente adorei! Ele se encaixou perfeitamente tanto como Batman quanto como o arqui-milionário Bruce Wayne. Um Bruce-Batman adulto, que encarava suas inseguranças de frente e passava essa força na sua atuação. Esse não parecia um bostinha, um moleque mimado querendo brinca de herói. Então gostei muito e o filme Batman e Robin, o último da série, é o meu preferido. Levei um susto quando li as críticas esculachando o filme e também o Batman de Clooney! Mas quando li a entrevista do diretor do filme pensei: "Yes!". Ele dizia na entrevista exatamente o que eu tinha sentido ao ver o filme: um Batman adulto, homem, diferente dos dois anteriores. Um Batman forte. Eu queria a continuação mas em vez disso resolveram recomeçar e contar a história de novo.
E veio Bale e sua cara de paisagem no papel de  Batman. E veio o excelente e saudoso ator Heath Ledger no papel do Coringa no segundo filme dessa nova série. Muita gente aclamou, e depois que ele morreu até quem tinha odiado passou a elogiar (hipocrisia é triste!). Mas eu, francamente, não gostei. Ele teve uma excelente atuação como vilão, sim. Mas ele não interpretou o Coringa e sim um rato de esgoto, um bandido bem próximo a realidade, não o debochado e até cômico inimigo de Batman. Coringa pra mim é Jack Nicholson. Ninguém jamais interpretou esse personagem como ele e duvido que alguém conseguirá superá-lo na composição perfeita desse personagem tal como o conhecemos nos quadrinhos, desenhos animados e séries de TV. O Coringa-palhaço.
Mas voltando ao personagem Batman, eu precisava ver Ben Afleck no papel. Estava ansiosa. Cheguei a pensar que eu não fosse gostar mas... e não é que eu gostei? Ele fez um Batman forte também, um cara adulto apesar dos seus conflitos interiores. Mas ele conseguiu retratar aquilo que eu entendo por Bruce Wayne e Batman. Ele empatou com o Clooney na minha opinião.
Já o Super-Homem, meu herói preferido da DC (e acho que de todos), não tem jeito. Com todo respeito ao Cavil que tem uma boa atuação sem dúvidas... Mas até hoje ninguém chegou perto do carisma debochado e a forte presença do Christopher Reeve, meu eterno Superman! Ele era poderoso, parecia que incorporava o personagem de um jeito que se transformava nele! Tinha uma confiança que nenhum outro até hoje conseguiu transmitir. Um ator maravilhoso que hoje faz muita, mas muita falta!
A novela Bang Bang recebeu duras críticas e teve índices de audiência instáveis e bem abaixo do esperado. Mas eu... simplesmente amei a novela! Aquele clima de velho oeste americano, o humor do Ben Silver e toda a trama me conquistaram logo no primeiro capítulo, além da excelente trilha sonora. Eu fazia tudo pra não perder nenhum capítulo e torço muito pra que a novela seja reprisada um dia na Globo ou no Viva!
Quando se fala em James Bond até a maioria das pessoas que conheço enaltecem Sean Conery. Sim, ele foi o primeirão, e se saiu muito bem, sim. Grande ator. Reconheço o talento dele. Mas... 007 pra mim é Roger Moore. Daniel Greig é muito bom mas pra mim como Roger Moore não tem nenhum. O carisma, o charme, a entonação de voz, aquele jeitão de "deixa comigo que eu resolvo tudo". Acho-o imbatível mesmo.
Na primeira versão da Rede Globo para o Sítio do Picapau Amarelo tivemos várias mudanças no elenco (assim como na segunda versão que, inclusive sofreu até mais mudanças, se não me engano). O programa estreou em 1977 com o trio "aprontador" sendo interpretado por Julio César (Pedrinho), Rosana Garcia (Narizinho) e Dirce Migliaccio (Emilia). Essa última não esquentou lugar porque ficou apenas por uma temporada (um ano). Em 1978 o programa já tinha uma nova Emília. Mas mesmo assim Dirce é reverenciada por muitos que a tem como a melhor Emília ou simplesmente como sua Emília preferida. Mas a segunda Emília veio e ficou cinco anos no programa. Sem falar que trouxe uma atuanção no meu ver mais completa e fiel da boneca Emília. Ela andava, gesticulava e falava como uma bonequinha de pano mesmo, toda molenga, rebolativa e desengonçada; com os olhos piscando, com um biquinho ao falar, uma voz fininha (que só engrossava quando ela estava brava) e um risinho fino e atrevido de boneca. Sim, ela é a minha preferida e da maioria. Nesse caso estou com a maioria, sim.
Mas quando o assunto são as crianças eu também prefiro a segunda dupla, ao contrário da maioria que prefere a primeira. Pra  mim é assim: segunda Emília, segunda dupla infantil. Pedrinho e Narizinho pra mim são Marcelo (José) Patelli e Daniele Rodrigues. Eles entraram e eu imediatamente os reconheci como os verdadeiros personagens de Lobato! Os primeiros eram "muito velhos, muito grandes". rsrsrs
Hoje, adulta, eu aprendi a separar as coisas e sei que quando a gente gosta de algo aquilo sempre será o melhor e o mais perfeito pra nós. Mas no caso de Pedrinho, Narizinho e Emília, como em muitos outros casos também, mesmo observando sem saudosismo ou nostalgia eu realmente acho que a atuação deles foi a melhor porque eles souberam mostrar todos os lados de seus personagens e não apenas um.
Dirce Migliaccio interpretou a rabugice de Emília com perfeição. Mas foi só esse lado de Emília que ela interpretou de maneira irretocável, nos outros lados ela deixou a desejar e Reny a superou muito.
Julio César fez um bom Pedrinho em certos pontos, não digo que ele atuou mau e respeito seu trabalho. Mas em certos momentos ele vinha com jeito mimadinho, meio dengosinho, reclamava e dava de braços por qualquer motivo. Às vezes dava umas gaguejadas, fazia umas carinhas que no meu ver, o Pedrinho lobatiano não faria. Talvez essas coisas, principalmente o tom de voz baixo e as gaguejadinhas fossem caracteríticas do ator mesmo. Mas do Pedrinho que Lobato criou com toda certeza, não eram não! Já o Marcelo encorporou o Pedrinho pra valer e de forma completa! Ele era destemido, aventureiro como o neto de dona Benta que Lobato criou. Ele só tinha mesmo medo de vespas! Todo o resto ele encarava com aquela marra característica do persoangem, sempre com uma pitada de humor, com uma voz forte e um certo ar de deboche e desdém. Mas era um menino amigo, carinhoso e bom.
Eu só conseguia ver o Pedrinho de Lobato no Julio César quando ele ameaçava alguém com o bodogue - ou estilingue - ou atiradeira (é tudo a mesma coisa!). Mas não tem jeito, pra mim o Marcelo era insuperável também nessas cenas.
Rosana Garcia interpretou muito bem a meiguice de Narizinho. Ela era quase sempre doce, calma, educadinha, comportada. Mas ela esqueceu as outras facetas da personagem porque além de meiga e carinhosa, Narizinho é alegre, graciosa, divertida, entusiasmada, travessa, sapeca, levada da breca, atrevidinha, nariz arrebitado mesmo! Ela se irrita, mostra a língua, fica vermelha de raiva, faz "arte" como toda criança de sete anos (a boneca Emília é um retrato de sua dona porém elevada ao cubo). Enfim... a Narizinho que Lobato criou e está nos livros, não é quietinha não! E a Daniele Rodrigues incorporou a Narizinho com todos os seus contrastes, da meiguice e doçura às travessuras e atrevimento. Sem falar que ela tinha a idade e o perfil perfeitos para ser a Narizinho. Ela parecia ter saído do livro do Lobato! O andar apressadinho, o jeito de menina esperta sempre com aquele nariz pra cima, a menina feliz da vida, sonhadora e que gostava de ser criança; o jeitinho inocente e a vozinha doce e ao mesmo tempo firme.
A única cena de todas as que vi de Rosana Garcia como Narizinho onde ela me transmitiu espontaneidade ao encarnar o lado atrevido da menina Lúcia foi justamente no episódio "piloto", logo no comecinho da primeira temporada do seriado quando na venda do turco Elias ao lado de tia Nastácia, ela discute com o vendedor sobre a linguiça que o porquinho Rabicó "roubou" dele. Ali nessa cena (que eu desconhecia até alguns anos atrás), com Rosana ainda criança, consegui ver nela uma Narizinho quase perfeitamente lobatiana. Mas foi só nessa cena e ainda assim, no meu ver não superou (nem mesmo alcançou) a Dani, que teve um carisma e uma espontaneidade imbatíveis como Narizinho - a verdadeira, a lobatiana.
Outra coisa que eu adoro além do Sítio (entre outras mais) é a saga Star Wars (a verdadeira, a de George Lucas). Eu já vi pesquisas de opinião, já ouvi conversas, já participei de debates e os filmes mais aclamados e idolatrados da saga são o Episódio III (A VIngaça dos Sith) e o VI (O Império Contra-ataca). Nesse caso não. Novamente eu não estou com a maioria. Não que eu não goste desses dois filmes. Adoro! Na verdade adoro os seis e os vejo como um filme só, ou como um livrão dividido em seis grandes capítulos. Mas o meu preferido é o segundo filme, o episódio II (Ataque dos Clones). O filme é original, interessantíssimo e menos sombrio do que os outros dois que cito aqui.
Em Piratas do Caribe meus preferidos são o primeiro (que é também o preferido da maioria) e o quarto (o preferido de uma minoria). Sim, muita gente não gostou do filme "Navegando em águas misteriosas". Pois eu o achei super empolgante e original. Adorei o casal formado por Jack Sparrow e Angelica e queria ver a continuação dessa essa história, mas pelo jeito o quinto filme não a contará. Seria melhor então nem haver quinto filme! Deviam ter parado no primeiro mas fizeram o segundo que também foi bom. No terceiro a coisa desandou e eu achei que deveria parar por ali. Então veio o quarto e eu, contrariando até as minhas próprias expectativas gostei do filme quase tanto quanto do primeiro, A Maldição do Pérola Negra. Não estou muito empolgada com o quinto mas vou assistir e vai que eu acabo gostando!
Com Harry Potter ouvi muitos elogios pros últimos filmes mas os primeiros são de longe os meus preferidos. Pra mim a saga deveria ter acabado no quarto livro/filme. Depois a história desandou, virou caça-níquel. O primeiro filme é especial. O segundo segue quase tão bom quanto o primeiro e o terceiro quase tão bom quanto o segundo. Esses três, com Harry e seus amigos sendo crianças são os melhores na minha opinião. Veio o quarto e já mostrou namoricos e até um baile. Acho que isso fez perder um pouco da inocência porque essa não é uma saga romântica como Crepúsculo, e os namoros foram uma coisa que pareceu posta ali só pra mostrar que as crianças cresceram. Mas enfim... Os quatro primeiros filmes tem os ingredientes que eu adoro: originalidade, novidade, surpresa, reviravolta. Aquela coisa de você pensar que a coisa é uma coisa e de repente descobre que é outra coisa completamente diferente. Esses quatro primeiros filmes tem isso. Do quinto pra frente a coisa desandou, ficou forçada, apelativa e incoerente, com umas coisas "nada a ver" sendo enfiadas no meio da trama. Então mais uma vez discordo daqueles que disseram na época que o quinto fime tinha sido o melhor até ali. Pra mim foi o começo da descida ladeira abaixo da saga em termos de história, de criatividade. Foi quando a saga começou a ficar chata e previsível na minha opinião.
Bom... mas também sou "do contra" em relação a certas modas, por assim dizer. As pessoas tem mania de eleger certos alvos e dessa maneira virou moda falar mal da Globo. Pois dos canais abertos ela sempre foi a que eu mais gosto. Tem os melhores programas, melhores novelas, melhor jornalismo e cobertura esportiva e exibe os melhores filmes da TV aberta, embora passe muitos (filmes de ação como todos os canais) já que sabe que o povão gosta mesmo é de ver prédios vindo abaixo, mocinhos trocando tiros com vilões e perseguições alucinadas. A Globo além de mostrar maior qualidade e respeito ao telespectador. Não é por acaso que é a líder de audiência há décadas! As manhãs da globo são gloriosas (agora lembrei de um filme que vi no cinema anos atrás, "Uma manhã gloriosa" com o super Harrison Ford e Diane Keaton), só programa de qualidade. E foi ela que teve a melhor programação infantil de todos os tempos como Sítio do Picapau Amarelo, Balão Mágica, Xou da Xuxa e outros programas que alegraram as crianças da geração anterior à minha como Vila Sésamo, por exemplo e também da geração que veio depois de mim, com TV Colosso etc. Então não entendo porque falam tão mal da emissora. As pessoas falam, falam, mas continuam a assistindo e a mantendo no topo. Por que? Porque é a melhor.
Também virou moda falar mal dos Estados Unidos. Isso só porque eles são uma grande potência e infelizmente muitos de seus governantes tem a mania de se meter em tudo, principalmente os republicanos. Mas isso é na política. Porque as pessaos falam mal dos americanos mas assistem seus filmes, ouvem suas músicas, se influenciam por sua cultura, comem a comida vinda de lá, utilizam suas palavras no vocabulário (ok, hamburger, internet, top, ticket etc), idolatram suas celebridades, vestem as roupas vindas ou copiadas de lá, levam as crianças para a Disneylandia... Eu assumo: sempre gostei dos Estados Unidos quase tanto quanto gosto do Brasil e isso nem nunca ter pisado lá (ainda). País lindo de cabo a rabo, com belezas naturais que não existem em nenhuma outra parte do mundo... Sou fascinada pelos Cannyons. Aquilo é coisa de outro mundo! A diversidade do país é imensa, e em tudo! E minha segunda linda é o inglês (americano - é claro - que acho muito mais fácil, direto e menos fresco do que o britânico). Eu não sou "born in USA" but... mas... tem uma americana aqui dentro de mim. Aliás, sou duplamente americana porque costumamos nos esquecer mas todo brasileiro é americano também porque esse é o nosso continente. Enfim... devemos parar de rivalizar tanto com os nossos irmãos do norte, afinal a América na verdade é uma só e como disse o Obama "somos todos americanos".

Enfim, talvez eu até seja "do contra". Mas não é de propósito, não. É que simplesmente falo as minhas opiniões mesmo quando elas não concordam com a maioria. Infelizmente conheço muita gente que não concordar com alguma coisa mas não fala pra não ser zoada. Tem botafoguense que por sua família ser toda flamenguista fica titubeante na hora de assumir que torce pro time rival. Vamos dizer o que pensamos, galera. Vamos assumir nossos gostos e opiniões mesmo quando a maioria discorda. Viva a democracia, a diversidade e a discordância (DDD rsrs)! Desde que haja respeito, discordar é muito saudável e nos ajuda a crescer a medida que aprendendemos uns com os outros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Em clima de Olimpíada!


Sim, pessoas! Estou respirando Olimpíadas! Não é todo dia que temos uma, muito menos no nosso país (é a primeira vez, como todos sabem!). Estou acompanhando tudo que posso, comemorando cada vitória e cada medalha, seja de cor for. Até agora as de ouro são três! E que venham mais!
Claro que eu esperava mais, mas... ainda não terminou então...
Não. Não estou ignorando os problemas políticos e econômicos do Brasil. E justamente por isso acho que o povo brasileiro precisa desse refresco. Esporte é supersaudável, animador. Não tem como não se deixar contagiar por essa energia e torcer junto, vibrar junto. Nossos brasileiros em tudo e não somente na política.
Gastou-se muito dinheiro pra preparar a Olimpíada? Claro que sim. Mas digo agora o mesmo que eu disse na época da copa de 2014 (que infelizmente terminou de forma triste para nós). É hora de apoiar e não de protestar. Esses atletas levaram anos treinando, acreditando no sonho deles. Será que esses políticos safados merecem tanto ibope assim a ponto de termos brasileiros tentando boicotar o sonho dessas pessoas? Será que a política com a sua corrupção é mais importante do que o esporte com a sua magia e a esperança que naturalmente incute em nossos corações? Será que o protesto e a revolta merecem mais espaço do que a alegria de ter pela primeira vez tantos heróis de verdade em nossa terra? Será que o fato de o país estar em crise política e econômica nos impede de receber de braços abertos esses estrangeiros que estão aqui apenas para competir, para lutar por uma medalha, para engrandecer e embelezar ainda mais o nosso Rio de Janeiro?
Já gastou. Está gasto. Agora é curtir cada jogo, cada competição, cada regata... E torcer muito pra ganharmos mais medalhas porque esse momento é nosso, é de cada atleta, e também de cada torcedor. E é um momento único. Poderemos até ter outras Olimpíadas em nosso país. Mas isso não será tão cedo e pode não ser no Rio de Janeiro, que nos permite contemplar tanta beleza! E além disso, se houver - e quando houver - outra Olimpíada em nosso país, não será mais a primeira vez, e não será a primeira da América do Sul como está sendo agora. Portanto esse momento que estamos vivendo nunca poderá se repetir! Vamos aproveitá-lo, seja pessoalmente ou pela TV. Bom... eu estou acompanhando pela TV mesmo, embora minha vontade imensa era de estar lá.
Adorei a abertura. Nosso país deste aquele momento já mostrou que apesar de nossos políticos, somos um povo de valor e assim continuaremos mostrando até o fim desse evento tão especial!
E VIVA O IDEAL OLÍMPICO, VIVA O ESPORTES E VIVA O BRASIL!!!

terça-feira, 19 de julho de 2016

No more idols- cansei de ser fã!


Tenho uma coisa muito, mas muuuuiiiito importante pra falar:
Salvo umas exceções muito especiais que depois vou explicar mais pra frente neste texto...
EU NÃO SOU MAIS FÃ DE NINGUÉÉÉÉÉÉMMMM!!!!!!!!
Ufaaaa!!! Que afirmação refrescante e libertadora! Demorei muitos anos pra conseguir fazê-la mas agora a faço e com total sinceridade. Agradeço aos meus ex-ídolos por essa sensação maravilhosa de alívio!
Se tornar fã de alguém é dar o primeiro passo rumo à insanidade e ter que se policiar a todo momento pra tentar não chegar lá. Ser fã muitas vezes também é andar pela vida de olhos vendados e ouvidos tapados pra tudo que não se quer ver e ouvir. Às vezes, ser fã é quase tão perigoso e degradante quanto ser hater de alguém. O amor excessivo e desenfreado pode fazer tão mal à saúde quanto o ódio. E se o ódio que leva alguém a ser tornar hater geralmente vem da inveja e do ciúme, um desmedido amor platônico muitas vezes vem da carência afetiva, do egoísmo e do sentimento de posse em relação a um ídolo que não conhecemos de perto, um sentimento que também pode levar ao ciúme, a inveja e ao ódio.
Nunca fui (nem vou ser um dia) hater de ninguém. Se não consigo odiar nem quem me sacaneia como vou odiar e perseguir alguém com quem nem tenho contato (como é o caso dos artistas famosos)? Pois bem. Agora também não quero mais ser fã!
Ok, ok, ok. Posso (e vou) continuar admirando o trabalho de determinados atores e atrizes, cantores, cantoras e bandas, esportistas, etc. Não vou jamais virar as costas para o talento, e até mesmo a genialidade de algumas pessoas. Posso perfeitamente reconhecer suas qualidades artísticas e também humanas. Mas para por aí. Ficar seguindo ídolo, fazendo parte de fã-clubes, catando tudo que é foto e notícia desse ou daquele artista, xeretando sobre tudo que a pessoa faz inclusive na vida pessoal e sofrendo quando estou sem internet porque assim não posso ver as novidades sobre fulano, beltrano ou ciclano? Isso não mais! Por que? Porque não vale a pena, é perda de tempo e não é nem um pouco saudável.
Mas não renego nem me arrependo de nada. Tudo tem seu lado bom e nesse caso, o lado bom (além do conhecimento e da arte) foi que fiz grandes amizades graças a ídolos e muitas delas já duram anos! E desejo que durem muito mais! Essas amizades quando são verdadeiras, elas vão longe e se tornam tão ou mais preciosas do que muitas amizades feitas na escola por exemplo - pessoas que a gente acaba nem vendo mais. Muitas amizades virtuais deixam de ser virtuais. Quantas pessoas maravilhosas com as quais fiz amizade via internet graças ao fato de sermos fãs de algo ou de alguém eu já conheci pessoalmente? Muitas! E quantas outras ainda não tive essa oportunidade mas já conversei por telefone ou carta? Muitas dessas pessoas com certeza estão lendo isso aqui! São pessoas que moram no meu coração pra sempre. Amizades que, no que depender de mim, serão eternas! Mesmo porque essas amizades não se sustentam apenas por causa dos ídolos em comum. Existem muitos outros assuntos interessantes pra se conversar. O ídolo nos uniu mas não tem que ser a única razão pra existência da amizade, porque se for assim, é porque infelizmente a amizade é fraca, capenga e não se sustenta sem a bengala: o ídolo - que é o que eu não quero mais. Na verdade ser fã é o que eu não quero mais. E não sou mais. De ninguém.
Ser fã geralmente torna as pessoas bitoladas, amarradas, tapadas, incapacitadas de analisar os fatos com distanciamento e com senso de realidade e justiça. Muitas pessoas ficam bobas, cegas e perdem totalmente a noção de tudo. A palavra fã vem de fanático. Isso é tão óbvio mas quando estamos presos a uma teia dessas não enxergamos isso, ou não atentamos pra gravidade desse fato, dessa constatação.
Fã costuma colocar o ídolo num pedestal, acima de tudo, do bem e do mal. Essa pessoa pode tudo, pode até matar ou roubar. Mas os fãs estarão ali, sempre evitando acreditar na verdade que se apresenta em vermelho berrante diante de seus olhos e caso não haja escolha (como no caso de confissão do ídolo por exemplo), o fã iludidinho, coitado, ainda assim dirá: "Coitadinho , foi forçado a confessar uma coisa que não fez". Ou então, chegarão ao cúmulo de tentar justificar o crime e até de culpar a vítima ("ah, fez por merecer")!
Claro que há exceções. Nem todo fã é doido. Existem aqueles que mantém os pés no chão e sabem separar a realidade da ilusão. Mas esses são uma minoria. Porque a imensa maioria de fãs (seja lá de quem for) só vê o que quer ver. Essas pessoas não admitem que "falem mal" do ídolo mesmo que esse "falar mal" signifique falar a verdade.
Ser fã em certos casos também é uma espécie de vício. A pessoa se torna dependente do ídolo. Alguns respiram o ídolo, sonham com o ídolo, tudo que veem, comem ou ovem (seja uma roupa, uma imagem, uma música ou uma comida) os fazem pensar no ídolo: "Fulano se veste assim, apareceu em um lugar como este, curte esse som, gosta desse prato". Assim como há o AA (Alcoólicos Anônimos), o NA (Narcóticos Anônimos), o MADA (Mulheres que amam demais anônimas), tinha que haver também o FDA (Fãs Doentes Anônimos) pra que essas pessoas pudessem se tratar e aprendendo umas com as outras, tivessem a chance de encontrar o caminho da cura (porque isso tem cura já que não envolve dependência química como no caso dos alcoólicos e dependentes de drogas).
Acredito que se existisse o FDA muita loucura seria evitada e até mesmo mortes, tanto de fãs como do próprio ídolo (vide casos de Michael Jackson e John Lennon dos quais falarei mais pra frente neste texto). Mas infelizmente, assim como é difícil um alcoólatra assumir seu alcoolismo é difícil pra um fã doente assumir que passou da conta e que a admiração normal por um ou mais ídolos virou algo nada saudável. Assim acontece com todo vício. O viciado em internet, por exemplo, também tem dificuldades em assumir seu problema.
Há fãs que querem se vestir como o ídolo, comer o que ele come, ouvir as músicas que ele ouve, ler os livros que ele lê, assistir aos filmes que ele assiste, usar o mesmo perfume e quem sabe até o mesmo papel higiênico (caso conseguissem descobrir não duvido que usassem!). Há também fãs que compram tudo do ídolo, da banda, do seriado que amam, independente de ser bom ou ruim. Por exemplo: se lançarem penico com a marca Star Wars, muita gente vai comprar mesmo que ele seja horroroso e custe R$ 200,00 ou mais. Deixam de comer hamburger por um mês mas compram a porcaria do penico! Mesmo sabendo que não vão usar. Se puserem à venda o peido engarrafado de seu artista preferido esses fãs também compram pelo preço que for, mesmo sabendo que na verdade quem peidou (se é que peidou) ali dentro com certeza foi qualquer um - menos o ídolo.
Está certo que há fãs que se impõe um certo limite e não são tão pirados assim. O problema é quando as pessoas passam dos limites e o pior: nem percebem que passaram e o quanto passaram. E não gostam que ninguém venha falar ou dar conselhos. Cada abobrinha que o ídolo diz é genial. Cada merda que o ídolo faz é o máximo. Tantos ídolos internacionais vieram ao Brasil de nariz em pé fazendo pouco caso do nosso país e dos seus fãs brasileiros e no entanto o que os fãs dizem nesses casos? "Oh, como fulano é maravilhoso!" Ou então tentam justificar, procurar motivos pra explicar a postura e a atitude do ídolo (tá, eu mesma já cheguei a fazer isso quando ainda estava presa na teia - e isso não faz muito tempo).
Fãs pensam que conhecem muito bem seus ídolos. Doce ilusão que parece até piada. Fãs não sabem de nada. Mas vai discutir com um fã desses e ele vai jurar de pé juntos que conhece a celebridade como a palma de sua mão. E o pior é que esses fãs são capazes até mesmo de encobrir os podres mais podres dos ídolos pra não darem o braço a torcer. Eu estava ficando um pouco assim mas nunca coloquei ídolos em redoma, pedestal e muito menos altar. Eles são humanos e fazem coisas erradas sim! Eles mentem pra preservar a imagem sim! Eles são em sua maioria pessoas muito complicadas e cheias de defeitos, embora tenham suas belas qualidades que merecem ser valorizadas e apreciadas. Mas enfim, são tão humanos e falhos como qualquer um de nós neste planeta e eu sempre soube disso. Apenas a fama, o dinheiro, o prestígio e o carisma fazem com que eles tenham a capacidade de esconder ou disfarçar aquilo que não lhes convém mostrar sobre eles mesmos.
Por essas e outras eu simplesmente decidi que quero estar fora disso. Na verdade já venho com essa intenção faz tempo, anos pra ser bem sincera. Mas só agora consegui, graças a um empurrãozinho que faltava e que aconteceu recentemente, e com ajuda de terapia e etc.
Encarar a realidade às vezes é bom e faz muito bem à saúde mental, emocional, espiritual e até física! Não é fácil mas é necessário. Como dizia meu professor de violão quando eu reclamava de uma música muito difícil que ele me dava pra tocar: "Nem sempre aquilo que é o mais fácil é o melhor pra você".
Não tenho nem nunca tive ídolos entre os políticos. E não acredito mais em políticos! Tirando menos de meia dúzia deles que eu conheci e que SEI que são confiáveis (pois não ficaram milionários, tratam as pessoas bem o ano todo e não só em época de eleição e cumprem com o programa apresentado na campanha) os outros ECA, são todos iguais! Cada qual mais corrupto, mentiroso e safado! E mesmo esses que eu aprovei, nunca chegaram nem perto de se tornarem ídolos pra mim.
Votei no FHC. Me arrependi. Votei no Lula (só no segundo turno mas voltei). Me arrependi ainda mais! A partir daí parei de votar. Comecei votando nulo e depois simplesmente parei de ir ao local de votação. O valor da multinha é menor do que o valor da passagem de ônibus! E assim também poupo meu tempo e energia!
Outra coisa: também não existe relacionamento perfeito entre casais (sejam famosos ou anônimos, é tudo a mesma coisa). Não acredito mais em conto de fadas! Tentei acreditar algumas vezes e não deu certo. A gente precisa ver o lado bom das coisas, mas tem que ser realista. O Yin-Yang é uma realidade. Tudo (ou quase tudo) na vida tem o lado bom e o ruim, o bonito e o feio, a luz e a sombra, a alegria e a tristeza.
A Yoga, o Tao, o Johrei, a Cabala, o Falum Dafa (e etc) somados aos conhecimentos da Doutrina Espírita e do Esoterismo tem me ajudado a ter uma mente mais limpa, uma visão mais clara e um espírito mais fortalecido. Sim, religiosidade faz bem e ajuda muito. E isso não tem nada a ver com superstição. São práticas saudáveis que dão resultados duradouros.
Eu agora foco em mim, na minha vida. Não deixo mais que questões dos outros, ainda mais de pessoas que nem sabem que eu existo, me afetem. Tenho meus próprios problemas (que infelizmente não são poucos nem fáceis). Pra que acrescentar às minhas preocupações problemas dos outros que não cabem a mim resolver? Fazer isso é coisa de maluco!!!
BASTAAA!!!
Tenho colecionado ídolos ao longo dos anos (desde a infância de maneira bem leve e a partir da adolescência já com uma boa dose de loucura). Infelizmente (ou felizmente?), a maioria deles é do sexo masculino... Não substituo um pelo outro. Apenas vou somando. Ou melhor, IA somando. Isso agora faz parte do passado. Eu saí da adolescência já faz tempo e só agora com os quarenta na cara deixo isso pras adolescentes de hoje e também pra mulheres maduras, muitas até bem mais velhas do que eu e já passadas dos 50, que por algum motivo ou necessidade consciente ou não (que não é da minha conta) acabam voltando à adolescência novamente (há pessoas que nunca saíram dela – e eu não quero ser uma dessas pessoas, com todo respeito).
E também já não tenho problemas em analisar alguns desses ex-ídolos com realismo e distanciamento. E é isso que vou fazer agora tentando não esquecer de nenhum - pelo menos nenhum dos principais.
John Lennon e Johnny Depp. Estiveram empatados no topo da minha lista pelos últimos anos. Parecidos em muita coisa. Corações caros e talentos raros. Mas atormentados e violentos tendo o agravante da bebida e até outras drogas mais pesadas. Ambos já demonstraram seu lado frio e cínico através de suas declarações e atitudes. Dois ídolos santificados por tietes dispostas a demonizar de uma forma ou de outra e a qualquer custo as mulheres, também imperfeitas, que ousaram estar ao lado deles desfrutando de suas virtudes, aturando suas manias e sofrendo com seus desiquilíbrios. Mulheres que foram acusadas de maneira leviana e injusta de terem destruído famílias e acabado com casamentos que na verdade já nem existiam mais e que só aconteceram (em um dos casos - de Depp - nem casamento houve) por causa de gravidez não planejada. Uma delas foi acusada até mesmo de destruir a banda de rock do marido (Beatles), quando na verdade a banda já vinha se desfazendo pouco a pouco e por si só graças aos caminhos diferentes que seus integrantes vinham trilhando, entre outros fatores somados.
Bom... esses dois caras fora de série me "ganharam" praticamente na mesma época: meados dos anos 90. Claro que mesmo antes disso eu já os "conhecia" e também um pouco do trabalho deles. Mas foi na frente da TV, largadona no sofá na sala de casa, que realmente me senti tocada. Foi ali que me bateu aquele "click" e nasceu a admiração sincera e enorme por seus talentos, e a partir dali, fui ficando cada vez mais fã. Com John foi quando eu estava vendo o documentário "Antologia dos Beatles" num especial da Globo apresentado por Pedro Bial em Dezembro de 1995. Com Johnny foi um pouco antes, quando vi o filme "Gilbert Grape - aprendiz de um sonhador" no vídeo K7 com a turma do meu grupo amador de teatro e dança que sempre ia lá pra casa depois dos ensaios. Eu já tinha ouvido várias músicas dos Beatles e do Lennon solo que eu gostava muito - e acabei descobrindo que a maioria das músicas dos Fab 4 que eu mais gostava eram justamente as de autoria de John... Eu também já tinha visto e reconhecido o talento do Depp no filme "Ewdard Mãos de Tesoura" que eu tinha assistido anos antes no Super-Cine - e ali vi que ele não era só mais "um rosto bonitinho da TV" como eu achava antes. Mas nessa época eu só pensava em Michael Jackson e Guns N' Roses, então só uns anos mais tarde os dois "Joões" entraram pra minha galeria de ídolos como eu já contei acima.
Dois Joões. Dois grandes gênios das artes, donos de múltiplos dons. Capazes de gestos nobres. Lennon virou mito. E que peso tem esse nome! Criou e comandou a maior banda de pop-rock de todos os tempos. Revolucionou tudo com o grupo e depois, em carreira-solo. Revolucionário sim. Pacifista também. Infelizmente não está mais entre nós porque foi assassinado por um... "FÃ" (?!?!?!) a quem pouco antes havia dado um autógrafo. Depp já é mito. O maior ator de cinema que já tive a oportunidade de assistir. Segue camaleonando sua versatilidade pela Hollywood que carece de outros como ele e vampirando com sua guitarra pelos palcos do mundo com outros "malucos" talentosos e musicais! Deixa sempre um rastro de sua generosidade por onde passa.
Mas o que esses dois adoráveis e adorados Joões já fizeram de merda não está no gibi!!! Um deles continua fazendo... e como!
E as fãs? Bom... Esse é o problema, as fãs. Em sua maioria, parecem acreditar que uma mulher inteligente, linda e ainda bem jovem que poderia ter o homem que quisesse aos seus pés, uma atriz talentosa que tem uma promissora carreira hollywoodiana pela frente e até o momento já contabiliza trinta e tantos filmes no currículo (sem contar as séries de TV) seria capaz de se afundar na lama mentindo maldosa e friamente sobre o homem amado (provas desse amor nunca faltaram) pra ninguém menos que a polícia! Sim, elas preferem acreditar que essa mulher seja louca ao ponto de se bater e machucar a si mesma (alguém que faça um troço desse é caso pra internação em hospício com camisa de força!), envolver duas das melhores amigas suas e de seu marido (pelo que li na época parece que foram duas testemunhas) fazendo-as dar depoimento falso à polícia arriscando até mesmo serem presas (e tudo isso pra ganhar pensão) do que enxergar a violência existente no ídolo, evidenciada por suas atitudes e antecedentes, ou seja, atos muito "equilibrados" como quebrar quartos inteiros e esmurrar fotógrafos, inclusive com passagens pela polícia além de fortes boatos sobre outros casos de violência doméstica praticada por ele com pelo menos duas de suas ex-companheiras (K e V - quem tá por dentro do assunto entende o que eu estou falando). A maioria das fãs se nega a ver que uma pessoa inocente não reage com o silêncio, mas com indignação e ação imediata pra provar rapidamente essa inocência! E mesmo sabendo que o ídolo não é nem nunca foi um exemplo de sobriedade, e que bebida modifica (pra muito pior) o comportamento das pessoas, essas fãs, ainda assim culpam a vítima seguindo a tendência podre da nossa sociedade onde a mulher é considerada culpada de ser estuprada por estar usando short curto por exemplo!
Por isso tudo é muito bom estar distante como eu estou agora e assim quero permanecer. Estando "perto" (em termos de envolvimento) a pessoa não consegue enxergar nem um palmo à frente do nariz – e não admite isso!
Bom... aí alguém vem: "Suponhamos que Johnny seja inocente e Amber tenha inventado tudo isso, batido em si mesma etc, o que você diria?" Eu nesse caso diria: "Além de pilantra ela é louca, psicopata, o lugar dela é no hospício. Ela e as testemunhas dela também, todas pro hospício, já!". Simples assim. Mas repito: isso é muito absurdo e os antecedentes dele são inegáveis. Já os dela... nada demais. E não vale nem citar a história dos cachorrinhos na Austrália porque nessa os dois erraram juntos! Já... se o Johnny fez mesmo o que parece que fez... Feministas, não me crucifiquem, mas acho que o caso dele também não seria cadeia, mas sim uma clínica de reabilitação por um longo período, porque a bebida é a verdadeira culpada, ele não é nenhum monstro sem coração! A pessoa que bebe costuma nem mesmo se lembrar do que fez (eu sei o que estou dizendo porque já vi isso de perto).
Michael Jackson, outro gênio "esquisito". Primeiro e único Rei do Pop. Talentoso e versátil da cabeça aos pés. O cara que praticamente foi o inventor do videoclipe, dos curta musicais, do passo moonwalker, de ritmos inovadores que até hoje influenciam os atuais astros do pop - seus súditos que nada são além de cópias mal feitas do Rei. O maior recordista da história da indústria fonográfica em vendagem de discos. O cara que bateu todos os recordes possíveis e imagináveis e ganhou todos os prêmios mais cobiçados.
O eterno Peter Pan que construiu uma imagem de inocência e pureza. Todos acreditaram que ele era uma criança grande e que não tomava bebidas alcoólicas, não sabia das maldades dos homens e da realidade da vida. Era um anjinho que o mundo maltratou pois não estava preparado pra recebê-lo. Pois a verdade é que, entre outras coisas, ele bebia vinho em latas de refrigerante pras crianças que frequentavam sua casa não saberem o que ele estava ingerindo. Era viciado em remédios pesadíssimos e tinha certas atitudes reprováveis. Era em alguns pontos egoísta e marqueteiro. Sabia muito bem o que queria e o que fazia. Mandava e desmandava na sua equipe e não era uma vítima dos outros. Até quando foi injustamente acusado de pedofilia, apesar de seu visível sofrimento que o fez afundar ainda mais na dependência de remédios, ainda assim ele mostrou sua força e determinação ao se defender perante o mundo todo através de declarações e vídeo, e na segunda acusação foi capaz de enfrentar todo processo de cabeça erguida (que venceu). Sua última turnê que não chegou a acontecer, foi meticulosamente planejada por ele, que cuidava dos mínimos detalhes e ela só não aconteceu antes porque ele não quis. Ele não era o garotinho meigo e bobo, facilmente manipulado pelos outros como muita gente pensa até hoje. Não era nem um pouco inocente e muito menos ingênuo. Sabia a hora certa de fazer as coisas e como causar o impacto que desejava e não aceitava que um detalhezinho sequer fugisse ao seu controle. Era um homem adulto e muito esperto. Só era criança quando lhe convinha.
Por falar em criança... Eu sim, era criança quando ouvi falar dele pela primeira vez e ao ver o clipe de “Beat It”, ficava em vão tentando imitar seus passos na frente do espelho. Quando vi o clipe de “Thriller” fiquei morrendo de medo dele ter virado lobisomem de verdade e imaginava ele arrombando a janela do meu quarto à noite. rsrsrs Mas eu ainda não era fã dele nessa época. Apenas curtia sua música e sua dança. Mas depois fui crescendo e a coisa foi crescendo junto comigo... Ainda mais que eu tinha uma amiga que simplesmente o adorava! Fiquei de mal com ele por um tempinho por quase acreditar que ele queria "virar branco" (eu era uma menina e ainda não sabia das mentiras e maldades dos tabloides) mas logo "voltei às boas". Mas mesmo fazendo algumas loucurinhas, acompanhando, comprando CDs entre outras coisas eu nunca deixei de vê-lo exatamente como um ser humano imperfeito.
Mas e as outras fãs? Pois é... Como era de se esperar preferiram negar todas suas imperfeições e pintar como bruxa malvada a mulher que tentou ajudá-lo a mudar pra melhor e se livrar de sua dependência de remédios. A acusaram de ter sido injusta e egoísta ao deixá-lo e de ter feito muito mal a ele de diversas maneiras. Falaram até que ela queria arrancar o dinheiro dele pra dar à Cientologia (igreja que ela frequentava e ele chegou a conhecer e ler a respeito sem nunca aderir)! Na verdade era ela que estava sofrendo e até mesmo adoecendo por causa do comportamento irresponsável e egoísta dele! Incrível como uma mulher nunca se coloca no lugar de outra quando tem ídolo enfiado no meio!
Quando Michael faleceu, muitas fãs de araque, de última hora, apareceram. Inconformadas com sua morte e arrependidas de não terem descoberto ou reconhecido sua genialidade enquanto ele ainda estava entre nós, preferiram acreditar que ele estivesse vivo em algum lugar, tendo forjado sua própria morte! De acordo com essas pessoas ele estaria escondido, enganando todo mundo, se calando diante do sofrimento de seus filhos, pais e demais familiares e amigos e até do suicídio de doze fãs (doentes com certeza!). Diziam que ele estava até se divertindo, aparecendo disfarçado em programas de TV, fingindo ser outra pessoa! Que tipo de canalha ele seria se isso fosse verdade? Quantas pessoas ele teria que usar pra montar uma farsa desse tamanho? Como conseguiria enganar tanta gente ao mesmo tempo? Como deixaria um médico inocente ir pra cadeia por sua morte sendo que ele estaria vivo? Isso é tão sem noção, tão doido e tão "viagem" que acaba sendo engraçado! Pois é, mas essas "fãs" alucinadas preferiram acreditar num absurdo desses do que encarar o fato de que ele era humano e de carne e osso, portanto mortal como todos nós. Uma vez respondi o comentário de uma dessas fãs em um dos meus blogs e falei sobre o quanto essa teoria era absurda e ridícula. E então ela me respondeu com uma pergunta: "Então você prefere que ele esteja morto?". Será que a criatura não conseguia ver que ali não cabia essa questão de preferir ou não preferir?! O cara MORREU, caramba! Eu disse a ela que eu não queria que ele tivesse morrido, eu queria ele vivo mas se ele estivesse vivo estaria em turnê e não se escondendo como um covarde, porque se estivesse fazendo isso não seria meu ídolo, seria um monstro e mereceria cadeia. Então ela voltou e me xingou! Atitude típica de quem não tem argumento pra discutir de maneira civilizada. E sinceramente, eu não tenho saco pra burrice!
Essas pessoas divulgaram milhões de teorias da conspiração, fizeram blogs pra falar essas coisas levando pessoas crédulas a ficarem esperando pela volta dele no fim de 2009 e como ele não voltou, mudaram a data da volta pra 2012! É, o mundo não acabou e Michael Jackson não voltou (nem ressuscitou). rsrsrs
Há um grande grupo de fãs de Elvis Presley que também agiu dessa maneira por não aceitar sua morte. Meia dúzia desses fãs continuam até hoje acreditando que ele não morreu e até esperando por sua volta! Tem quem acredite em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Cegonha, Fada do Dente e Bicho Papão. Mas essas são crianças e um dia vão crescer, já esse tipo de fã nunca vai sair da primeira infância - não no que se refere ao ídolo. Viverão sempre em Neverland!
É... ser fã é perigoso, meu Deus! E as pessoas que estão nisso nem percebem o quanto estão aprisionadas e cegas! E o pior é que acham que são felizes assim! Fazer o que? Direito delas...
Aí se alguém me pergunta: "Supondo que Michael esteja vivo e escondido por aí, tendo forjado a própria morte o que você diria?". Eu diria: "Eu me enganei quanto ao caráter dele porque ele é um monstro insensível, um criminoso e o lugar dele é na cadeia juntamente com todos seus muitos comparsas". Mas quero novamente ressaltar que não acredito nisso e que uma coisa dessas nunca me passou pela cabeça, é muita fantasia e viagem de quem não quer aceitar a realidade. Esse grupo de pessoas (ou pelo menos a grande maioria dele) foi formado por aqueles que só descobriram Michael Jackson - no sentido de se tornar fã - depois que ele foi pro plano astral! Antes, aposto que muitas dessas pessoas até debochavam dele e faziam piadinhas de mau gosto.
Cazuza também era um exemplo de pessoa contraditória. O talentoso e incomum poeta do rock brasileiro, o menino "Caju" tinha um lado tão suave e outro tão assustador! Sempre a bebida e as drogas tratando de exacerbar o dark side dos nossos ídolos tão doces, tão problemáticos e tão autodestrutivos. Mesmo já doente, Cazuza continuou a beber seu uísque e até mesmo usar drogas pesadas! Ele, que morreu de AIDS, cantava "Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no poder. Ideologia eu quero uma pra viver". Sim, Caju. Eu também quero uma ideologia mas não ídolos - cuja maioria, se ainda não morreram de morte morrida ou matada, infelizmente correm o risco de morrer, inclusive de overdose. E eu aprendi uma coisa: todos os ídolos são "de barro".
Axl Rose é outro! Fora dos palcos parece um menininho tão frágil, carente e desprotegido. Em cima deles domina a cena e se transforma no maior frontman do rock que eu já vi, o mais pirado (no sentido positivo, claro) e com a voz mais impressionante e mutante que já ouvi! Simplesmente incrível! Arrepiantes são suas performances à frente da superbanda de hard-rock que ele lidera, O Guns N' Roses, assim como também o são suas músicas cheias de questionamentos e surpresas sonoras. Mas... sob o efeito de drogas e bebidas ou em seus momentos de explosão ele é capaz de coisas feias, muito feias! Violência, loucura, destruição... Telefones e cadeiras podem criar asas em suas mãos! E isso foi aqui no Brasil, em épocas diferentes. Não estou nem mencionando seus "arremessos" pelo resto do mundo. Nem os casos de violência doméstica protagonizados por ele.
E o que dizer do baixinho Romário, o maior e mais carismático gênio da bola que vi jogar? Tive a honra de babar com suas jogadas, seus gols, seu futebol-arte (coisa que está hoje em extinção - e nos tempos dele já estava!). Ele me alegrou tanto com a camisa da Seleção (quando ele liderou a vitória brasileira na primeira e mais emocionante Copa do Mundo que o Brasil venceu depois que eu nasci) como com a do meu Mengão (quando ele carregou nas costas um time pobre e sem estrelas e mesmo assim nos deu três títulos importantes se multiplicando em campo pra cobrir as deficiências do time). Mas... ele também é o cara que nunca assumiu (e até desmentiu) certos casos e relacionamentos, deixando as mulheres passarem como mentirosas e oportunistas quando na verdade quem estava mentindo era ele! Sem falar em outras atitudes igualmente reprováveis.
HOMENS... TODOS IGUAIS. Sim, só mudam de endereço. Sempre dominados pelo vício e pela infidelidade (que pra muitos deles parece até algo natural desde que não seja cometida pela mulher). Mas pior do que homens que se tornam agressivos sob o efeito do álcool e das drogas são aqueles que nem precisam disso pra praticar violência doméstica contra sua mulher (vide o caso da Luíza Brunette que passou no "Fantástico" semanas atrás). E o cara ainda é tão, mas tão cara de pau que além de negar ainda tenta inverter a situação e culpar a vítima. Que nojo! Ok, eu sei que nem todos os homens são assim. Há exceções, mas são raras, ainda mais entre os famosos.
Não estou dizendo que as mulheres são todas santas, não. Tem muita mulher que é safada e pilantra. E ninguém é perfeito (tanto homens como mulheres). Mas desde que o mundo é mundo o homem vem abusando de sua força física, poder e autoridade sobre a mulher que é considerada o sexo frágil e que até poucos anos atrás tinha poucos direitos. Não podia por exemplo votar, fumar em público, dirigir, montar cavalo com uma perna pra cada lado e tantos outros direitos que lhe eram negados sem motivo justo ou explicação lógica. Além disso nada justifica a violência contra a mulher. O homem que a pratica é covarde porque sabe que numa briga ele irá sempre levar a melhor - a menos que a mulher seja enoooorme e pratique luta ou artes marciais. Há também o abuso verbal e esse também machuca!
Me coloco no lugar de mulheres de fibra e de coragem como Yoko Ono, Amber Heard, Lisa Presley... Mulheres admiráveis e de talento (principalmente as nada convencionais Yoko e Amber que de uma forma ou de outra me servem de inspiração). Elas pagaram ou ainda pagam um preço alto por terem se apaixonado por homens endeusados demais por fãs (tietes na verdade) que não satisfeitas com sua arte, sonharam (e ainda sonham no caso de Johnny) em deitar-se em suas camas. Mulheres fortes, odiadas pelas fãs cegas e doentes daqueles que foram seus maridos! A falecida Linda McCartney (entre tantas outras) também passou por isso. Eu não queria estar na pele de nenhuma delas!
E por falar em mulheres... Também tive "ídolas". Cyndi Lauper, a minha cantora preferida internacional e Rita Lee, a nacional, também tem seus vícios e loucuras. Gosto muito de ambas desde que eu era criança (da Rita eu fiquei fã quando eu era muitooo pequena ainda e ingenuamente cantava a música da “banheira de espuma” sem entender o verdadeiro sentido erótico e sensual da letra). Bom... mas eu sei que elas não são perfeitas! E mesmo a Xuxa, que tanta coisa boa me ensinou na minha infância e também na adolescência, é um ser humano imperfeito e comete erros como qualquer outro.



Ídolos não são deuses e podem nos decepcionar - e muito. Um cara que eu também tinha como ídolo e que me decepcionou demais foi o cineasta George Lucas. Eu o defendia de críticos e tudo o mais até o dia que ele vendeu pra poderosa Disney por 4 bilhões de dólares seu tesouro mais sagrado (Star Wars), o qual ele fazia tudo pra proteger. Ele chegou a fazer um documento oficial que garantia que mesmo após sua morte ninguém jamais sujaria sua saga criando continuidades pra ela (e assim lucrando com ela) uma vez que não havia mais história a contar além dos seis filmes, portanto a saga já estava completa. Pois aí está! O dinheiro o fez mudar seu discurso e entregar essa história perfeita e já encerrada pra outros a estragarem e fazerem a merda que a Disney está fazendo. Não vi e nem quero ver o filme (nem os próximos), que pelo que me contaram não passa de uma cópia mal feita e sem criatividade do episódio IV da saga original criada por George Lucas. Enfim... esse perdeu totalmente meu respeito como pessoa e de certa forma também como profissional, porque não tem palavra e se vendeu por uma fortuna absurda aos 70 anos de idade sendo que ele já era milionário e dono de um império! É... ele é humano e seres humanos fazem coisas feias, muuuuiiito feias.
Gostei e gosto de muita gente da música, da TV, do cinema, dos esportes, da literatura, da poesia, da pintura, da dança, da mágica... Muitas bandas de rock...
Eu corria pra frente da TV quando lá estava no Cassino do Chacrinha a Baby Consuelo (hoje do Brasil) ou o Sidney Magal, entre outros. Pirava com RPM, Kid Abelha, Titãs, Blitz, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor, Metrô, etc, etc, etc. Viajava com as maravilhosas vozes de Jessé, Milton Nascimento, Maria Bethânia e Amelinha. Isso é que são VOZES! Por outro lado, a genialidade da letra e da melodia de compositores ”sem voz” como Toquinho, Chico Buarque, Guilherme Arantes, Jorge Ben (hoje Benjor) ou mesmo Roberto e Erasmo (entre outros), compensava a falta de gogó. Eu sempre gostei de talento, de arte, venha de onde vier.
Nunca gostei de ídolo-produto, aquelas celebridades fabricadas nas quais a gente tem que ficar procurando talento com uma lanterna em uma das mãos e uma lupa na outra. Na verdade nesses casos o talento é sempre de quem as descobre e/ou as lança. Elas são como fantoches, tem sempre alguém por trás delas - não ao lado trabalhando em conjunto. Essas celebridades são como aquela criança que os pais colocam no meio da sala e dizem: "imita o cachorro" e a criança imita. "Canta Atirei o pau no gato" e a criança canta. Todo mundo aplaude, acha o máximo, mesmo que a criança desafine ou erre a letra da música. Mesmo que ela faça miau pro cachorro e au-au pro gato. Não importa o que esses ídolos-sensação fazem. Eles tem que ser aproveitados de todas as formas. O cara não alcança nem uma oitava cantando e não compõe nem funk do pior tipo, mas grava uma lambada composta por outra pessoa quando esse ritmo está no auge e faz o maior sucesso. No mês seguinte ele está na capa da revista usando pouca roupa e com pose sensual. Daí a alguns meses está na novela das sete, atuando pessimamente mas está lá e é o recordista de cartas! Existem ídolos assim tanto do sexo masculino como do feminino. Menudos (eu era criança e lembro que as meninas mais velhas eram loucas por eles). Patotinhas (essas nem são do meu tempo). Paquitas (essas são do meu tempo!). Por trás delas havia muita gente! Xuxa criando, Marlene Mattos empresariando, Sullivan&Massadas (entre outros) compondo músicas pop bonitinhas e grudentas (algumas até com mensagens bem legais), Beri coreografando passos fáceis de dançar... E elas? Ah, elas eram as estrelas, só tinham que aparecer lindas e loiras no palco, com um belo sorriso, com uma maquiagem bem feita pra deixá-las com carinhas de boneca, com roupas bem transadas criadas especialmente pra elas e nos discos simplesmente botavam suas vozes geralmente bem curtinhas. Nas apresentações ao vivo, bem... nem eram exatamente ao vivo, mas playback. Tá. Até eu sonhei ser paquita. Que menina daquela época não sonhou? Valia tudo pra estar perto da Xuxa! Mas eu não era loira (como não sou) e teria menos chance. Nem tentei. rsrsrs E também não estou dizendo que as Paquitas sejam todas sem talento. Temos aí Andréia Veiga, Letícia Spiller, Juliana Baroni, Bianca Rinaldi, Bárbara Borges entre outras que se mostraram ótimas atrizes! Algumas sumiram mas já mostraram que tem talento. Havia uma paquita que até tocava violino e outra que era bailarina. A própria Xuxa tem voz curta e praticamente não compõe. Mas está por trás dos temas das músicas que canta e já provou ser uma atriz inata capaz de se transformar em personagens tão criativos e diferentes entre si como Madame Caxuxá, Dra Boluxa, Xábio Xumxum, Vovuxa, Moleque, Shirley Lis, Gracinha Curiosa e Bruxa Keka. Pra fazer isso tem que ter muito talento e versatilidade! Sem falar que Xuxa é acima de tudo apresentadora e modelo (cantora é coisa que nunca pretendeu ser justamente por reconhecer as limitações de sua voz fininha) e nesses dois ofícios ela já provou ser uma das melhores, inclusive criando todo um estilo de programa infantil inspirado em seus sonhos de menina e suas ideias (nave, sol, pompons...) e nas brincadeiras que ela fazia quando criança, algumas até inventadas por ela e depois copiadas por outras apresentadoras sem criatividade. Mas com tudo isso, as Paquitas são sim, um bom exemplo de ídolo-produto, do tipo que estoura, vira moda e depois se não começar a “atirar pra todo lado”, some porque geralmente esse tipo de ídolo é descartável e nem todo mundo tem a persistência da Modonna (talvez a maior estrela sem talento do mundo).
Quando era bem pequenininha eu via outras meninas curtindo a Gretchen (cujo único talento no meu ver era - e ainda é - rebolar) enquanto eu já gostava mesmo era da Rita Lee, Maria Bethânia, Gal Costa, etc. Cantoras que realmente CANTAM e/ou são grandes compositoras. Por falar nisso aproveito pra perguntar: Quem são Madonna e suas discípulas de bunda de fora perto de Cyndi, Alanis, Adele? A essas três divas (entre outras também talentosas que existem pelo mundo) surgidas em diferentes épocas e com diferentes estilos bastaria ter suas lindas e possantes vozes. Mas além disso, são compositoras maravilhosas! Elas não precisam mostrar o corpo pra ganhar aplausos porque o tamanho do gogó e do talento é muito mais importante do que o tamanho dos airbags e da retaguarda. Também vale lembrar que talento e sucesso são coisas muito diferentes e nem sempre andam de mãos dadas.
Talento é essencial em todas as artes! Em meados dos anos 80, eu babava com as interpretações de Tarcísio Meira, Bruna Lombardi e Ney Latorraca (entre outros) nas novelas e minisséries que eu via junto com minha mãe e demais familiares na sala. Ou no caso das minisséries que passavam mais tarde, costumava ver com meu tio que as assistia geralmente com um copo de uísque na mão e um pires de azeitonas na mesinha de centro (eu era criança, a mim era permitido apenas olhar ele beber aquele "troço fedido" rsrs).
Quando vi "Nos Tempos da Brilhantina" pela primeira vez, pirei com o talento de John Travolta atuando, cantando e dançando maravilhosamente. E como era bonito! WOW!
Às vezes a beleza ofusca o talento. Foi o caso de Brad Pitt que de tão lindo que era quando jovem, eu não cheguei a ser exatamente fã, porque somente uns dez anos e quinze filmes depois de vê-lo em "Lendas da Paixão" (o primeiro filme que vi com Brad) é que consegui finalmente enxergar e valorizar o grande ator que estava por trás daquela beleza toda. Admiro muitos atores e atrizes, do Brasil e lá de fora, de diferentes gerações. Alguns morreram bem velhos antes mesmo de eu nascer, outros estão ainda começando a despontar e podem contar os filmes ou novelas que fizeram nos dedos das mãos (pra alguns deles talvez baste uma só mão).
Enfim, tem muita gente de talento, a lista é enorme. Mas meu primeiro ídolo homem (desses de comprar tudo sobre o cara, ouvir os discos o dia inteiro, pular e dar gritinhos quando o dito cujo aparece na televisão) foi o Paulo Ricardo do RPM. Eu era uma pirralha e a banda pulou do auge ao fim em pouco mais de um ano, poucos meses depois de lançar duas músicas maravilhosas em parceria com Milton Nascimento (claro que eu comprei - ou melhor, minha mãe comprou - o disco em formato mix com uma faixa de cada lado). Fiquei tão triste com os boatos sobre o fim do RPM. Sofri à beça. Até que a banda voltou logo no ano seguinte (até hoje nem sei se daquela vez ela chegou mesmo a terminar de verdade ou se foram apenas desentendimentos). Mas aí, quando voltou, em 1988, já não era mais a mesma coisa. O encanto meio que se quebrou. Também fiquei triste ao saber que o Paulo Ricardo, o cantor que eu tanto idolatrava, já tinha sido pego com drogas. Naquela época, eu como fã de carteirinha da Xuxa e também pela educação que tive em casa, tinha horror às drogas (e ainda tenho mas vejo isso com mais maturidade hoje).
É claro que minha admiração pelo trabalho, os feitos e o talento de todas essas pessoas que citei (e outras mais que não citei) e que de alguma forma me conquistaram algum dia, continuará intacta. Não estou me proibindo de curtir a sua arte! Só cansei dessa coisa de ser fã, de ficar idolatrando, falando na pessoa como se fosse algum conhecido muito próximo, acompanhando, me preocupando, fazendo "loucuras" como gastar dinheiro que às vezes eu nem poderia gastar por causa de quem quer que seja. Não condeno quem faz isso, cada um sabe de si. Mas EUZINHA na-na-ni-na-não! Nem vem que não tem! rsrsrsrs
De agora em diante me permito apenas ser fã de Sítio do Picapau Amarelo (especialmente com o meu querido elenco de 1981 e 1982), Star Wars (nesse caso não mais do seu criador e muito menos dessa nova saga Star Wars-Disney que está aí), Harry Potter, Crepúsculo, He Man, She Ra, Caverna do Dragão. Mas de pessoas? Posso ser no máximo admiradora, como já falei e faço questão de repetir. Amante de cinema sempre vou ser - como de música, literatura e todas as formas de arte. Mas prefiro, por exemplo, curtir o personagem do que o ator que o interpreta. Os Super-heróis do cinema, das séries de TV, dos desenhos animados e dos quadrinhos são o que são: personagens. Eles podem até ser perfeitos porque não existem na vida real.
Alguém já viu alguém mais perfeito que o He Man? O cara é quase um santo! Se é pra ser fã de alguém vou ser fã do He Man, da She Ra (que é a versão feminina do He Man e a heroína que eu queria ser), do Super Homem e até do Homem de Ferro - o mais humano dos super-heróis. Já imaginaram se houvesse pessoas assim no mundo? Nossa! Que mundo maravilhoso seria este! Já pensaram se existisse uma família de vampiros altruístas como os Cullen (que mulher não queria um Edward Cullen em sua vida?). Mas eles não existem. Nada disso existe e na vida real tudo que existe é a imagem que se cria dessa ou daquela pessoa famosa, uma ilusão do tamanho da necessidade de fuga do fã que a cria.
Ok. Passaram pelo mundo alguns seres humanos puros de verdade, espíritos elevadíssimos. Krishna, Buda, Jesus, Francisco de Assis, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce etc. Mas esses são um em um milhão.
Nós seres humanos comuns (tanto os anônimos como os famosos) não somos perfeitos e estamos muito longe de sê-lo. Uma vez escrevi sobre isso num dos meus blogs. O fato é que todo mundo tem um Incrível Hulk ou até mesmo um Darth Vader dentro de si. E de Anakin a Vader a linha é tênue e todos nós, se não nos policiarmos muito e o tempo todo, estamos sujeitos a cruzá-la a qualquer momento, se é que já não a cruzamos e não temos coragem de confessar isso a ninguém - talvez nem a nós mesmos. Todo mundo quer ser o bonzinho, ou melhor se fazer de bonzinho, sem ser. Mas parecer é uma coisa e ser é outra muito diferente. Nós somos “meio deus, meio demônio” como diz a letra da música “Feito Nós” do RPM com Milton Nascimento.
Portanto julgar os outros é julgar a si mesmo. E idolatrar alguém tão humano quanto nós não é nada além de uma tentativa de fuga da realidade, que não é cor-de-rosa. Ela é dura de encarar mas se não fizermos isso passaremos a vida evitando aceitar e enfrentar nosso próprio lado sombrio. Não se derrota o que não se enfrenta. E assim, a vida e os anos vão passando... E nós vamos morrendo aos poucos, afogados na ilusão.
Não quero mais isso pra mim! Chegaaaaaaaaa!!!
É tão bom poder acordar, abrir os braços espreguiçando e dizer: graças a Deus ESTOU LIVREEE!!!
E assim pretendo continuar!!!


quinta-feira, 10 de julho de 2014

"Em Família" está chegando ao fim?!... GRAÇAS A DEUUUSSS!!!








Sinceramente, não tenho conseguido mais assistir assiduamente essa novela. Ontem não vi, anteontem vi uma cena ou outra... A novela além de chata, cada vez mais parece um repeteco da primeira fase! E pra ver o que eu já vi... prefiro NÃO ver! Coloquei meu DVD do Harry Potter no horário da novela ontem! rsrsrsrs E talvez faça o mesmo hoje, assim assisto à série (que eu adoro!) todaaa!

Ai... que saudades do Félix e de "Amor à Vida"!!!

Eu fiquei anos sem ver novelas (a última das 9 hs foi "A Favorita"), só via as antigas, do Canal Viva, algumas das quais vi quando eu era criança, e outras vi no "Viva"pela primeira vez. Voltei a ver novelas novas com "Amor à Vida", já quase na metade, quando percebi que valia a pena acompanhar... No geral, gosto das novelas do Walcyr Carrasco.

Confesso que a única novela do Manoel Carlos que realmente eu gostei foi "Mulheres Apaixonadas". As outras são sempre a mesma coisa: um rolo que não desenrola até o final, madames "emergentes" dando festas e tomando sol à beira da piscina sem nada de interessante ou útil pra fazer... Sem falar na Helena, no Leblon, no sanduíche de queijo e na Santa Rita de Cássia, presentes em todas, inclusive na empolgante (sem ironia aqui, a novela foi boa mesmo!) "Mulheres Apaixonadas".

O rítmo das novelas dele, geralmente é bem lento:
A pessoa sai de casa. Na próxima cena está entrando no carro. Na cena seguinte está dentro do carro conversando com alguém. E só depois ela finalmente aparece chegando ao seu destino e então a novela acaba pra conversa ser mostrada só no capítulo seguinte. Com "Em Família" ele quis fazer diferente e exagerou nos "saltos" que a novela dá. Assim, a novela parece compactada pra ser lançada em DVD pela Globo Marcas! Com ele é tudo ou nada!!!

Tudo nessa novela está errado! Desde o começo! Novela mal conduzida, personagens mal construídos. Parecem um bando de loucos fugidos de um hospício! Todo mundo é bipolar e a gente não tem nem como gostar, simpatizar e torcer por algum personagem. Até os atores (e quase todos bons atores, inclusive Gabriel Braga Nunes que além de bom ator é lindo e a Bruna Marquezine, cujo único problema no meu ver é que ela gesticula demais) parecem perdidos dentro de seus personagens porque eles realmente não sabem que esses estes realmente são! Então, não sabem o que fazer com eles! E nós telespectadores, não sabemos como encará-los!

Todos são mocinhos e vilões em potencial. Mas o autor já decidiu quem pegar pra "Cristo" (mesmo que um Cristo ao contrário), aqueles que ele quer transformar em monstros, mesmo que os outros estejam longe de serem santos. O maior exemplo disso é o que ele está fazendo com o Laerte! 

Eu li na internet alguém dizer que o casal Laerte e Luíza foi rejeitado pelo público. E eu digo que não é verdade! O que acontece é que se esperava que ele fosse o pai da Luíza! Eu também esperava isso, daria tempero à novela, uma grande polêmica, o pai que se apaixona pela filha sem saber quem ela realmente é. Mas infelizmente não tivemos esse assunto abordado. E quando ficou claro que ele não era pai dela, e eles começaram um romance, a audiência da novela aumentou e o casal ganhou até página no facebook, chamada "Luerte". Sim, o casal ganhou fãs como um casal da vida real!

Muito interessante ver a transformação, a redenção de um ser humano. E o Laerte maduro era um homem apaixonado e um pouco ciumento sim, mas doce, gentil, paciente, calmo. Não pressionava a Luíza, a compreendia sempre e fazia pra ela surpresas românticas que toda mulher aprecia. Lindo casal!

Mas... de repente, do nada, o Laerte começou a reviver o passado e a novela começou a perder a (única) graça que tinha! E em tudo que era núcleo da novela, em todas as conversas só falavam mal do Laerte. Helena, Virgílio, Verônica, as amigas da Luíza e até a empregada! Mas isso de certa forma parecia fortalecer o casal e aumentar a torcida (inclusive minha) pra que eles dessem certo e calassem a boca dessa gente faladeira.

Todas as chatas da novela (a Helena, a Shirley, a Selma...) são, por um motivo ou por outro, contra o namoro/casamento entre o Laerte e a Luíza! Mas parece que o Manoel Carlos resolveu premiá-las transformando o homem até então doce, gentil, maduro e tranquilo num maluco, chato, insuportável! Até com o Kadu, antes seu amigo, agora o Laerte vive de picuinhas! 

Fica difícil gostar das cenas do casal "Luerte" e a culpa é de quem? DO AUTOR, é claro! Eles não fazem uma cena em que não apareça algum tipo de briga, discussão, implicância, provocação, ciuminho (por parte de um ou de outro porque a Luíza também apronta das suas e sabe ser irritante às vezes)! Dá vontade de sair da frente da TV, desligá-la ou mudar de canal. FRANCAMENTE!

A Shirley e a Branca são duas malas sem alça que não conseguem virar a página e deixar seus ex em paz e só vivem pra atazanar a vida dos outros. Não fazem mais nada. A Shriley aconselha a filha a partir pra outra, quando ela mesma não é capaz de fazer isso (mesmo sabendo que o ex está de casamento marcado). A Branca quer mandar nas escolhas amorosas da filha que já é bem crescidinha. E essas duas insuportáveis se acham, né?! São tão cheias de si que eu não sei como não explodiram ainda!

A Helena agora banca a mãezona mas que DROGA de mãe é essa que vira a cara pra própria filha só porque esta se apaixonou por um cara que ela (a mãe) na verdade ainda amava (e óbvio estava morrendo de ciúme da filha!)??? Que PORCARIA de mãe desnaturada é essa que não visita a filha nem depois dela ter sofrido um sequestro??? Pois é! O noivo, o "monstro", o "canalha", deixou a mãe cheia de pitís em Goiânia e voltou correndo pra ficar perto da noiva ao saber do acontecido. Mas a "mãe" nem um telefonema deu, embora quisesse fazê-lo; mas o orgulho falou mais alto. Essa mesma "mãe" torceu pela infelicidade da própria filha porque não é capaz de esquecer o passado e perdoar. Ainda enviou seu vestido de noiva, não como um presente e um sinal de perdão e esquecimento do passado, mas de pura maldade, pra fazer a filha lembrar do que aconteceu e se sentir culpada por se casar com o "monstro" causador de todo sofrimento. E a Helena parece ter conseguido o que queria, já que ao ver a Luiza com o vestido, Laerte "voltou ao passado" e começou a ficar cada vez mais surtado! Essa é a bondosa mamãe Helena, que casou sem amor (por pena!) e agora quer questionar o amor que a filha sente pelo seu ex-quase-marido...

E o Virgílio então? O "santinho" tirou a marca do rosto mas não é capaz de perdoar. Ele é tão bom e calmo, né? Mas entrou feito um louco no local de trabalho do Laerte, dando socos no cara sem que este tenha feito nada! A Helena foi lá de xereta, foi procurar confusão e ao saber que ela estava lá, o "santo" marido foi agredir justamente quem estava quieto no seu canto. A Luíza sumiu em vez de socorrer o noivo. Ficou dias sem atender o telefone. E o Laerte? Entendeu tudo e ficou numa boa com ela. O que aconteceu com essa maturidade, essa compreensão do Laerte? Será que a Selma tem razão em dizer que o filho dela se transforma perante a Helena e a Luíza? É justo que a chata da Selma tenha razão? E é justo que a outra chata, a Helena tenha razão ao pintar o Laerte como o próprio capeta sendo que ela vivia provocando ciúmes no cara, no passado?

E aí vem o drama: "Oh, ele enterrou o amigo vivo". Ok, mas ele não sabia que ele estava vivo! Era um garoto, imaturo e estava desesperado! Errou mas pagou pelo que fez, sofreu, refez sua vida, e merece uma nova chance de ser feliz! Mas... parece que esta chance está sendo tirada dele, dia após dia, pelo autor da novela, que parece gostar mais de vingança do que de redenção.

De uma semana pra cá uma série de disparates tem acontecido na novela: 

Num mesmo capítulo foram pelo menos três absurdos: 

1 - O Nando, que finalmente havia decidido dar o merecido gelo na Juliana (havia parado de falar com ela - por umas duas cenas) e já estava se arranjando com a secretária (que arrasta um caminhão por ele) de repente, assim do nada aparece na sala da Helena conversando numa boa com a Juliana! Novela compactada é assim mesmo, a gente não entende nada, é como "o elo perdido", tipo: "quando mesmo e por que ele voltou a falar com ela, que cena eu perdi?". Mas não houve cena perdida, houve mais um "salto" maluco e sem sentido.

2 - As duas pretendentes de Kadu, Verônica e Silvia falando exatamente a mesmíssima frase após beijá-lo: "Eu não sou disso, foi só pra te dar boa noite". RIDÍCULOOOO, PATÉTICOOOO!

Aqui, faço um parêntese pra falar desse triângulo amoroso...

A Silvia, apesar de disputar com a Alice o título de "voz mais chata da novela", é menos idiota do que a Verônica! Essa, parece que vive com falta de ar (na verdade a Helena Ranaldi sempre atua assim, com respiração "a la Madonna antes de cantar", só que no caso da atriz, é antes de falar), irritante! Mas isso é o de menos. Como esquecer a palhaçada dela, provocando a Luíza e se mostrando muito mais imatura em certos momentos do que a noivinha de 18 anos?! Não dá! E agora é premiada com o Kadu?! Não gostei! Que ela ficasse com aquele músico com quem ela andou saindo e depois dispensou quando ficou de olho comprido pra cima do Kadu (que ainda estava com a Clara!).

Fim do parêntese.

2 - O beijo entre Clara e Marina foi ridículo. Se não dá pra fazer direito, então não faz! Aquilo ficou parecendo o primeiro beijo entre duas adolescentes tímidas que não sabem o que querem. Se as duas já tem uma relação consolidada como poderia ficar enrolando pra finalmente dar um selinho bobo daqueles?

E mais um parêntese, agora pra falar dessas duas...

Combater o preconceito, a homofobia, é legal, é claro que sou completamente a favor. Inclusive uso esse blog (e os meus outros) pra combater todo tipo de preconceito. Mas está sendo feito da maneira errada, porque começou errado! Eu realmente não gosto do casal Clara e Marina pela forma como tudo começou. Quando o Kadu acusou a Marina de ter dado em cima da mulher dele ele estava certíssimo! Foi isso mesmo que aconteceu. A Marina viu que a Clara estava acompanhada, soube que ele era marido dela e que tinha um filho e mesmo assim continuou fazendo de tudo pra conquistá-la. E tanto fez que conseguiu! O engraçado é que a Clara disse que amava os dois (Marina e Kadu). Por que então não escolheu o Kadu, já que já estava com ele e com seu filho? Mas não! Ela quis viver algo novo e deixou um homem maravilhoso que ela dizia amar pra ficar com uma conquistadorazinha filhinha de papai, metida à besta, arrogante e mimada. É importante que eu diga que não sou contra esse casal por serem duas mulheres, mas pelo modo como tudo aconteceu e pela Marina ser como é, ter feito o que fez. Se fosse um homem a dar em cima da Clara sabendo que ela era casada e amava seu marido, eu seria contra do mesmo jeito! Não importa se é homem ou mulher, o que importa é a maneira como essa trama foi conduzida. Não se pode combater um preconceito da maneira errada, querendo vender esse casal como um exemplo como na realidade é, no meu ver, um péssimo exemplo. Sem falar que não tem química nenhuma, as duas parecem irmãs (mesmo porque o tipo físico é bem parecido e até o modo de se vestir).

Fim desse segundo parêntese.

Mudando de assunto, outro "mostro" que o autor quer criar é o Jairo. Num capítulo, achei tão legal... a Juliana desceu do seu pedestal e foi lá na comunidade, com todo carinho, ver o Jairo e ficou tudo bem. Pensei: "legal, um casal que se ama e uma maneira correta e bonita de combater o preconceito mostrando que o amor pode sim, existir em meio à diferença cultural e social". Pensei que pelo menos eles fossem ter uma trégua. E aí, no capítulo seguinte, Jairo defende a Juliana das "amigas" dele pra pouco depois aparecer justamente com uma dessas "amigas" (a que até então parecia ter menos intimidade com ele) na casa da Juliana querendo levar a Bia embora!!! Mais um dos famosos "saltos" em quem não dá pra entender nada e a gente fica coçando a cabeça como quem diz: "perdi alguma coisa???".

Eu gosto (ou gostava) do Jairo. Aquele jeito moleque, meio bruto às vezes, mas do bem, que fica melhor a cada dia, queria ganhar a vida honestamente, tem orgulho de suas origens sabe ser carinhoso quando quer, ama os filhos e sabe ter um bom senso de humor com tiradas ótimas. Eu achei que finalmente ele e a Juliana fossem se acertar e ele fosse dar uma acalmada no seu temperamento intempestivo. Mas não... ele apareceu completamente transtornado, claramente drogada no apartamento da "madame". Que loucura aquilo! Fiquei pasma com a agressividade dele!

E de repente a gente descobre que o bonzinho do Nando (sem esquecer que ele deu um tiro no Jairo!), o babaca apaixonado com quem a Juliana faz de gato e sapato, aquele que não "dava conta do recado" por ter uma mulher tão fogosa... transava com a empregada na ausência da mulher, na cama deles e pode até ser o pai da Bia!!!

Ou seja... eis que surge mais um candidato a monstro! Aliás, na novela ninguém presta! A Juliana já ameaçou de morte as moradoras da comunidade do Jairo e pode ter matado a Goretti! Mas, no fim, é o autor quem decide quais monstros ele quer que sejam vistos como tal e quais deles usaram auréola de anjinho pra esconder os chifres! Quais serão punidos e quais serão, mesmo sem merecer, premiados. Aliás, pelo andar da carruagem, parece que ele gosta de premiar megeras e moralistas...

E o telespectador resta a) sentir nojo e ficar olhando pra ela com aquela cara de perplexidade b) mudar o canal c) sair da sala ou de casa d) desligar a TV e) botar um CD ou DVD pra assitir!

Eu fico com a opção E! Harry Potter é muuuuiiiito melhor do que a xaropada em quem essa novela se transforma mais e mais a casa capítulo!!!

E que venha logo "O Império"! Espero que seja melhor do que essa bomba que está no ar!!!